OVESTRION

4975 | Laboratório SUPERA RX

Descrição

Princípio ativo: Estriol,
Ação Terapêutica: Hormônios sexuais

Composição

Cada comprimido de OVESTRION. Comprimidos 1 mg contém: estriol 1 mg excipientes (amido, estearato de magnésio, amilopectina e lactose) q.s.p. 1 comprimido. Cada comprimido de OVESTRION. Comprimidos 2 mg contém: estriol 2 mg excipientes (amido, povidona, dióxido de silício, estearato de magnésio e lactose) q.s.p. 1 comprimido.

Apresentação

Comprimidos. Cartucho com 30 comprimidos contendo 1 mg ou 2 mg de estriol.
USO ADULTO

Indicações

• Tratamento de reposição hormonal (TRH) para sintomas de deficiência estrogênica em mulheres pós-menopausadas.
• Tratamento pré e pós-operatório em mulheres na pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal.
• Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico duvidoso.
• Infertilidade devida à hostilidade cervical.

Dosagem

- Uma aplicação de OVESTRION corresponde ao uso do aplicador cheio até a marca em anel, que contém 0,5 grama de creme contendo 0,5 mg de estriol.
1) Tratamento da atrofia do trato geniturinário: 1 aplicação por dia durante as primeiras semanas, seguida de redução gradual de acordo com o alívio dos sintomas, até atingir a dose de manutenção (por exemplo, 1 aplicação 2 vezes por semana).
2) Tratamentos pré e pós-operatórios em mulheres na pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal: 1 aplicação por dia nas 2 semanas antes da cirurgia e 1 aplicação 2 vezes por semana durante as 2 semanas após a cirurgia.
3) Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico duvidoso: 1 aplicação em dias alternados, 1 semana antes da coleta do próximo esfregaço.
A dose máxima de uma aplicação por dia não deve ser usada por várias semanas.
Procedimento caso a paciente esqueça de usar OVESTRION
Uma dose esquecida deve ser administrada assim que lembrada, desde que não seja no mesmo dia da próxima dose. Neste caso, a dose esquecida não deve ser aplicada e o esquema habitual de administração deve ser continuado.
Nunca administrar duas doses no mesmo dia.
Para o início e manutenção do tratamento dos sintomas da pós-menopausa, usar a menor dose eficaz pelo menor período de tempo(ver item "5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES").
Mulheres que não estão em TRH ou que estão substituindo um produto contínuo combinado podem iniciar a terapia com OVESTRION em qualquer dia. Mulheres que estão substituindo um regime de TRH cíclico devem iniciar a terapia com OVESTRION uma semana após completarem o ciclo.
Administração
OVESTRION deve ser administrado, por via intravaginal, à noite na hora de deitar, com auxílio do aplicador calibrado que acompanha a bisnaga (um aplicador contém aproximadamente 0,5 g de creme). O aplicador tem uma marca na parte superior (anel). O êmbolo não deve ser "puxado" além desta marca (anel).
Instruções de uso para a paciente
1. Remover a tampa da bisnaga, virar a tampa ao contrário e encaixar no bocal da bisnaga para romper o lacre.
2. Rosquear o bocal do aplicador na bisnaga. Não puxar o êmbolo.

3. Depois de rosquear, pressionar a bisnaga pela extremidade inferior para que o creme empurre o êmbolo até a marca vermelha (anel).

4. Retirar o aplicador da bisnaga e tampá-la.
5. Para aplicar o creme, deitar-se e introduzir profundamente o aplicador na vagina.
6. Empurrar o êmbolo vagarosamente até o fim, esvaziando todo o aplicador.

Depois do uso, retirar o êmbolo totalmente do corpo do aplicador, lavando-o com água morna e sabão e enxaguando-o bem. Não usar detergente.
NÃO COLOCAR O APLICADOR EM ÁGUA MUITO QUENTE OU FERVENTE.

Contra-indicações

• Diagnóstico atual, história anterior ou caso suspeito de câncer de mama;
• Suspeita ou casos confirmados de tumores malignos estrogênio-dependentes (ex. câncer endometrial);
• Sangramento vaginal sem diagnóstico;
• Hiperplasia endometrial não tratada;
• Tromboembolismo venoso atual ou idiopático prévio (trombose venosa profunda, embolia pulmonar);
• Doença tromboembólica arterial recente ou ativa (ex. angina, infarto do miocárdio);
• Doença hepática aguda, ou história de doença hepática enquanto os testes de função hepática não retornarem aos níveis normais;
• Hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula;
• Porfiria;
• Problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má absorção de glicose-galactose (ver "Composição - Excipientes").

