Pramipexol

 

Terapias de Ação

Antiparkinsoniano.
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Propriedades

É um agonista dopaminérgico não-ergotínico que possui uma elevada afinidade pelos receptores D2 da dopamina e, em menor grau, pelos receptores D3 e D2 ou D4, respectivamente. Seu mecanismo de ação é similar ao de outros fármacos antagonistas da dopamina, pois estimula os receptores desta amina biogênica localizados no corpo estriado do SNC. Atualmente sua indicação mais precisa é como monoterapia no tratamento da doença de Parkinson idiopática precoce, caso em que pode postergar a administração de levodopa, ou na doença de Parkinson avançada, em associação com a levodopa. Após sua administração por via oral, o pramipexol é rapidamente absorvido (90%) sem sofrer interferência dos alimentos, alcançando seu pico plasmático máximo (Cmáx) em cerca de 2 horas. Apresenta ampla distribuição por todo o organismo, circulando em maior proporção na forma de droga livre, já que sua união a proteínas plasmáticas é baixa (inferior a 20%). Sua meia-vida plasmática é prolongada: 8 horas em adultos sadios e 17 horas em idosos ou anciões. Este novo agente antiparkinsoniano não sofre biotransformação metabólica no organismo, sendo eliminado em alta concentração (acima de 90%), sem modificações, pela urina. Não é necessário realizar reajuste de dose em função da idade ou do sexo, porém em pacientes com insuficiência renal pode haver uma menor taxa de eliminação. A dose deverá ser iniciada com doses subterapêuticas, sendo aumentada gradual e progressivamente, na dependência da tolerância do paciente. Do mesmo modo, a retirada do fármaco deverá ser feita de modo gradual, se bem que haja informações a respeito da interrupção súbita do tratamento sem outros problemas.

Indicações

Como agente único na doença de Parkinson incipiente, ou na forma avançada em associação com levodopa, de forma a reduzir a dose desta última.

Dosagem

Como monoterapia: 1,5 a 4,5 mg/dia, divididos em 3 tomadas diárias. Em associação com levodopa: 1,5 a 4,5 mg/dia divididos em 3 tomadas diárias, juntamente com cerca de 800 mg de levodopa por ida, levando em consideração que em estudos clínicos foi observado que a introdução do pramipexol induz redução de aproximadamente 27% da dose requerida de levodopa. Recomenda-se iniciar o tratamento com 0,375 mg/dia (dividido em 3 tomadas iguais), aumentando a dose, se necessário, em incrementos de 0,375 mg a intervalos de 5 a 7 dias, até alcançar a dose mínima eficaz. Em pacientes com depuração de creatinina maior ou igual a 60 ml/min, a dose máxima é de 4,5 mg/dia; com depuração de creatinina entre 35 e 59 ml/min, a dose máxima é de 3 mg/dia, e com depuração de creatinina entre 15 e 34 ml/min, a dose máxima é de 1,5 mg/dia de pramipexol. Recomenda-se não administrar o fármaco em insuficiência renal grave, pois não há estudos realizados em pacientes nestas condições.

Reações Adversas

Hipotensão ortostática, síncope, taquicardia, dores precordiais. Em pacientes com doença de Parkinson precoce, são freqüentes sonolência, enjoos e insônia, ao passo que em pacientes com doença de Parkinson avançada submetidos a tratamento combinado com pramipexol-levodopa o efeito adverso mais comum é a discinesia. Alucinações (em 10% dos pacientes em qualquer estado). Agitação: frequente em pacientes com depressão grave.

Precauções e Advertências

Pode produzir sonolência, e portanto devem tomar-se precauções em tarefas com manuseio de maquinaria pesada e condução de veículos. A dose deve ser reduzida em pacientes com distúrbios da função renal. Administrar com precaução a pacientes com doença cardiovascular em função do risco de taquicardia, hipotensão ortostática e hipertensão. Administrar com precaução a pacientes com antecedentes de hipersensibilidade a fármacos correlatos (talipexol, ropinirol). A administração a pacientes com desordens psicóticas e demência (por multi-infarto ou degenerativa primária) somente deve ser realizada cuidadosamente, devido ao risco de exacerbação. Não administrar durante a gravidez (risco de teratogênese) e a lactação (inibição da lactação). Em pacientes com Parkinson avançado pode haver incremento da discinesia.

Interações

Neurolépticos (fenotiazínicos, butirofenonas, tioxantenos), metoclopramida, sulpirida, antagonistas dopaminérgicos: redução do efeito terapêutico por antagonismo farmacológico; quando possível, evitar a administração conjunta. Levodopa: pode haver aumento das discinesias; reduzir a dose da levodopa. Probenecida, selegilina, amantadina: podem ser administradas conjuntamente. Fármacos que inibem a secreção tubular renal de drogas catiônicas e fármacos que são eliminados pelo sistema tubular renal (cimetidina, ranitidina, diltiazem, triantereno, verapamil, quinidina, quinina): redução da eliminação do pramipexol. Penicilina, hidroclorotiazida, indometacina: possível redução da eliminação do pramipexol; administrar com precaução. Agonistas dopaminérgicos: evitar a administração conjunta. Álcool: evitar a administração conjunta. Anti-hipertensivos: administrar com suma precaução, dado o risco de hipotensão grave. Antiarrítmicos: administrar com suma precaução, dado o risco de bradicardia e arritmias.

Contra-indicações

Hipersensibilidade ao pramipexol. Gravidez, lactação.

Superdosagem

Em caso de superdose deve instaurar-se tratamento sintomático, que pode incluir administração de antagonistas dopaminérgicos (neurolépticos, metoclopramida).
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Interações de Pramipexol

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