SEROQUEL XRO

1934 | Laboratório ASTRAZENECA

Descrição

Princípio ativo: Quetiapina,
Ação Terapêutica: Antipsicóticos

Composição

SEROQUEL XRO 50 mg
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém 57,56 mg de hemifumarato de quetiapina (equivalente a 50 mg de quetiapina).
SEROQUEL XRO 200 mg
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém 230,26 mg de hemifumarato de quetiapina (equivalente a 200 mg de quetiapina).
SEROQUEL XRO 300 mg
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém 345,38 mg de hemifumarato de quetiapina (equivalente a 300 mg de quetiapina).
Excipientes: celulose microcristalina, citrato de sódio, dióxido de titânio, estearato de magnésio, hipromelose, lactose monoidratada, macrogol, óxido férrico vermelho* e óxido férrico amarelo**.
* Presente apenas no SEROQUEL XRO50 mg.
** Presente no SEROQUEL XRO50 mg, 200 mg e 300 mg.

Apresentação

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 50 mg em embalagens com 10 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 200 mg em embalagens com 10 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 300 mg em embalagens com 10 e 30 comprimidos.
VIA ORAL
USO ADULTO

Indicações

SEROQUEL XROé indicado para:
• Tratamento da esquizofrenia;
• Como monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania e de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar.
• O alívio dos sintomas do transtorno depressivo maior, em terapia adjuvante com outro antidepressivo, quando outros medicamentos antidepressivos tenham falhado. Embora não haja evidência de que a eficácia de SEROQUEL XRO isoladamente seja superior a outros antidepressivos, quando usado em terapia adjuvante, ele oferece uma opção de tratamento para pacientes que não responderam a tratamentos antidepressivos anteriores. Antes de iniciar o tratamento os médicos devem considerar o perfil de segurança de SEROQUEL XRO.

Dosagem

Modo de usar
SEROQUEL XRO
deve ser administrado em dose única diária, por via oral, com ou sem alimentos. Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Posologia
- Esquizofrenia
A dose total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2 e até 800 mg após o dia 2. A dose deve ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente. Para a terapia de manutenção em esquizofrenia não é necessário ajuste de dose.
- Episódios de mania associados ao transtorno afetivo bipolar
A dose total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2 e até 800 mg após o dia 2. A dose deve ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
- Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar
SEROQUEL XRO
deve ser administrado à noite, em dose única diária. SEROQUEL XRO deve ser titulado como descrito a seguir: 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4). SEROQUEL XROpode ser titulado até 400 mg no dia 5 e até 600 mg no dia 8.
A eficácia antidepressiva foi demonstrada com SEROQUEL300 mg e 600 mg, entretanto, não foram vistos benefícios adicionais no grupo de 600 mg durante tratamento de curto prazo (ver itens Reações Adversas e Resultados de Eficácia).
- Como adjuvante no tratamento de episódios de depressão maior em Transtorno Depressivo Maior (MDD)
SEROQUEL XRO
deve ser administrado à noite. A dose diária no início do tratamento é de 50 mg nos dias 1 e 2, e 150 mg nos dias 3 e 4. O efeito antidepressivo foi observado nas doses de 150 e 300 mg/dia em estudos em adjuvância de curta duração, (com amitriptilina, bupropiona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina, paroxetina, sertralina e venlafaxina) e de 50 mg/dia em estudos de monoterapia de curta duração. Existe um risco aumentado de eventos adversos com doses maiores. Os médicos devem, portanto, garantir que a menor dose eficaz seja usada para o tratamento, começando com 50 mg/dia. A necessidade de aumentar a dose de 150 para 300 mg/dia deve ser baseada na avaliação individual do paciente.
Se o paciente esquecer-se de tomar o comprimido de SEROQUEL XRO, o paciente deve tomá-lo assim que se lembrar. Tomar a próxima dose no horário habitual e não tomar uma dose dobrada.
Idosos: assim como com outros antipsicóticos, SEROQUEL XROdeve ser usado com cautela no paciente idoso, especialmente durante o período inicial. Pode ser necessário ajustar a dose de SEROQUEL XROlentamente e a dose terapêutica diária pode ser menor do que a usada por pacientes jovens. A depuração plasmática média de quetiapina foi reduzido em 30% a 50% em pacientes idosos quando comparados com pacientes jovens. Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com 50 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 50 mg/dia até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
Em pacientes idosos com episódios de depressão maior emMDD, a administração deve iniciar com 50 mg/dia nos Dias 1 a 3, aumentando para 100 mg/dia no Dia 4 e 150 mg/dia no Dia 8. A menor dose efetiva, a partir de 50 mg/dia deve ser usada. Com base na avaliação individual do paciente, se for necessário aumentar a dose para 300 mg/dia, isso não deve ser antes do Dia 22 do tratamento.
Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia de SEROQUEL XROnão foram avaliadas em crianças e adolescentes.
Insuficiência renal:não é necessário ajuste de dose.
Insuficiência hepática: a quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Portanto, SEROQUEL XROdeve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática conhecida, especialmente durante o período inicial. Pacientes com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento com 50 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 50 mg/dia até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.

