Esomeprazol

 

Terapias de Ação

Antiulceroso.
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Propriedades

O esomeprazol corresponde ao isômero S do omeprazol e, assim como este último, reduz a hipersecreção ácida gástrica. Assim como outros agentes similares (pantoprazol, lanzoprazol, rabeprazol), o esomeprazol atua inibindo de modo específico a bomba de prótons das células parietais do estômago, independentemente do estímulo secretor. Ambos os isômeros ópticos S e R do omeprazol são ativos. O esomeprazol concentra-se e é transformado em sua forma ativa no ambiente ácido dos canalículos secretores onde inibe, de modo seletivo, a enzima H+/K+-ATPase, inibindo tanto a secreção basal como a estimulada. O esomeprazol é lábil em meio ácido, sendo administrado por via oral na forma de grânulos com revestimento entérico. A conversão in vivo para o isômero R é desprezível. A absorção do esomeprazol é rápida, e o pico do nível plasmático ocorre aproximadamente 1 a 2 horas após a administração da dose. A biodisponibilidade absoluta é cerca de 64% após dose única de 40 mg, e aumenta até 89% após administrações sucessivas, uma vez ao dia. O volume aparente de distribuição no estado basal e em indivíduos sadios é de aproximadamente 0,22l/kg de peso corporal. O esomeprazol liga-se em cerca de 97% a proteínas plasmáticas. A ingestão de alimentos retarda e diminui a absorção do esomeprazol, embora este fato não tenha influência significativa sobre o efeito do esomeprazol sobre a acidez intragástrica. Metabolismo e eliminação: o esomeprazol é totalmente metabolizado pelo sistema citocromo P450 (CYP). A maior parte do seu metabolismo depende do polimorfo CYP2C19, responsável pela formação dos metabólitos hidroxilados e desmetilados do esomeprazol, a fração restante depende de outro isomorfo específico, o CYP3A4, responsável pela formação de esomeprazol-sulfona, que é o principal metabólito plasmático. Os principais metabólitos do esomeprazol não têm efeito sobre a secreção ácida do estômago. Praticamente 80% de uma dose oral de esomeprazol é eliminada na forma de metabólitos pela urina, e o restante pelas fezes. Menos de 1% do fármaco intacto é encontrado na urina.

Indicações

O esomeprazol está indicado para doença de refluxo gastresofágico. Tratamento da esofagite erosiva por refluxo. Tratamento crônico de pacientes com esofagite curada, para a prevenção de recidivas. Tratamento sintomático da doença de refluxo gastresofágico. Em combinação com protocolos de terapia antibacteriana apropriados para a erradicação do Helicobacter pylori e tratamento da úlcera duodenal associada ao Helicobacter pylori. Prevenção de recaídas de úlcera péptica em pacientes com úlcera associada ao Helicobacter pylori.

Dosagem

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com líquido, sem mastigar ou triturar. Doença de refluxo gastresofágico: tratamento da esofagite erosiva de refluxo: 40 mg uma vez ao dia, durante 4 semanas. Para os pacientes cuja esofagite não tenha sido curada ou que apresentem sintomas persistentes, recomenda-se tratamento durante 4 semanas adicionais. Tratamento crônico de pacientes com esofagite curada para a prevenção de recidivas: 20 mg uma vez ao dia. Tratamento sintomático da doença de refluxo gastresofágico: 20 mg uma vez ao dia, em pacientes sem esofagite. Caso não se consiga controlar os sintomas após quatro semanas, o paciente deve ser investigado mais detidamente. Após resolução dos sintomas, pode-se conseguir controlar os sintomas subseqüentes utilizando um esquema a demanda de 20 mg uma vez ao dia, quando necessário. Em combinação com esquemas de terapia antibacteriana apropriados para: erradicação do Helicobacter pylori; cura da úlcera associada com o Helicobacter pylori; prevenção da recidiva de úlcera péptica em pacientes com úlcera associada ao Helicobacter pylori: 20 mg de esomeprazol juntamente com 1 g de amoxicilina e 500 mg de claritromicina, todos estes duas vezes ao dia, durante 7 dias. Crianças: em razão da inexistência de informação disponível, o esomeprazol não deve ser usado em crianças. Insuficiência renal: não é necessário reajustar a dose em pacientes com insuficiência renal. Devido a limitada experiência em pacientes com insuficiência renal severa, tais pacientes devem ser tratados com precaução. Insuficiência hepática: não é necessário reajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada. Para pacientes com insuficiência hepática grave, não se deve exceder uma dose máxima de esomeprazol de 20 mg. Idosos: não há necessidade de reajuste de doses.

