MECLIN

4170 | Laboratório APSEN

Descrição

Composição

Cada comprimido contém:
Cloridrato de meclizina 25 mg e 50 mg
Excipientes* q.s.p. 1 comprimido
*Excipientes: lactose, amido, polivinilpirrolidona, dióxido de silício coloidal, croscarmelose sódica, estearato de magnésio e corante FD&C amarelo.

Apresentação

Comprimidos de 25 mg. Caixa com 15 comprimidos
Comprimidos de 50 mg. Caixa com 15 comprimidos
USO ORAL
USO ADULTO

Indicações

MECLIN, cujo princípio ativo é o cloridrato de meclizina, é indicado:
-Profilaxia e Tratamento de Cinesia. A meclizina é indicada para a profilaxia e tratamento de náusea, vômito, e tontura associados à doença do movimento ou radioterapia.
-Profilaxia e Tratamento da Vertigem: A meclizina pode ser efetiva no tratamento da vertigem associada à doenças que afetam o sistema vestibular, como as labirintites e Doença de Menière.
-Tratamento e Profilaxia de Náuseas e Vômitos:
Induzidos pela Radioterapia: A meclizina é indicada para a profilaxia e tratamento de náuseas, vômitos e tontura associada à radioterapia.
-Tratamento de Náuseas e Vômitos durante a Gravidez

Dosagem

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
O produto MECLIN é de uso oral. Os comprimidos de MECLIN (cloridrato de meclizina) são redondos, de cor amarelada, inodoros e insípidos. O produto deve ser mantido em sua embalagem original, na temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), ao abrigo da umidade e protegidos da luz.
Posologia
Adultos
Dose usual em adultos e adolescentes:
-Profilaxia e tratamento em cinesias: 25 a 50 mg, uma hora antes de viajar. A dose pode ser repetida a cada 24 horas, se necessário.
-Profilaxia e tratamento em vertigem: 25 a 100 mg por dia, como necessário, em doses divididas.
-Profilaxia e tratamento em náusea e vômito induzidos por radioterapia: 50 mg, 2 a 12 horas antes da radioterapia.
-Tratamento de náuseas e vômitos da gravidez: 25 a 100 mg por dia, como necessário, em doses divididas.
Conduta necessária caso haja esquecimento de administração
Caso você esqueça de tomar MECLIN (cloridrato de meclizina) no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.

Contra-indicações

Nos casos de hipersensibilidade ao cloridrato de meclizina ou aos constituintes da formulação do produto.

Reações Adversas

A reação adversa de incidência mais freqüente é a sonolência. As reações adversas de incidência menos freqüente ou rara são visão borrosa, secura de boca, de nariz e de garganta.
Efeitos adversos de fato atribuíveis à piridoxina isoladamente são raramente relatados; como queixas de acidez estomacal, indigestão e náuseas só descritas com doses de 150 a 200 mg/dia, embora haja relato de neuropatias periféricas com a ingestão de 200 mg/dia por mais de 30 dias.
Produto novo
ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, podem ocorrer efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o médico responsável deve ser comunicado.