Contra-indicações

SEROQUEL XROé contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente de sua fórmula.

Reações Adversas

As reações adversas a medicamentos (ADRs) mais comumente relatadas com a quetiapina (?10%) são: sonolência, tontura, boca seca, sintomas de descontinuação, elevação nos níveis séricos de triglicérides, elevação no colesterol total (predominantemente no LDL) redução do colesterol HDL, aumento de peso, redução da hemoglobina e de sintomas extrapiramidais, astenia leve, constipação, taquicardia, hipotensão ortostática e dispepsia.
Assim como com outros antipsicóticos, ganho de peso, síncope, síndrome neuroléptica maligna, leucopenia, neutropenia e edema periférico, foram associados com a quetiapina.
A incidência das ADRs associadas com a quetiapina está descrita na tabela a seguir:

a) Ver item Advertências.
b) Pode ocorrer sonolência, normalmente durante as duas primeiras semanas de tratamento, e que geralmente é resolvida com a continuação da administração da quetiapina.
c) Baseado no aumento de ? 7% do peso corporal a partir do basal. Ocorre predominantemente durante as primeiras semanas de tratamento, em adultos. d) Foram observadas elevações assintomáticas (mudança de normal a ? 3X ULN a qualquer momento) dos níveis das transaminases séricas (ALT - alanina aminotransferase, AST - aspartato aminotransferase) ou dos níveis de gama-GT em alguns pacientes recebendo quetiapina. Geralmente, esses aumentos foram reversíveis no decorrer do tratamento com quetiapina.
e) Assim como com outros antipsicóticos com atividade bloqueadora alfa1-adrenérgica, a quetiapina pode induzir hipotensão ortostática associada a tontura, taquicardia e síncope em alguns pacientes, especialmente durante a fase inicial de titulação da dose.
f) A inclusão da reação anafilática é baseada em relatos pós-comercialização.
g) Em todos os estudos clínicos de curto prazo de monoterapia placebo-controlados de curta duração entre pacientes com contagem de neutrófilos basal ? 1,5 X 109/L, a incidência de pelo menos uma ocorrência da contagem de neutrófilos < 1,5 X 109/L foi de 1,9% em pacientes tratados com quetiapina em comparação com 1,3% dos pacientes tratados com placebo. A incidência ? 0,5 a < 1,0 X 109/L foi 0,2% em pacientes tratados com quetiapina e 0,2% em pacientes tratados com placebo. Em estudos clínicos conduzidos antes do aditamento ao protocolo para a descontinuação de pacientes com contagem de neutrófilos < 1,0 x 109/L devido ao tratamento, entre pacientes com contagem de neutrófilos basal ? 1,5 X 109/L, a incidência de pelo menos uma ocorrência da contagem de neutrófilos < 0,5 X 109/L foi de 0,21% em pacientes tratados com quetiapina e 0% em pacientes tratados com placebo.
h) Glicemia de jejum ? 126mg/dL ou glicemia sem jejum ? 200mg/dL em pelo menos uma ocasião.
i) Aumento da taxa de disfagia com quetiapina versus placebo foi observado apenas nos estudos clínicos de depressão bipolar.
j) Em estudos clínicos de monoterapia placebo-controlados de fase aguda, que avaliaram os sintomas de descontinuação, a incidência agregada desses sintomas após a interrupção abrupta foi de 12,1% para quetiapina e 6,7% para o placebo. A incidência agregada dos eventos adversos individuais (ex.: insônia, náusea, cefaléia, diarréia, vômitos, tontura e irritabilidade) não excedeu 5,3% em qualquer grupo de tratamento e geralmente foi resolvida após 1 semana da descontinuação.
k) Triglicérides ? 200 mg/dL (em pacientes com idade ? 18 anos) ou ? 150 mg/dL (em pacientes com idade < 18 anos) em pelo menos uma ocasião.
l) Colesterol ? 240 mg/dL (em pacientes com idade ? 18 anos) ou ? 200 mg/dL (em pacientes com idade < 18 anos) em pelo menos uma ocasião.
m) Baseado em relatórios de eventos adversos em estudos clínicos, o aumento de creatino fosfoquinase no sangue não está associado à síndrome neuroléptica maligna.
n) Plaquetas ? 100 X 109/L em pelo menos uma ocasião.
o) Níveis de prolactina (pacientes com idade ? 18 anos): >20mg/L em homens; >30mg/L em mulheres a qualquer momento.
p) Ver texto descrito a seguir.
q) Pode levar a quedas.
r) HDL colesterol: < 40 mg/dL em homens; < 50 mg/dL em mulheres a qualquer momento.
s) Ocorreu diminuição de hemoglobina para ? 13 g/dL em homens e ?12 g/dL em mulheres em pelo menos uma ocasião em 11% dos pacientes tomando quetiapina em todos os estudos, incluindo extensões abertas. Em estudos de curto prazo placebo-controlados, ocorreu diminuição de hemoglobina para ? 13 g/dL em homens e ?12 g/dL em mulheres em pelo menos uma ocasião em 8,3% dos pacientes tomando quetiapina em comparação com 6,2% dos pacientes tomando placebo.