Reações Adversas

Os dados da literatura e da farmacovigilância relatam as seguintes reações adversas:

Essas reações adversas são normalmente transitórias, mas também podem indicar doses elevadas.
Outras reações adversas associadas ao tratamento com estrogênio - progestagênio foram relatadas. Na ausência de dados, não se sabe se OVESTRION é diferente em relação a essas reações. São elas:
• Neoplasias estrogênio-dependentes malignas e benignas, como câncer de endométrio e de mama [para maiores informações ver "Contra-indicações" e "Precauções e advertências"].
• Tromboembolismo venoso, isto é, trombose venosa profunda pélvica ou nos membros inferiores e embolia pulmonar, é mais frequente entre usuárias de TRH do que entre não usuárias. Na ausência de dados, não se sabe se OVESTRION é diferente em relação a essas reações [para maiores informações ver "Contraindicações" e "Precauções e Advertências"].
• Infarto do miocárdio e AVC;
• doença na vesícula biliar;
• distúrbios na pele e no tecido subcutâneo: cloasma, eritema multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular;
• provável demência [ver "Precauções e advertências"].
Câncer de mama
De acordo com evidências de um grande número de estudos epidemiológicos e um estudo randomizado controlado com placebo, o Women's Health Initiative(WHI), o risco global de câncer de mama aumenta com o aumento da duração do uso de TRH em usuárias atuais ou recentes de TRH. Para o TRH apenas com estrogênio, as estimativas do risco relativo (RR) de uma reanálise dos dados originais de 51 estudos epidemiológicos (na qual >80% do uso de TRH foi de TRH apenas com estrogênio) e do estudo epidemiológico Million Women Study(MWS) são semelhantes, ou seja, 1,35 (IC 95% - 1,49) e 1,30 (IC 95% - 1,40), respectivamente.
Para o TRH combinado de estrogênio - progestagênio, vários estudos epidemiológicos relataram um risco global maior de câncer de mama do que com estrogênios isoladamente.
O estudo MWSrelatou que, em comparação com mulheres que nunca utilizaram TRH, o uso de vários tipos de TRH combinado de estrogênio - progestagênio, foi associado com um risco maior de câncer de mama (RR = 2,00, IC 95%: 1,88 - 2,12) do que o uso de estrogênio isoladamente (RR = 1,30, IC 95%: 1,21 - 1,40) ou o uso de tibolona (RR = 1,45; IC 95% 1,25 - 1,68).
O estudo WHI relatou um risco estimado de 1,24 (IC 95% 1,01 - 1,54) após 5,6 anos de uso de TRH combinado de estrogênio - progestagênio (EEC + AMP) em todas as usuárias em comparação com placebo.
Os riscos absolutos calculados a partir dos estudos MWSe WHIsão apresentados a seguir:
O MWSestimou, a partir da incidência média conhecida de câncer de mama em países desenvolvidos, que:
- Para mulheres que não estão usando TRH, espera-se que cerca de 32 em cada 1000 apresentem câncer de mama diagnosticado entre as idades de 50 e 64 anos.
- Para 1000 usuárias atuais ou recentes de TRH, o número de casos adicionais durante o período correspondente será:
- Para usuárias de tratamento de reposição apenas com estrogênio:
• entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1,5) para 5 anos de uso;
• entre 3 e 7 (melhor estimativa = 5) para 10 anos de uso.
- Para usuárias de TRH combinada de estrogênio + progestagênio:
• entre 5 e 7 (melhor estimativa = 6) para 5 anos de uso;
• entre 18 e 20 (melhor estimativa = 19) para 10 anos de uso.
O WHIestimou que após 5,6 anos de acompanhamento de mulheres entre 50 e 79 anos de idade, os 8 casos adicionais de câncer de mama invasivo deveriam ser devidos ao TRH combinado de estrogênio - progestagênio (EEC + AMP) por 10.000 mulheres-anos.
De acordo com os cálculos, a partir dos dados do estudo estima-se que:
• Para 1000 mulheres no grupo tratado com placebo, cerca de 16 casos de câncer de mama invasivo seriam diagnosticados em 5 anos.
• Para 1000 mulheres que usaram TRH combinado de estrogênio - progestagênio (EEC + AMP), o número de casos adicionais seria de 0 a 9 (melhor estimativa = 4) para 5 anos de uso.
O número de casos adicionais de câncer de mama em mulheres que usam TRH é independente da idade de início de uso (entre as idades de 45 a 65 anos) (ver "Precauções e Advertências").
Posologia
1) Tratamento de sintomas de deficiência estrogênica: 4 a 8 mg por dia durante as primeiras semanas, seguida de redução gradual. Usar a menor dose eficaz. Em caso de tratamento prolongado em mulheres com útero intacto, recomenda-se a monitoração do endométrio ou, alternativamente, o uso concomitante de um progestagênio (ver "Precauções e Advertências").
2)Tratamentos pré e pós-operatórios em mulheres na pós-menopausa submetidas a cirurgia vaginal: 4 a 8 mg por dia, nas 2 semanas antes da cirurgia e 1 a 2 mg por dia nas 2 semanas após a cirurgia. 3) Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico duvidoso: 2 a 4 mg por dia durante 7 dias antes da coleta do próximo esfregaço.
4) Infertilidade devida a hostilidade cervical: em geral, 1 a 2 mg do 6° ao 15° dia do ciclo menstrual. Entretanto, para algumas pacientes, doses baixas de 1 mg/dia são suficientes, enquanto outras podem necessitar de até 8 mg/dia. Dessa forma, a dose deve ser aumentada a cada mês até que se obtenha um efeito ótimo sobre o muco cervical.
Uma dose esquecida deve ser tomada assim que lembrada, desde que não tenha passado mais de 12 horas. Nesse último caso, a dose esquecida não deve ser tomada e a próxima dose tomada no horário habitual.
Os comprimidos devem ser ingeridos diariamente com água ou outro líquido, preferencialmente no mesmo horário.
É importante que a dose diária total seja tomada de uma só vez.
Para o início e manutenção do tratamento dos sintomas da pós-menopausa, usar a menor dose eficaz pelo menor período de tempo (ver "Precauções e Advertências").
Mulheres que não estão em TRH ou que estão substituindo o uso de um produto contínuo combinado, podem iniciar o tratamento com OVESTRION em qualquer dia. Mulheres que estão substituindo um regime de TRH cíclico devem iniciar o tratamento com OVESTRION uma semana após completarem o ciclo.