Reações Adversas

Em estudos clínicos com esomeprazol observaram-se as seguintes reações adversas. Em nenhum caso encontrou-se relação com a dose. Comuns (frequência >1:100, < 1:10): cefaleia, dores abdominais, diarreia, flatulências, náuseas/vômitos e constipação. Pouco comuns (frequência >1:1.000, < 1:100): dermatite, prurido, urticária, vertigens, secura bucal. As seguintes reações adversas ao fármaco foram observadas com o racemato (omeprazol) e podem ocorrer com esomeprazol. Sistema Nervoso Central e Periférico: parestesias, sonolência, insônia, vertigens, confusão mental reversível, agitação, agressão, depressão e alucinações predominantemente em pacientes gravemente doentes. Endócrina: ginecomastia. Gastrintestinais: estomatites e candidíases gastrintestinais. Hematológicas: leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose e pancitopenia. Hepáticas: aumento das enzimas hepáticas, encefalopatias em pacientes com doença hepática severa preexistente, hepatite com ou sem icterícia, insuficiência hepática. Musculoesqueléticas: artralgias, fraqueza muscular e mialgias. Pele: rash cutâneo, fotossensibilidade, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, alopécia. Outros: mal-estar. Reações de hipersensibilidade, por exemplo angioedema, febre, broncospasmo, nefrite intersticial e choque anafilático. Aumento da sudoração, edema periférico, visão turva, alterações no paladar e hiponatremia.

Precauções e Advertências

Em presença de qualquer sintoma alarmante (por exemplo significativa perda involuntária de peso, vômitos recorrentes, disfagia, hematêmese ou melena) e quando a existência de úlcera gástrica é suspeita ou conhecida, deve-se excluir a possibilidade de malignidade, pois o tratamento com o esomeprazol pode aliviar os sintomas e retardar o diagnóstico. Os pacientes com tratamento a longo prazo (particularmente aqueles em tratamento por mais de um ano) devem ser supervisionados com regularidade. Os pacientes com tratamento a demanda devem ser instruídos a que contactem seu médico se houver alteração das características dos sintomas. Na prescrição do esomeprazol para terapia a demanda, devem-se levar em conta as implicações da interação com outros medicamentos em função das flutuações das concentrações plasmáticas do esomeprazol. Ao prescrever esomeprazol para a erradicação do Helicobacter pylori, deve-se considerar a possibilidade de interação entre os componentes da terapia tríplice. A claritromicina é um potente inibidor da CYP3A4 e, portanto, devem levar-se em conta as contraindicações e as interações da claritromicina quando a terapia tríplice for empregada em pacientes que estejam utilizando outros fármacos metabolizados via CYP3A4 como a cisaprida. Pacientes portadores de problemas hereditários raros de intolerância à frutose, má-absorção de glicose-galactose ou insuficiência de sacarose-isomaltase não devem tomar este medicamento.

Interações

Efeitos do esomeprazol sobre a farmacocinética de outros fármacos: a diminuição da acidez intragástrica durante o tratamento com esomeprazol pode acarretar aumento ou diminuição da absorção de fármacos caso o mecanismo de absorção destes seja influenciado pela acidez gástrica. Assim como ocorre com o uso de outros inibidores da secreção ácida ou antiácidos, pode haver diminuição da absorção de cetoconazol e itraconazol durante o tratamento com o esomeprazol. Este fármaco inibe a CYP2C19, sua principal enzima metabolizadora. Portanto, quando o esomeprazol é usado em combinação com fármacos metabolizados pela CYP2C19, como diazepam, citalopram, imipramina, clomipramina, fenitoína etc. As concentrações plasmáticas destes fármacos podem aumentar e poderia ser necessária uma redução das doses. Isto deve ser levado em conta especialmente ao prescrever esomeprazol como terapia a demanda. A administração concomitante de 30 mg de esomeprazol provocou diminuição de cerca de 45% na depuração do diazepam, que é substrato da CYP2C19. A administração simultânea de 40 mg de esomeprazol provocou aumento de aproximadamente 13% nos níveis plasmáticos de fenitoína em pacientes epilépticos. Recomenda-se monitorar as concentrações plasmáticas de fenitoína por ocasião do início ou do término de um tratamento com esomeprazol. Em voluntários sadios, a administração simultânea de 40 mg de esomeprazol provocou aumento em cerca de 32% da área sob a curva de concentração plasmática versus tempo (area under curve, AUC) e prolongamento da meia-vida de eliminação (t) em cerca de 31% porém não um aumento significativo dos níveis plasmáticos-pico da cisaprida. O intervalo QTc, que se apresenta discretamente prolongado após a administração da cisaprida isoladamente, não se prolongou mais quando este fármaco foi administrado em combinação com o esomeprazol. Este último demonstrou não exercer efeitos clinicamente relevantes sobre as farmacocinéticas da amoxicilina, quinidina ou varfarina. Efeitos de outros fármacos sobre a farmacocinética do esomeprazol: este composto é metabolizado pela CYP2C19 e CYP3A4. A administração simultânea de esomeprazol com um inibidor da CYP3A4, por exemplo claritromicina (500 mg duas vezes ao dia), produz duplicação da AUC. Não é necessário reajustar as doses do esomeprazol.

Contra-indicações

Hipersensibilidade conhecida ao esomeprazol, benzimidazóis substituídos, ou a qualquer outro componente da formulação.

Superdosagem

Até o momento, não há experiência relacionada com superdose. Os dados são limitados, porém doses únicas de 80 mg de esomeprazol não provocaram consequências relevantes. Não se conhece um antídoto específico. O esomeprazol liga-se em grande parte a proteínas plasmáticas e, portanto, não é facilmente dialisável. Como qualquer caso de superdose, o tratamento deverá ser sintomático, devendo instituir-se medidas gerais de suporte.
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Interações de Esomeprazol

Informação não disponível

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