t) Esses relatos frequentemente ocorreram em um cenário de taquicardia, tontura, hipotensão ortostática e/ou doença cardíaca/respiratória subjacente.
u) Com base nas alterações dos valores basais normais para potencial e clinicamente importantes a qualquer tempo pós-basal em todos os estudos. Alterações no T4total, T4livre, T3total e T3livre são definidos como < 0,8 x LLN (pmol/L) e alteração no TSH é >5 mUI/L a qualquer tempo.
v) Baseado no aumento da incidência de vômito em pacientes idosos (?65 anos de idade).
w) Baseado em mudanças da linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos eosinófilos são definidas como ? 1 x 109 células/L em qualquer momento.
x) Baseado em mudanças da linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos glóbulos brancos são definidas como ? 3 x 109 células/L em qualquer momento.
y) Pode ocorrer no tratamento ou perto do início do tratamento e estar associada a hipotensão e/ou síncope. Frequência baseada em relatos de eventos adversos de bradicardia e em eventos relacionados em todos os ensaios clínicos com quetiapina.
Sintomas extrapiramidais
Os seguintes estudos clínicos (monoterapia e terapia combinada) incluem o tratamento com SEROQUELe SEROQUEL XRO.
Em estudos clínicos placebo-controlados de curto prazo em esquizofrenia e mania bipolar, a incidência agregada de EPS foi similar ao placebo (esquizofrenia: 7,8% para quetiapina e 8% para o placebo; mania bipolar: 11,2% para quetiapina e 11,4% para o placebo). Em estudos clínicos placebocontrolados de curto prazo em depressão bipolar, a incidência agregada de EPS foi de 8,9% para quetiapina em comparação com 3,8% para o placebo, embora a incidência de eventos adversos individuais (ex.: acatisia, alterações extrapiramidais, tremor, discinesia, distonia, inquietação, contração muscular involuntária, hiperatividade psicomotora e rigidez muscular) ter sido geralmente baixa e não ter excedido 4% em qualquer grupo de tratamento. Em estudos clínicos placebo-controlados de curto prazo em monoterapia em transtorno depressivo maior, a incidência agregada de sintomas extrapiramidais foi de 5,4% para SEROQUEL XRO e 3,2% para o placebo. Em um estudo placebo-controlado de curto prazo em monoterapia em pacientes idosos com transtorno depressivo maior, a incidência agregada de sintomas extrapiramidais foi de 9,0% para SEROQUEL XROe 2,3% para o placebo.
Em estudos clínicos de longo prazo de esquizofrenia, transtornos afetivos bipolares e transtorno depressivo maior, a incidência ajustada da exposição agregada de EPS devido ao tratamento foi similar entre a quetiapina e o placebo.
Níveis de hormônios tireoidianos
O tratamento com a quetiapina foi associado com diminuições relacionadas à dose dos níveis de hormônios da tireóide. Em estudos clínicos placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações potenciais e clinicamente significativas dos níveis de hormônios da tireóide foram: T4total: 3,4% para a quetiapina versus 0,6% para o placebo; T4livre: 0,7% para a quetiapina versus 0,1% para o placebo; T3total: 0,54% para a quetiapina versus 0,0% para o placebo; e T3livre: 0,2% para a quetiapina versus 0,0% para o placebo. A incidência de alterações no TSH foi de 3,2% para a quetiapina versus 2,7% para o placebo. Em estudos de monoterapia placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações de reciprocidade, potencial e clinicamente significativas no T3e no TSH foi de 0,0% tanto para a quetiapina e quanto para o placebo e 0,1% para a quetiapina versus 0,0% para o placebo para as alterações no T4e no TSH. Estas alterações nos níveis de hormônio da tireóide geralmente não estão associadas ao hipotireoidismo clinicamente sintomático. A redução do T4total e livre foi máxima nas primeiras seis semanas de tratamento com a quetiapina, sem redução adicional durante o tratamento a longo prazo. Em quase todos os casos, a interrupção do tratamento com a quetiapina foi associada com a reversão dos efeitos sobre T4total e livre, independentemente da duração do tratamento. Em oito pacientes, onde foi medida a TBG (tireoglobulinas), os níveis de TBG não foram alterados.
Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)
As mesmas reações adversas acima descritas para adultos devem ser consideradas para crianças e adolescentes.
Baseado nos dados clínicos de SEROQUEL, a tabela a seguir resume as reações adversas que ocorrem em maior frequência em crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade) do que em adultos ou reações adversas que não foram identificadas em pacientes adultos.