Precauções

Para o tratamento dos sintomas pós-menopausais, o TRH deve ser iniciado somente para os sintomas que afetam adversamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos anualmente e o TRH apenas deve ser continuado enquanto os benefícios suplantarem os riscos.
Exame médico/acompanhamento
- Antes de iniciar ou reiniciar o TRH, deve ser realizada uma anamnese completa, incluindo antecedentes pessoais e familiares da paciente. O exame físico (incluindo exame pélvico e das mamas) deve ser guiado por essa anamnese e pelas contra-indicações e advertências quanto ao uso. Durante o tratamento são recomendadas avaliações periódicas em frequência e natureza adaptadas para cada mulher individualmente. As mulheres devem ser orientadas sobre as alterações em suas mamas que devem ser relatadas ao seu médico (ver "Câncer de mama"). Investigações, incluindo mamografia, devem ser realizadas de acordo com as práticas de verificação atualmente aceitas, modificadas para as necessidades clínicas individuais.
Condições que necessitam de monitoramento
Caso quaisquer das condições mencionadas abaixo tenham ocorrido anteriormente, estejam presente e/ou tenham sido agravadas durante a gravidez ou tratamento prévio com hormônios, a paciente deve ser cuidadosamente monitorada. Deve-se levar em consideração que essas condições podem ocorrer ou ser agravadas durante o tratamento com OVESTRION, em particular:
- Leiomioma (fibroma uterino) ou endometriose;
-História de, ou fatores de risco para distúrbios tromboembólicos (ver Tromboembolismo venoso);
-Fatores de risco para tumores estrogênio-dependentes, ex. 1° grau de hereditariedade para câncer de mama;
-Hipertensão;
- Distúrbios hepáticos (ex. adenoma hepático);
- Diabetes melito com ou sem envolvimento vascular;
-Colelitíase;
-Enxaqueca ou cefaleia (grave);
- Lúpus eritematoso sistêmico;
- História de hiperplasia endometrial (ver abaixo);
-Epilepsia;
- Asma,
-Otosclerose.
Razões para interrupção imediata do tratamento
O tratamento deve ser descontinuado no caso de descoberta de alguma contraindicação e nas seguintes condições
:
- Icterícia ou deterioração da função hepática;
- Aumento significativo da pressão arterial;
- Primeiro episódio de cefaleia do tipo enxaqueca;
-Gravidez.
Hiperplasia endometrial
Estudos clínicos mostraram que o uso de doses diárias divididas e o uso prolongado de altas doses de estriol (acima de 8 mg ao dia) podem causar a estimulação do endométrio. Além disso, um estudo epidemiológico mostrou que o tratamento com baixas doses de estriol oral pode aumentar o risco de câncer endometrial. O risco aumentou com a duração do tratamento e desapareceu dentro de um ano após sua interrupção. O aumento do risco está relacionado principalmente a tumores menos invasivos e altamente diferenciados. O sangramento vaginal durante o tratamento deve ser sempre investigado. Em mulheres com útero intacto, devem ser adotadas as seguintes precauções:
- A dose diária total deve ser tomada de uma só vez.
- A paciente deve ser orientada a contatar o seu médico no caso de ocorrência de sangramentos vaginais, que se ocorreres durante o tratamento devem ser sempre investigados.
- Durante tratamento prolongado, o endométrio deve ser monitorado pelo menos anualmente. Alternativamente, pode ser adicionado um progestagênio, por pelo menos 12 a 14 dias de cada mês.
O aumento do risco de câncer de mama associado com o tratamento combinado estrogênio - progestagênio, deve ser considerado para tomar a decisão de monitorar o endométrio ou adicionar um progestagênio. Não há indicações de que o tratamento com estriol oral isoladamente aumente o risco de câncer de mama.
Câncer de mama
- O TRH pode aumentar a densidade mamográfica. Isso pode complicar a detecção do câncer de mama. Estudos clínicos relataram que a probabilidade de desenvolvimento de aumento da densidade mamográfica foi mais baixa em pacientes tratadas com estriol do que em pacientes tratadas com outros estrogênios.
- Um estudo randomizado controlado com placebo, o estudo Women's Health Initiative (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Estudo Million Women(MWS), relataram um aumento do risco de câncer de mama em mulheres usando estrogênios, combinações estrogênio-progestagênio ou tibolona para TRH por diversos anos (ver "Reações adversas"). Para toda TRH, um risco excessivo torna-se aparente dentro de poucos anos de uso e aumenta com a duração da administração, mas retorna aos níveis basais dentro de poucos anos (no máximo cinco) após a interrupção do tratamento.
- No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama com estrogênios equinos conjugados (EEC) ou estradiol (E2) foi maior quando um progestagênio foi adicionado, sequencial ou continuamente, independentemente do tipo de progestagênio. Não houve evidências de diferença no risco entre as diferentes vias de administração.
- No estudo WHI, o uso contínuo do produto contendo estrogênio equino combinado e acetato de medroxiprogesterona foi associado com cânceres de mama ligeiramente maiores em tamanho e que apresentaram metástase nos gânglios linfáticos locais com maior frequência em comparação com o placebo.
- É desconhecido se o OVESTRION apresenta o mesmo risco. Em um estudo recente de controle de casos, baseado na população, em 3345 mulheres com câncer de mama invasivo e 3454 controles, o estriol, diferentemente dos outros estrogênios, não foi associado com aumento do risco de câncer de mama. Contudo, as implicações clínicas desses achados são desconhecidas até agora. Portanto, é importante que o risco de diagnosticar o câncer de mama seja discutido com a paciente e pesado contra os benefícios conhecidos do TRH.
Tromboembolismo venoso
