CLO

2466 | Laboratório SIGMA PHARMA

Descrição

Princípio ativo: Clomipramina,
Ação Terapêutica: Antidepressivos

Composição

cloridrato de clomipramina

Indicações

Depressão endógena, reativa, neurótica, orgânica, mascarada, e suas formas involucionais. Depressão associada à esquizofrenia e transtornos de personalidade. Síndromes depressivas causadas por pré-senilidade ou senilidade; por condições dolorosas crônicas; por doenças somáticas crônicas. Distúrbios depressivos do humor de natureza psicopática, neurótica ou reativa. Síndromes obsessivocompulsivas.
Condições dolorosas crônicas. Fobias e ataques de pânico, cataplexia associada a narcolepsia, ejaculação precoce e enurese noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e desde que as causas orgânicas tenham sido excluídas).

Dosagem

Depressão, síndrome obsessivo-compulsiva e fobias: Iniciar o tratamento com 1 drágea de 25 mg, 2 a 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido SR de 75 mg uma vez ao dia (preferivelmente à noite). Aumentar a posologia diária gradualmente durante a primeira semana de tratamento. Em casos graves, a posologia poderá ser aumentada até um máximo de 250 mg por dia. Uma vez constatada melhora nítida, ajustar a posologia diária para um nível de manutenção entre 2 a 4 comprimidos revestidos de 25 mg ou 1 comprimido SR de 75 mg. Ataques de pânico, agorafobia: Iniciar com 1 drágea de 10 mg ao dia, possivelmente em combinação com um benzodiazepínico. A posologia diária requerida tem grande variação de paciente para paciente e situa-se entre 25 e 100 mg. Se necessário, a posologia poderá ser aumentada para 150 mg. Recomenda-se não descontinuar o tratamento antes de decorridos 6 meses e, durante esse período, a dose de manutenção deverá ser lentamente reduzida. Cataplexia acompanhando narcolepsia: via oral na dose diária de 25 a 75 mg. Condições dolorosas crônicas: 10-150 mg ao dia. Pacientes idosos: iniciar o tratamento com 1 drágea de 10 mg ao dia. Aumentar gradualmente a posologia até uma dose ideal de 30-50 mg diários, o que deverá ser alcançado após cerca de 10 dias e, então, mantido até o final do tratamento. Enurese noturna: a dose diária inicial, para crianças com idade entre 5-8 anos é de 2-3 comprimidos revestidos de 10 mg; para crianças entre 9-12 anos, a posologia é de 1-2 comprimido revestido de 25 mg; para crianças de mais idade, 1-3 comprimidos revestidos de 25 mg. Os comprimidos normalmente deverão ser administrados em dose única após o jantar; Não existem dados clínicos disponíveis para crianças abaixo de 5 anos de idade. Ejaculação precoce: iniciar com 1 drágea de 25 mg. Se necessário, aumentar a dose para 50 mg após 2 semanas. A dose ideal de manutenção situa-se entre 25-50 mg/dia, podendo ser administrada em uma tomada à noite ou 2 vezes ao dia.

Contra-indicações

Pacientes com hipersensibilidade a clomipramina ou sensibilidade cruzada a antidepressivos tricíclicos do grupo dos dibenzodiazepínicos. CLO não pode ser administrado em associação ou dentro de 14 dias antes ou após tratamento com um inibidor da MAO. O tratamento concomitante com inibidores reversíveis seletivos da MAO-A, como a moclobemida, também está contra-indicado. Pacientes vítimas de infarto do miocárdio recente.

Reações Adversas

São geralmente leves e transitórias, desaparecendo com a continuidade do tratamento ou com a redução da dosagem. Se ocorrerem reações adversas neurológicas ou psiquiátricas graves, a administração de CLO deverá ser suspensa. Pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares. Efeitos psíquicos freqüentes incluem a sonolência, fadiga, sensação de inquietação e aumento do apetite. Efeitos neurológicos freqüentes são vertigens, tremores, cefaléia e mioclonia. Efeitos anticolinérgicos mais comuns são a secura da boca, sudorese, constipação, alterações da acomodação visual e/ou visão borrada e distúrbios da micção. Ocasionalmente observa-se taquicardia sinusal, palpitações, hipotensão postural, alterações clinicamente irrelevantes no ECG em pacientes sem doença cardíaca. Outras reações freqüentes são a náusea, elevação do nível das transaminases; reações alérgicas na pele, fotossensibilidade, prurido; ganho de peso, distúrbios da libido e da potência sexual. Os sintomas a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do ratamento ou após redução de dose: náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, insônia, cefaléia, nervosismo e ansiedade.