(1) Níveis de prolactina (pacientes < 18 anos de idade): >20mg/L em homens; >26mg/L em mulheres a qualquer momento. Menos de 1% dos pacientes tiveram um aumento do nível de prolactina >100mg/L.
(2) Baseado nos dados lineares clinicamente significativos (adaptados a partir dos critérios do National Institutes of Health) ou aumentos >20 mmHg para pressão arterial sistólica ou >10 mmHg para pressão arterial diastólica, a qualquer momento, em dois estudos agudos placebo- controlados (3-6 semanas) em crianças e adolescentes.
(3) Ver texto descrito a seguir.
Ganho de peso em crianças e adolescentes
Em um estudo clínico placebo-controlado de 6 semanas em esquizofrenia com pacientes adolescentes (13 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi 2,0 Kg no grupo SEROQUELe 0,4 Kg no grupo placebo. 21% dos pacientes tratados com SEROQUELe 7% dos pacientes tratados com placebo adquiriram ? 7% do seu peso corporal.
Em um estudo clínico placebo-controlado de 3 semanas em mania bipolar com crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi 1,7 Kg no grupo SEROQUELe 0,4 Kg no grupo placebo. 12% dos pacientes tratados com SEROQUELe 0% dos pacientes tratados com placebo adquiriram ? 7% do seu peso corporal.
Em um estudo clínico aberto que envolveu pacientes dos dois estudos citados anteriormente, 63% dos pacientes (241/380) completaram 26 semanas de terapia com SEROQUEL. Após 26 semanas de tratamento, a média de aumento no peso corporal foi 4,4 Kg. 45% dos pacientes adquiriram ? 7% do seu peso corporal, não ajustado ao crescimento normal. A fim de ajustar para o crescimento normal, após 26 semanas, um aumento de pelo menos 0,5 no desvio padrão do basal no IMC foi utilizado como uma medida de uma mudança clinicamente significativa; 18,3% dos pacientes com SEROQUELpreencheram este critério após 26 semanas de tratamento.
Em um estudo placebo-controlado de 8 semanas em crianças e adolescentes (10-17 anos) com depressão bipolar, no qual a eficácia não foi estabelecida, o aumento médio no peso corporal foi de 1,4 kg no grupo de SEROQUEL XROe 0,6 kg no grupo placebo. 12,5% dos pacientes tratados com SEROQUEL XROe 6% dos pacientes tratados com placebo ganharam ? 7% do seu peso corporal.
Sintomas extrapiramidais em crianças e adolescentes
Em um estudo clínico de monoterapia placebo-controlado de curto prazo em esquizofrenia com pacientes adolescentes (13 a 17 anos de idade), a incidência agregada de EPS foi 12,9% para SEROQUELe 5,3% para o placebo, embora a incidência dos eventos adversos individuais (ex.: acatisia, tremor, alterações extrapiramidais, hipocinesia, inquietação, hiperatividade psicomotora, rigidez muscular, discinesia) foi geralmente baixa e não excedeu 4,1% em nenhum grupo de tratamento. Em um estudo clínico de monoterapia placebo-controlado de curto prazo em mania bipolar com crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade), a incidência agregada de EPS foi 3,6% para SEROQUELe 1,1% para o placebo.
Em estudo clínico monoterápico de curto prazo placebo-controlado em crianças e adolescentes (10-17 anos de idade) com depressão bipolar, no qual a eficácia não foi estabelecida, a incidência agregada de sintomas extrapiramidais foi de 1,1% para SEROQUEL XROe 0,0% para placebo.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Precauções