- O TRH está associada com o aumento do risco relativo de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), como trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Um estudo controlado randomizado e estudos epidemiológicos encontraram um risco 2 a 3 vezes maior em usuárias em comparação com não usuárias. Para as não usuárias, estima-se que o número de casos de TEV que ocorrerão em um período de cinco anos será de aproximadamente 3 em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e de 8 em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. Estima-se que em mulheres saudáveis que utilizaram o TRH durante 5 anos, o número de casos adicionais de TEV que ocorrerão durante um período de 5 anos será entre 2 e 6 (melhor estimativa = 4) em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e entre 5 e 15 (melhor estimativa = 9) em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano do TRH do que mais tarde. Esses estudos não incluíram o OVESTRION e, na ausência de dados, é desconhecido se este apresenta o mesmo risco.
- Os fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem antecedentes pessoais ou familiares, obesidade grave (índice de massa corpórea >30 kg/m2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Não existe consenso sobre o papel das veias varicosas no TEV.
- Pacientes com história de TEV recorrente ou estados trombofílicos apresentam aumento do risco de TEV. O TRH pode ser aditivo para esse risco. Antecedentes pessoais ou familiares de tromboembolismo ou aborto espontâneo recorrente devem ser investigados a fim de excluir uma predisposição trombofílica. Até que uma avaliação minuciosa dos fatores trombofílicos seja realizada ou que o tratamento com anticoagulante seja iniciado, o uso do TRH nessas pacientes deve ser visto como contra-indicado. Mulheres que já estão em tratamento com anticoagulante requerem consideração cuidadosa da relação risco-benefício do uso do TRH.
-O risco de TEV pode ser temporariamente aumentado no caso de imobilização prolongada, trauma ou grande cirurgia. Como em todos os casos pós-cirúrgicos, atenção meticulosa deve ser dada às medidas profiláticas para prevenir o TEV pósoperatório. Quando é provável que uma imobilização prolongada ocorra após uma cirurgia eletiva, particularmente cirurgia abdominal ou cirurgia ortopédica dos membros inferiores, deve-se considerar a interrupção temporária do TRH de quatro a seis semanas antes, se possível. Caso OVESTRION seja usado para a indicação "tratamento pré e pós-operatório" deve-se considerar um tratamento profilático contra a trombose.
- Caso ocorra o desenvolvimento de TEV após o início do tratamento com OVESTRION, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes devem ser aconselhadas a contatar o seu médico imediatamente caso percebam sintomas tromboembólicos potenciais (ex. edema doloroso de uma perna, dor torácica repentina, dispneia).
Doença arterial coronariana (DAC)
-Não existem evidências em estudos controlados randomizados de benefícios cardiovasculares com o uso contínuo combinado de estrogênios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (AMP). Dois grandes estudos clínicos (WHIe HERS, isto é, Estudo Coração e Reposição Estrogênio/progestagênio) demonstraram um possível aumento no risco de morbidade cardiovascular no primeiro ano de uso e nenhum benefício global. Para os demais produtos de TRH existem apenas dados limitados de estudos controlados randomizados, investigando os efeitos na morbidade e mortalidade cardiovascular. Portanto, é incerto se esses achados também se estendem aos demais produtos de TRH.
Acidente vascular cerebral (AVC)
- Um grande estudo clínico randomizado (estudo-WHI) encontrou, como resultado secundário, um risco aumentado de AVC isquêmico em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo com estrogênios conjugados e AMP combinados. Para mulheres que não estão usando TRH, estima-se que o número de casos de AVC que ocorrerão num período de 5 anos seja de aproximadamente 3 em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e 11 em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. Estima-se que para mulheres que usam estrogênios conjugados e AMP durante 5 anos, o número de casos adicionais será entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1) em 1000 mulheres com idade entre 50 e 59 anos e entre 1 e 9 (melhor estimativa = 4) em 1000 mulheres com idade entre 60 e 69 anos. É desconhecido se o risco aumentado é estendido aos demais produtos de TRH.
Câncer de ovário
- O uso prolongado (no mínimo 5 a 10 anos) de medicamentos para TRH contendo apenas estrogênio em mulheres histerectomizadas foi associado a um aumento do risco de câncer de ovário em alguns estudos epidemiológicos. É incerto se o uso prolongado de TRH combinado ou de estrogênios de baixa potência (como o OVESTRION) confere um risco diferente daquele dos medicamentos contendo apenas estrogênio.
Outras condições
- Os estrogênios podem causar retenção hídrica, portanto, pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente observadas. Pacientes com insuficiência renal terminal devem ser minuciosamente observadas, uma vez que é esperado que o nível de componentes ativos circulantes de OVESTRION seja aumentado.
- O estriol é um inibidor fraco de gonadotrofinas e não apresenta outros efeitos significativos sobre o sistema endócrino.
- Não existe evidência conclusiva para a melhora da função cognitiva. Existem algumas evidências do estudo WHIde risco aumentado de provável demência em mulheres que iniciaram o uso contínuo combinado de EEC e AMP após os 65 anos de idade. É desconhecido se esses achados se aplicam a mulheres pós-menopausadas mais jovens ou a outros produtos de TRH.
Gravidez e lactação
OVESTRION não é indicado durante a gravidez. Caso ocorra gravidez durante o tratamento com OVESTRION, o uso deve ser interrompido imediatamente. Os resultados dos estudos epidemiológicos relevantes mais atuais em relação à exposição fetal inadvertida aos estrogênios não indicaram efeitos teratogênicos ou fetotóxicos.
OVESTRION não é indicado durante a lactação. O estriol é excretado no leite materno e pode diminuir a sua produção