Precauções

Deve ser utilizado com extremo cuidado em pacientes com epilepsia e outras predisposições, tais como danos cerebrais de etiologia variada, uso concomitante de neurolépticos, retirada de álcool ou drogas com propriedades anticonvulsivas (ex.:benzodiazepínicos); pacientes com distúrbios cardiovasculares, em especial portadores de insuficiência cardiovascular, distúrbios de condução ou arritmias; história de pressão intra-ocular aumentada, glaucoma de ângulo agudo ou retenção urinária. Recomenda-se cautela ao administrar antidepressivos tricíclicos a pacientes com doença hepática grave e tumores da medula adrenal, nos quais o fármaco poderá provocar crises hipertensivas. Muitos dos pacientes portadores de transtorno de pânico apresentam intensificação dos sintomas de ansiedade no início do tratamento com clomipramina. Tem sido observada ocasionalmente indução de psicoses em pacientes esquizofrênicos eepisódios hipomaníacos e maníacos durante a fase depressiva em pacientes com transtornos cíclicos do humor, que recebem tratamento com antidepressivo tricíclico. Foram relatados casos isolados de choque anafilático. Também é indicada cautela em pacientes portadores de hipertireoidismo ou pacientes em tratamento concomitante com agentes tireoideanos. A clomipramina somente poderá ser administrada com terapia eletroconvulsiva sob cuidadosa supervisão. Em pacientes predispostos e em pacientes idosos, os antidepressivos tricíclicos podem induzir psicose (delírios), particularmente à noite. É requerido cuidado em pacientes com constipação crônica. Antes de anestesia local ou geral, o anestesista deve ser avisado de que o paciente tem utilizado CLO. Aumento na incidência de cáries dentárias tem sido relatado durante tratamentos prolongados com antidepressivos tricíclicos. O lacrimejamento reduzido e o acúmulo de secreções mucóides, podem acarretar danos ao epitélio da córnea em pacientes com lentes de contato. A retirada abrupta da medicação deve ser evitada pelas possíveis reações adversas. Pacientes sob tratamento devem ser alertados sobre a possível ocorrência de visão embaçada, sonolência e outros sintomas do SNC diminuindo a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Interação com outros medicamentos

Não administrar CLO por pelo menos 2 semanas após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO. A clomipramina pode diminuir ou anular o efeito anti-hipertensivo da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina e alfametildopa; e pode potencializar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefrina. Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito do álcool, de outras substâncias depressoras centrais e de agentes anticolinérgicos. Os antidepressivos tricíclicos não podem ser empregados em combinação com agentes antiarrítmicos do tipo quinidina. A co-medicação com ISRS pode levar a efeitos aditivos no sistema serotoninérgico. Fluoxetina e fluvoxamina podem aumentar também a concentração plasmática de clomipramina. Fármacos que ativam o sistema enzimático monoxigenase do fígado, podem acelerar o metabolismo e diminuir a concentração plasmática da clomipramina. Níveis plasmáticos de fenitoína e carbamazepina podem aumentar, com conseqüentes efeitos adversos. A co-medicação com neurolépticos pode resultar em aumento da concentração plasmática dos antidepressívos tricíclicos e redução do limiar de convulsão. A combinação com tioridazina pode produzir arritmias cardíacas graves. Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito anticoagulante de fármacos cumarínicos. Cimetidina, metilfenidato e estrógenos aumentam a concentração plasmática dos antidepressivos tricíclicos.

Superdose

Não existe antídoto específico e o tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. Se o paciente estiver consciente, executar lavagem gástrica ou induzir o vômito o mais rápido possível. Essas medidas são recomendadas para até 12 horas, ou mais após a superdosagem já que os efeitos anticolinérgicos podem retardar o esvaziamento gástrico.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.
Reg. MS: n° 1.0235.0552.

Indicado para o tratamento de:

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