Ideação suicida e comportamento suicida ou piora clínica
A depressão está associada a aumento de risco de ideação suicida, auto-mutilação e comportamento suicida. Este risco persiste até ocorrer uma remissão significativa. Caso a melhora clínica não ocorra durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados até que tal melhora ocorra. A experiência clínica demonstra que o risco de suicídio pode aumentar nos primeiros estágios da recuperação.
Outros transtornos psiquiátricos para os quais a quetiapina é prescrita também podem estar associados a aumento de risco de comportamento suicida. Além disso, essas condições podem ser associadas a episódios de depressão maior. As mesmas precauções observadas no tratamento de pacientes com episódios de depressão maior devem ser tomadas quando do tratamento de pacientes com outros transtornos psiquiátricos.
Pacientes com histórico de comportamento suicida ou aqueles que apresentavam um grau significativo de ideação suicida antes do início do tratamento são conhecidos por apresentar altos riscos para pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio e devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento. Uma metanálise da FDA de estudos clínicos placebo-controlados com fármacos antidepressivos em aproximadamente 4400 crianças e adolescentes e 77000 pacientes adultos com transtornos psiquiátricos mostrou um aumento de risco de comportamento suicida com antidepressivos em comparação com o placebo em crianças, adolescentes e jovens com menos de 25 anos de idade. Esta metanálise não incluiu estudos envolvendo a quetiapina (ver item Resultados de Eficácia).
Neutropenia
Neutropenia grave ( < 0,5 X 109/L) foi raramente relatada nos estudos clínicos com quetiapina. Muitos casos de neutropenia grave ocorreram dentro dos primeiros dois meses do início de tratamento com quetiapina. Aparentemente não houve relação com a dose. Os possíveis fatores de risco para neutropenia incluem a baixa contagem de leucócitos preexistente e histórico de neutropenia induzida por fármacos. A quetiapina deve ser descontinuada em pacientes com contagem de neutrófilos < 1,0 X 109/L. Esses pacientes devem ser observados quanto aos sinais e sintomas de infecção e contagem de neutrófilos (até 1,5 X 109/L) (ver item Reações Adversas).
Aumentos de glicose no sangue e hiperglicemia
Aumentos de glicose no sangue e hiperglicemia, e relatos ocasionais de diabetes foram observados nos estudos clínicos com quetiapina. Embora uma relação causal com o diabetes não tenha sido estabelecida, pacientes que apresentam risco para desenvolver diabetes são aconselhados a fazer monitoramento clínico apropriado. Do mesmo modo, pacientes diabéticos devem ser monitorados para possível exacerbação (ver item Reações Adversas).
Lipídeos
Aumentos de triglicérides e colesterol e diminuição de HDL foram observados nos estudos clínicos com quetiapina (ver item Reações Adversas). Mudanças no perfil lipídico devem ser clinicamente controladas.
Fatores Metabólicos
Em alguns pacientes, um agravamento de mais de um dos fatores metabólicos de peso, glicemia e lipídeos, foi observado em estudos clínicos. Alterações nesses parâmetros devem ser clinicamente controladas.
Pancreatite
Pancreatite foi relatada nos estudos clínicos e durante a experiência pós-comercialização, no entanto, não foi estabelecida uma relação causal. Entre os relatos pós-comercialização, muitos pacientes apresentaram fatores conhecidos por estarem associados com a pancreatite, tais como aumento das triglicérides (ver item Advertências e precauções, Lipídios), cálculos biliares e o consumo de álcool.