Resultados de eficácia

Atrofia do trato geniturinário inferior relacionado à deficiência estrogênica
Em 13 estudos clínicos, 445 mulheres foram tratadas com estriol creme, 1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16,53 durante 2 semanas a 8,5 meses. Todas essas mulheres eram pós-menopáusicas, natural ou cirurgicamente induzidas e apresentaram queixas vaginais, 1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16,53 e/ou urinárias7,9,12, associadas a uma vagina atrófica. Em um estudo11, as pacientes também foram indicadas para tratamento cirúrgico de um prolapso uterovaginal. A dosagem variou de 1 ou 0,5 mg de estriol por dia durante 1 a 4 semanas,1,2,4,5,8,9,10,11,12,13,14,16 geralmente seguida por uma dosagem de manutenção de 1 ou 0,5 mg de estriol duas vezes por semana1,2,5,8,12,13,14 ou 1 mg a cada 2 dias9 durante 4 semanas até 8 meses.
Em todas as pacientes, as porcentagens de células basais/parabasais, células intermediárias e células superficiais revelaram uma troca acentuada em direção das células superficiais durante o tratamento com OVESTRION intravaginal. Após 1 semana, a citologia vaginal já mostrava um efeito vaginotrófico nítido,9,10 enquanto após 2 a 3 semanas, pode ser demonstrada uma normalização completa do epitélio vaginal.2,4,5,8,9,10,11,13 Todos os 8 casos de infecções vaginais que foram observadas no esfregaço vaginal no prétratamento, desapareceram sem nenhum outro tratamento.4
Exames colposcópicos geralmente mostraram o retorno de uma aparência normal da mucosa vaginal no curso do tratamento.2,5,8,11,13,14. Palidez e petéquias desapareceram,5 a flora de Döderlein foi restabelecida e, dessa forma, o pH vaginal normal retornou9 e as úlceras vaginais foram curadas.9 Dentro de algumas semanas, uma recuperação completa de ectrópio uretral foi observada.9 Geralmente, as queixas vaginais mostraram uma nítida melhora no curso das primeiras 2 a 3 semanas de tratamento. As queixas como secura vaginal, irritação e dispareunia desapareceram ou melhoraram consideravelmente.1,2,4,5,8,9,11,13,14 Essa melhora das condições locais levou a um aumento da libido e atividade sexual em diversas pacientes.13
Comparado com placebo, o tratamento com OVESTRION Creme resultou em uma incidência reduzida de infecções do trato urinário (ITUs), reaparecimento de lactobacilos na vagina e uma redução da colonização vaginal com Enterobacteriaceae.12
Estrogênios administrados por via intravaginal em dose baixa podem também aumentar os benefícios locais da terapia sistêmica no tratamento da atrofia urogenital.56 Mulheres tratadas com 17-beta-estradiol transdérmico (50 mcg/dia) mais acetato de medroxiprogesterona (5 mg/dia) e adicionalmente 0,5 mg/dia de estriol vaginal mostraram uma melhora mais rápida das queixas urinárias já a partir do primeiro mês de tratamento. Após quatro meses de tratamento, as mulheres tratadas com ou sem estriol vaginal mostraram resultados comparáveis do tratamento.
Os efeitos benéficos na mucosa vaginal e nas queixas vaginais geralmente foram comparáveis nos grupos de dosagem baixa e alta (0,5 mg de estriol/dia e 1 mg de estriol/dia, respectivamente),4,8,14 e nos grupos de creme e supositório.4,9 Portanto, a dosagem eficaz mais baixa de 0,5 mg de estriol/dia é recomendada. A dosagem de manutenção de 0,5 mg de estriol, duas vezes por semana (creme) pareceu ser suficiente para manter o efeito terapêutico inicial.1,2,5,8,13,14
Tratamento pré e pós-operatórios em mulheres na pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal
O efeito benéfico do estriol na vascularização vaginal, espessura da parede vaginal e processos inflamatórios tem um efeito positivo nas complicações pós-operatórias, no período de hospitalização e infecções pós-operatórias em mulheres pós-menopáusicas submetidas à cirurgia vaginal.
Em 2 estudos clínicos, um total de 43 mulheres pós-menopáusicas foi tratado com OVESTRION Creme intravaginal, tanto antes quanto após a submissão à cirurgia para prolapso uterovaginal.11,15 A dosagem foi de 0,5 mg de estriol por dia durante 4 semanas antes da cirurgia e após uma pausa de 1 semana, durante outras 4 semanas após a cirurgia. Todas as pacientes tinham uma mucosa vaginal atrófica antes do tratamento.
Após as primeiras 4 semanas de tratamento, um retorno da aparência e citologia normais da mucosa vaginal foi observado em todas as pacientes. Além disso, um efeito estimulador nítido no muco cervical foi observado. O curso da cirurgia e a recuperação foi normal em todas as pacientes,11,15 o que não é sempre o caso em mulheres com uma mucosa vaginal atrófica.
Uma vez que um efeito vaginotrófico nítido já é observado após 1 semana de tratamento com OVESTRION intravaginal (em uma dosagem de 0,5 mg de estriol/dia) e uma completa normalização do epitélio vaginal após 2 a 3 semanas de tratamento diário, um período de tratamento de 2 semanas tanto antes quanto após a cirurgia pode realmente ser suficiente.