Precauções

O risco-benefício da meclizina deve ser considerado nos seguintes casos:
- Obstrução do colo da bexiga ou hiperplasia prostática sintomática: os efeitos anticolinérgicos da meclizina podem precipitar a retenção urinária.
- Obstrução gastroduodenal: pode ocorrer diminuição da motilidade e do tônus, agravando a retenção gástrica e a obstrução.
- Predisposição a glaucoma de ângulo fechado: o aumento da pressão intraocular pode precipitar um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado.
- Doença pulmonar, crônica obstrutiva: a redução na secreção brônquica pode causar inspissação e formação de tampão bronquial.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.
Gravidez
Estudos epidemiológicos em mulheres grávidas não mostraram que a meclizina causa aumento no risco de anormalidades fetais. Estudos em ratos mostraram que a meclizina causa fenda palatina quando administrada na dose correspondente a 25 a 50 vezes a dose recomendada em humanos.
Amamentação
A meclizina pode ser distribuída no leite materno.
Entretanto, problemas em humanos não foram documentados.
Devido a sua ação anticolinérgica, a meclizina pode inibir a lactação.
Pacientes com insuficiência hepática
Por se tratar de uma droga metabolizada no fígado, recomenda-se especial precaução em pacientes com doenças hepáticas.
Interferência em exames laboratoriais
Até o momento não existem dados disponíveis relacionados à interferência da meclizina em exames laboratoriais. MECLIN pode causar sonolência, desta forma, os pacientes em tratamento devem ter cuidado ao dirigir, operar máquinas, ou participar de qualquer outra atividade perigosa, até que estejam certos de que MECLIN não afeta seu desempenho.
Uso em idosos
Geriatria
Não há informação disponível entre a relação da idade e os efeitos da meclizina nos pacientes geriátricos. Entretanto, é de conhecimento que pacientes geriátricos exibem aumento da sensibilidade aos anticolinérgicos, que são farmacologicamente relacionados à meclizina. Entretanto, constipação, secura de boca, e retenção urinária (especialmente em homens) são mais prováveis de ocorrer em pacientes idosos.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos sobre a eficácia do cloridrato de meclizina
Em 1975, Milkovich e van den Berg, em um estudo prospectivo amplo, avaliando a evolução de gestantes que utilizaram fármacos antinauseantes no primeiro trimestre da gestação, foram categóricos em sua conclusão: não houve indicação de que os derivados fenotiazínicos, especificamente os derivados da proclorperazina, assim como a meclizina, a ciclizina e o Bendectin, estivessem associados com teratogenicidade. (Milkovich L, van den Berg B An evaluation of the teratogenicity of certain antinauseant drugs Am J Obstet Gynecol 1976 125(2): 244-8)
Em 1994, Seto e cols. publicaram uma metanálise demonstrando claramente que o uso de antihistamínicos, incluindo a meclizina, para o tratamento de NVG, mesmo no primeiro trimestre de gestação, era seguro e não teratogênico. (Seto A, Einarson T, Koren G Pregnancy outcome following first trimester exposure to antihistamines: meta-analysis Am J Perinatol 1994 14: 119-24)
Em 2002, Magee e cols. descreveram, em um artigo de medicina baseada em evidências, que a meclizina e outros antihistamínicos eram eficazes e seguros para o tratamento da NVG. (Magee LA, Mazzotta P, Koren G Evidence-based view of safety and effectiveness of pharmacologic therapy for nausea and vomiting of pregnancy (NVP) Am J Obstet Gynecol 2002 186: S256-61)
Em importante artigo de revisão, Anne Leathem faz uma análise da eficácia e segurança das principais drogas utilizadas no tratamento de náusea e vômitos da gravidez. Neste artigo aborda a retirada da Doxilamina do mercado nos Estados Unidos, pelas evidências de que aumentava o risco de alterações fetais. Faz também uma análise de falta de evidências da segurança do uso da Metoclopramida e do potencial teratogênico, ainda que pequeno, do Dimenidrato. (Leathem AM Safety and efficacy of antiemetics used to treat nausea and vomiting in pregnancy Clinical Pharmacy 1986 5: 660-8)
Com o objetivo de avaliar os efeitos da meclizina no sistema vestibular, Martin e Oosterveld realizaram um estudo com 60 indivíduos, 30 normais e 30 portadores de labirintopatias. Os indivíduos normais receberam placebo e/ou medicação, enquanto os portadores de labirintopatia receberam a medicação. Foram avaliados os valores, antes e depois da medicação ou placebo, para: nistagmo posicional, resposta a estimulação calórica bitermal e reação a aceleração angular. Os resultados mostraram uma significante redução do tempo do nistagmo no grupo dos labirintopatas e dos normais que receberam a droga, quando submetidos ao teste da aceleração angular. No teste da aceleração linear, também houve um decréscimo da amplitude do movimento ocular nos indivíduos que receberam a droga (labirintopatas ou não). Concluem os autores que, em vista a baixa incidência de efeitos colaterais e significante redução da excitabilidade vestibular, a meclizina deve ser largamente utilizada no tratamento ambulatorial de pacientes portadores de labirintopatias. (Martin N, Oosterveld WJ, The vestibular effects of meclizine hydrochloride-niacin combination (antivert), Acta Otolaryng 70, 6-9, 1970)
Horak e colaboradores realizaram um estudo comparativo para analisar a redução de tontura e desequilíbrio em 25 pacientes portadores de afecção vestibular crônica, com no mínimo 6 meses de duração. Foram divididos em 3 grupos: o primeiro foi orientado para os exercícios de reabilitação vestibular; o segundo para exercícios gerais e o terceiro foi medicado com meclizina. Os critérios avaliados foram o equilíbrio e a freqüência das crises de vertigem. Os resultados foram surpreendentes, pois o grupo tratado com meclizina apresentou expressiva redução na vertigem, mesmo em se tratando de casos crônicos (Horak FB, Jones-Rycewicz C, Black O, Shumway-Cook A, Effects of vestibular rehabilitation on dizziness and imabalnce, Otolaryngology-Head and Neck Surgery 106(2), 175-180, 1992)
Cohem e deJong realizaram um estudo duplo-cego, cruzado, randomizado, comparativo, entre meclizina e placebo no tratamento da vertigem de origem vestibular. Foram incluídos 31 pacientes, com os sinais, sintomas e etiologia. Na avaliação dos resultados, a meclizina foi muito superior ao placebo, reduzindo a freqüência e severidade dos ataques, bem como os sinais e sintomas relacionados à vertigem, tais como; náuseas, nistagmo posicional e instabilidade postural. (Cohen B, deJong V, Meclizine and placebo in treating vertigo of vestibular origin,Arch Neurol 27, 129-135, 1972;)
Oenbrink, médico americano especialista em navegação, relata os bons resultados com a meclizina no tratamento das cinetoses provocadas em passageiros de cruzeiros marítimos. Nas companhias de navegação em que trabalha, como rotina é oferecido pelo serviço de quarto, comprimidos de 25 mg de meclizina aos passageiros que começam a sofrer com a cinetose. Relata também os maus resultados e complicações acarretados pela escopolamina, outra droga disponível em alguns países para esta indicação, que obrigam a pronta intervenção no ambulatório médico de bordo. Reforça também a preocupação com a segurança da medicação, uma vez que é muito alta a incidência de passageiros idosos e portadores de múltiplas afecções, em cruzeiros marítimos (Oenbrink RJ, Another approach to motion sickness, Readers' Forum 90 (6), p. 44-5, 1991)

Interação com outros medicamentos

Álcool e medicamentos depressores do sistema nervoso central:o uso concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos de depressão do sistema nervoso central destes medicamentos ou da meclizina.
Anticolinérgicos e medicamentos com atividade anticolinérgica: o uso concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos anticolinérgicos.
Apomorfina: a administração prévia de meclizina pode diminuir a resposta emética da apomorfina.

Cuidado de armazenamento

MECLIN deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), ao abrigo da umidade e protegido da luz.

Superdose

Em caso de superdose acidental, consultar o médico imediatamente.
Conduta na Superdose: na eventualidade da ingestão de doses muito acima das preconizadas, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais como nível de consciência, pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MECLIN 25 mg 15 comprimidos: MS -1.0118.0165.006-3
MECLIN 50 mg 15 comprimidos: MS -1.0118.0165.010-1

Indicado para o tratamento de:

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