Doenças concomitantes
SEROQUEL XRO
deve ser usado com precaução em pacientes com doença cardiovascular conhecida, doença vascular cerebral ou outras condições que predisponham à hipotensão. A quetiapina pode induzir hipotensão ortostática, especialmente durante o período inicial de titulação da dose.
Disfagia (ver item Reações Adversas) e aspiração foram relatadas com SEROQUEL XRO. Embora uma relação causal com pneumonia por aspiração não tenha sido estabelecida, SEROQUEL XRO deve ser usado com cautela em pacientes com risco de pneumonia por aspiração.
Convulsões
Em estudos clínicos controlados não foi observada diferença na incidência de convulsões em pacientes tratados com quetiapina ou placebo. Assim como com outros antipsicóticos, recomenda-se cautela ao tratar pacientes com história de convulsões (ver item Reações Adversas).
Discinesia tardia e Sintomas extrapiramidais (EPS)
Discinesia tardia é uma síndrome de movimentos potencialmente irreversíveis, involuntários e discinéticos, que pode se desenvolver em pacientes tratados com medicamentos antipsicóticos como a quetiapina. Se aparecerem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve-se considerar redução de dose ou descontinuação da quetiapina. Os sintomas da discinesia tardia podem se agravar ou mesmo surgir após descontinuação do tratamento (ver item Reações Adversas).
Em estudos clínicos placebo-controlados em esquizofrenia e mania bipolar, a incidência de EPS não foi diferente do placebo em toda a faixa de doses recomendada. Isto é um fator preditivo de que a quetiapina tenha menor potencial de induzir discinesia tardia em pacientes portadores de esquizofrenia e mania bipolar em comparação com agentes antipsicóticos típicos. Em estudos clínicos placebocontrolados de curto prazo em depressão bipolar e transtorno depressivo maior, a incidência de EPS foi maior em pacientes tratados com quetiapina do que nos pacientes tratados com placebo (ver item Reações Adversas para taxas de EPS observadas em todas as indicações).
Síndrome neuroléptica maligna
Síndrome neuroléptica maligna tem sido associada ao tratamento antipsicótico, inclusive com quetiapina (ver item Reações Adversas). As manifestações clínicas incluem hipertermia, estado mental alterado, rigidez muscular, instabilidade autônoma e aumento da creatina fosfoquinase. Caso isso ocorra, SEROQUEL XROdeve ser descontinuado e tratamento médico apropriado deve ser administrado.
Prolongamento do intervalo QT
Em estudos clínicos, a quetiapina não foi associada a aumento persistente no intervalo QT absoluto. Entretanto, na experiência pós-comercialização houve casos relatados de prolongamento do intervalo QT com superdose (ver item Superdose). Assim como com outros antipsicóticos, a quetiapina deve ser prescrita com cautela a pacientes com distúrbios cardiovasculares ou histórico familiar de prolongamento de intervalo QT. A quetiapina também deve ser prescrita com cautela tanto com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QT como em concomitância com neurolépticos, especialmente para pacientes com risco aumentado de prolongamento do intervalo QT, como pacientes idosos, pacientes com síndrome congênita de intervalo QT longo, insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia cardíaca, hipocalemia ou hipomagnesemia (ver item Interações Medicamentosas).
Descontinuação