Um auxílio diagnóstico no caso de um esfregaço cervical atrófico duvidoso
A administração de estrogênios induz a maturação do epitélio escamoso normal, sem afetar a citomorfologia de células tumorais malignas possivelmente presentes.
Embora diversos autores mencionem os efeitos benéficos das preparações contendo estriol ou succinato de estriol, quase nenhum dado está disponível sobre creme de estriol ou pessários. O estriol foi administrado oral, intravaginal ou oralmente como seu succinato. A partir desses estudos, pode-se concluir que após uma semana de tratamento oral com 2 a 4 mg diários (isto é, metade da dosagem inicial recomendada para queixas de atrofia vaginal), um nítido efeito estrogênico no epitélio cervical pode ser observado em muitas pacientes. OVESTRION Creme é considerado como sendo eficaz como um auxílio diagnóstico no caso de um esfregaço cervical atrófico duvidoso por causa de muitos anos de experiência clínica com estrogênios. A eficácia é apoiada por um estudo clínico,57 relatando tratamento de 492 mulheres na pós-menopausa com diferentes substâncias estrogênicas, principalmente DES, mas também incluindo OVESTRION. Os resultados confirmam que a terapia com estrogênio em dosagem baixa é um método simples e econômico para o esclarecimento de um esfregaço de Papanicolau suspeito.
Tendo em vista que o efeito estrogênico do OVESTRION intravaginal no trato urogenital inferior já é observado após 1 semana de terapia,9,10 e já que estriol oral é eficaz como um auxílio diagnóstico em uma dosagem que é metade da dosagem inicial recomendada para queixas de atrofia vaginal, uma aplicação do creme (isto é, 0,5 mg de estriol/dia) em dias alternados na semana antes da coleta do próximo esfregaço, é considerada como um tratamento com estrogênio adequado para essa indicação.
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5 Haspels AA, Luisi M, Kicovic PM. Endocrinological and clinical investigations in post-menopausal women following administration of vaginal cream containing oestriol. Maturitas 1981;3:321-7. B5
7 Iosif CS. Effects of protracted administration of estriol on the lower genito urinary tract in postmenopausal women. Arch Gynecol Obstet 1992;251:115-20. B15
8 Kicovic PM, Cortes-Prieto J, Milojevic S, Haspels AA, Aljinovic A. The treatment of postmenopausal vaginal atrophy with Ovestin vaginal cream or suppositories: clinical, endocrinological and safety aspects. Maturitas 1980;2:275-82. B2
9 Lauritzen C. Erfahrungen mit einer Östriol-Vaginalcreme (Experiences with an estriol cream). Ther Gegenw 1979;118:567-77. B1
10 Luisi M, Franchi F, Kicovic PM. A group-comparative study of effects of Ovestin cream versus Premarin cream in postmenopausal women with vaginal atrophy. Maturitas 1980;2:311-9. B3
11 Milojevic S, Kicovic PM. Pre- and post-operative treatment of atrophic vaginal mucosa with Ovestin cream in postmenopausal women undergoing vaginal surgery. In: Bakel-Middelweerd JM van, ed. News and views on oestriol. Leiden, De Medicus B.V., 1985;31-7. B14
12 Raz R, Stamm WE. A controlled trial of intravaginal estriol in postmenopausal women with recurrent urinary tract infections. N Engl J Med 1993;329:753-6. B16
13 Trevoux R, Velden WHM van der, Popovic D. Ovestin vaginal cream and suppositories for the treatment of menopausal vaginal atrophy. Reproduccion 1982;6:101-6. B10
14 Velden WHM van der, Trevoux R, Popovic D. Cream containing oestriol for the treatment of menopausal vaginal atrophy. In: Fioretti P, Martini L, Melis GB, Yen SSC, eds. The menopause; clinical, endocrinological and pathophysiological aspects. Proceedings of the Seronia Symposia, Vol. 39. Viareggio, May 26-28, 1980. London: Academic Press, 1982:535-8. B11
15 Donnez J, Lecart C. The use of estriol cream in vaginal surgery in post-menopausal women (Abstract). In: Keep PA van, Utian WH, Vermeulen A, eds. The controversial climacteric. Lancester: MTP, 1982:179. B7
16 Barentsen R, van de Weijer PHM, Schram JHN. Continuous low dose estradiol released from a vaginal ring versus estriol vaginal cream for urogenital atrophy. European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology,1997; 71:73-80. B19 53 Study E1686. The efficacy and safety of estriol vaginal cream (Ovestin) in the management of postmenopausal urogenital complaints.
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104.
57 Clocuh YPA. Östrogengabe als hormonelle Aufhellung zur Abklärung atrophischer Zellabstriche (The administration of estrogen prior to the interpretation of doubtful atrophic cyfosmears). Geburtshilfe Frauenheilkd 1980;40:1121-9.

Interação com outros medicamentos

Na prática clínica, não foi relatado nenhum exemplo de interação entre OVESTRION e outros medicamentos, mas embora os dados sejam limitados, elas podem ocorrer. Foram descritas as seguintes interações com o uso de contraceptivos orais que também podem ser relevantes para o OVESTRION: o metabolismo dos estrogênios pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias que induzem as enzimas que metabolizam fármacos (especificamente enzimas do citocromo P450), como anticonvulsivantes (ex. hidantoína, barbitúricos e carbamazepina), anti-infecciosos (ex. griseofulvina, rifamicinas e os agentes antirretrovirais nevirapina e efavirenz) e preparações fitoterápicas contendo erva de São João (Hypericum Perforatum).
Ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como fortes inibidores, ao contrário, apresentam propriedades indutoras quando utilizados concomitantemente com hormônios esteróides. Clinicamente, o aumento do metabolismo dos estrogênios pode levar à diminuição do efeito de OVESTRION e a alterações no padrão de sangramento uterino.
O estriol pode, possivelmente, aumentar os efeitos farmacológicos dos corticosteróides, succinilcolina, teofilinas e troleandromicina.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas
Até onde é conhecido, OVESTRION não apresenta efeito sobre o estado de alerta e a concentração.

Cuidado de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).
Proteger da luz. O prazo de validade do medicamento é de 36 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
OVESTRION é uma massa macia, homogênea, com consistência cremosa, branca a quase branca e odor fraco característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Superdose

A toxicidade aguda do estriol em animais é muito baixa. Portanto, a ocorrência de sintomas tóxicos não é esperada, caso diversos comprimidos sejam administrados simultaneamente. Nos casos de superdosagem aguda podem ocorrer náuseas, vômitos e sangramento de privação em mulheres. Não é conhecido antídoto específico. Caso necessário, pode-se instituir o tratamento sintomático.
Pacientes idosas
Não existe evidência conclusiva sobre a melhora da função cognitiva com o uso do tratamento de reposição hormonal. Existem algumas evidências do estudo WHIde que há aumento do risco de provável demência em mulheres que iniciaram o uso contínuo combinado de EEC e AMP após os 65 anos de idade.
Considerando os resultados de estudos mostrando que o tratamento de reposição hormonal combinado é associado com aumento do risco relativo de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda ou embolia pulmonar), possível aumento do risco de morbidade cardiovascular no primeiro ano de uso sem benefício global, e, aumento do risco de acidente vascular cerebral e que não se sabe se esses aumentos de risco também se estendem a outros tratamentos de reposição hormonal, recomenda-se a avaliação individual das pacientes com idade ? 65 anos antes de recomendar o uso de OVESTRION em pacientes idosas (ver "Precauções e Advertências" e "Reações adversas"). O uso prolongado (pelo menos 5 a 10 anos) de tratamento de reposição hormonal com estrogênios isoladamente em mulheres histerectomizadas foi associado com aumento do risco de câncer de ovário, mas não se sabe se isso ocorre para produtos com estrogênios de baixa potência como é o caso de OVESTRION.