Sintomas de descontinuação aguda como insônia, náusea e vômito foram descritos após interrupção abrupta do tratamento com fármacos antipsicóticos como a quetiapina. É aconselhada a descontinuação gradual por um período de pelo menos uma a duas semanas (ver item Reações Adversas).
Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)
Embora nem todas as reações adversas identificadas em pacientes adultos tenham sido observadas nos estudos clínicos com quetiapina em crianças e adolescentes, as mesmas precauções e advertências mencionadas para adultos devem ser consideradas para crianças e adolescentes. Além disso, alterações na pressão arterial, testes de função tireoidiana, ganho de peso e elevação dos níveis de prolactina foram observados e devem ser clinicamente gerenciados (ver item Reações Adversas).
Dados de segurança a longo prazo, por mais de 26 semanas de tratamento com quetiapina, incluindo crescimento, maturação e desenvolvimento comportamental, não estão disponíveis para crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade).
Pacientes idosos com demência
SEROQUEL XRO
não está aprovado para o tratamento de pacientes idosos com psicose relacionada à demência.
Em uma metanálise de fármacos antipsicóticos atípicos, foi relatado que pacientes idosos com psicose relacionada à demência têm maior risco de morte em comparação com o placebo. Em dois estudos placebo-controlados de 10 semanas com quetiapina na mesma população de pacientes (n=710, idade média: 83 anos e faixa: 56-99 anos) a incidência de mortalidade em pacientes tratados com quetiapina foi de 5,5% versus 3,2% no grupo placebo. Os pacientes desses estudos morreram por várias causas que foram consistentes com a expectativa para esta população. Esses dados não estabelecem uma causa entre o tratamento com quetiapina e as mortes em pacientes idosos com demência.
Interações
Ver também item Interações Medicamentosas.
O uso concomitante da quetiapina com indutores de enzimas hepáticas, como carbamazepina, pode diminuir substancialmente a exposição sistêmica à quetiapina. Dependendo da resposta clínica, altas doses de SEROQUEL XROpodem ser consideradas, se usado concomitantemente com indutores de enzimas hepáticas.
Durante a administração concomitante de fármacos inibidores potentes da CYP3A4 (como antifúngicos azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease), as concentrações plasmáticas desses podem estar significativamente aumentadas, conforme observado em pacientes nos estudos clínicos. Como consequência, doses reduzidas de SEROQUEL XRO devem ser usadas. Considerações especiais devem ser feitas em idosos e pacientes debilitados. A relação risco/benefício precisa ser considerada como base individual em todos os pacientes.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas:devido ao seu efeito primário no SNC, a quetiapina pode interferir em atividades que requeiram um maior alerta mental. Portanto, pacientes devem ser orientados a não dirigir veículos ou operar máquinas até que a suscetibilidade individual seja conhecida.
Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
A segurança e a eficácia de quetiapina durante a gestação humana não foram estabelecidas. Portanto, SEROQUEL XROsó deve ser usado durante a gravidez se os benefícios justificarem os riscos potenciais.
O grau de excreção da quetiapina no leite humano é desconhecido. Portanto, as mulheres devem ser orientadas a não amamentar enquanto estiverem tomando SEROQUEL XRO.
Este medicamento contém lactose (125,72 mg/comprimido de 50 mg; 52,87 mg/comprimido de 200 mg; 49,31 mg/comprimido de 300 mg), portanto, deve ser usado com cautela por pacientes com intolerância a lactose.