Informação técnica

Características
Propriedades farmacodinâmicas
OVESTRION pertence ao grupo farmacoterapêutico de estrogênios semissintéticos e naturais e apresenta o hormônio natural feminino estriol (código ATC: G03CA04). Diferentemente de outros estrogênios, o estriol apresenta ação de curta duração uma vez que apresenta apenas um curto tempo de retenção nos núcleos das células endometriais.
É usado para repor a perda da produção de estrogênio em mulheres menopausadas e aliviar os sintomas da menopausa. O estriol é particularmente eficaz no tratamento de sintomas geniturinários. No caso de atrofia do trato geniturinário, o estriol induz a normalização do epitélio geniturinário e auxilia na restauração da microflora normal e do pH fisiológico da vagina. Como resultado, o estriol aumenta a resistência das células epiteliais geniturinárias à infecção e à inflamação, diminuindo as queixas vaginais como dispareunia, secura, prurido, infecções vaginais e urinárias, queixas relacionadas à micção e incontinência urinária moderada.
Informações do estudo clínico
• O alívio dos sintomas da menopausa foi atingido durante as primeiras semanas de tratamento.
• Sangramento vaginal após o tratamento com OVESTRION foi raramente relatado.
Propriedades farmacocinéticas
Após a administração oral, o estriol é rápida e quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Os níveis de pico plasmático do estriol conjugado são atingidos dentro de 1 hora após a administração. Após administração oral de 8 mg de estriol, os valores da CmaxCmine Cmédiasão aproximadamente de 200 ng/mL, 20 ng/mL e 40 ng/mL, respectivamente.
Quase a totalidade de estriol (90%) se liga à albumina plasmática e, ao contrário dos outros estrogênios, dificilmente o estriol está ligado à globulina transportadora de hormônio sexual. O metabolismo do estriol consiste principalmente em conjugação e desconjugação na circulação entero-hepática. O estriol, sendo um produto metabólico final, é excretado principalmente na urina na forma conjugada e apenas uma pequena fração (± 2%) é excretada pelas fezes, principalmente como estriol não conjugado.

Farmacocinética

Características
Propriedades farmacodinâmicas
OVESTRION pertence ao grupo farmacoterapêutico de estrogênios semissintéticos e naturais e apresenta o hormônio natural feminino estriol (código ATC: G03CA04). Diferentemente de outros estrogênios, o estriol apresenta ação de curta duração uma vez que apresenta apenas um curto tempo de retenção nos núcleos das células endometriais.
É usado para repor a perda da produção de estrogênio em mulheres menopausadas e aliviar os sintomas da menopausa. O estriol é particularmente eficaz no tratamento de sintomas geniturinários. No caso de atrofia do trato geniturinário, o estriol induz a normalização do epitélio geniturinário e auxilia na restauração da microflora normal e do pH fisiológico da vagina. Como resultado, o estriol aumenta a resistência das células epiteliais geniturinárias à infecção e à inflamação, diminuindo as queixas vaginais como dispareunia, secura, prurido, infecções vaginais e urinárias, queixas relacionadas à micção e incontinência urinária moderada.
Informações do estudo clínico
• O alívio dos sintomas da menopausa foi atingido durante as primeiras semanas de tratamento.
• Sangramento vaginal após o tratamento com OVESTRION foi raramente relatado.
Propriedades farmacocinéticas
Após a administração oral, o estriol é rápida e quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Os níveis de pico plasmático do estriol conjugado são atingidos dentro de 1 hora após a administração. Após administração oral de 8 mg de estriol, os valores da CmaxCmine Cmédiasão aproximadamente de 200 ng/mL, 20 ng/mL e 40 ng/mL, respectivamente.
Quase a totalidade de estriol (90%) se liga à albumina plasmática e, ao contrário dos outros estrogênios, dificilmente o estriol está ligado à globulina transportadora de hormônio sexual. O metabolismo do estriol consiste principalmente em conjugação e desconjugação na circulação entero-hepática. O estriol, sendo um produto metabólico final, é excretado principalmente na urina na forma conjugada e apenas uma pequena fração (± 2%) é excretada pelas fezes, principalmente como estriol não conjugado.

Dizeres legais

MS 1.0171.0030
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.OVESTRION®SUPERA RXCreme vaginalestriolHormonoterapia. Terapêutica da menopausa.

Indicado para o tratamento de:

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