Resultados de eficácia

Esquizofrenia
A eficácia do SEROQUEL XRO no tratamento da esquizofrenia foi demonstrada em um estudo clínico placebo-controlado de 6 semanas em pacientes que preencheram os critérios DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais) para esquizofrenia.
A variável primária de resultado no estudo clínico placebo-controlado foi a mudança do basal para avaliação final na escala total da PANSS (Escala de Síndrome Positiva e Negativa). SEROQUEL XRO400 mg/dia, 600 mg/dia e 800 mg/dia foi associado a uma melhora estatisticamente significativa dos sintomas psicóticos em comparação com o placebo. O efeito das doses de 600 mg e 800 mg foi maior do que o da dose de 400 mg (Kahn R et al.Biological Psychiatry 2007; 61 (8 Suppl S):262S, Abs 845).
Em um estudo de longo prazo em pacientes com esquizofrenia estável mantidos com SEROQUEL XROpor 16 semanas, o SEROQUEL XROfoi mais efetivo que o placebo na prevenção da recidiva. O risco estimado de recidiva após 6 meses de tratamento foi de 14,3% para o grupo de tratamento com SEROQUEL XROcomparado com 68,2% para o placebo. A dose média foi de 669 mg (Peuskens J et al.European Psychiatry (Paris) 2007; 22 (Suppl 1):S132, P107).
Em monoterapia ou adjuvante no tratamento de episódios de mania associados ao transtorno afetivo bipolar
Em um estudo clínico, SEROQUEL XROdemonstrou ser efetivo como monoterapia na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania bipolar em doses entre 400 e 800 mg/dia. O efeito de SEROQUEL XROfoi significativo no dia 4 e foi mantido até o final do estudo (semana 3).
Em estudos clínicos, SEROQUELdemonstrou ser efetivo como monoterapia ou em terapia adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania bipolar. A dose mediana de SEROQUELna média da última semana nos respondedores foi de aproximadamente 600 mg/dia e aproximadamente 85% dos respondedores estavam dentro da faixa de doses de 400 a 800 mg/dia (Vieta E et al. Curr Med Res Opin 2005; 21(6): 923-34).
Episódios de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar
Em um estudo clínico que incluiu pacientes com transtorno afetivo bipolar I, bipolar II e pacientes com e sem ciclagem rápida, SEROQUEL XRO demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses de 300 mg/dia. SEROQUEL XROfoi superior ao placebo na redução da escala total MADRS (Escala de Montgomery-Asberg para Depressão). O efeito antidepressivo de SEROQUEL XROfoi significativo no dia 8 (semana 1) e foi mantido até o final do estudo (semana 8).
Em dois estudos clínicos que incluíram pacientes com transtorno afetivo bipolar I, bipolar II e pacientes com e sem ciclagem rápida, SEROQUEL demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses de 300 e 600 mg/dia, entretanto, não foi visto benefício adicional com a dose de 600 mg durante tratamento de curto prazo.
Em ambos os estudos, SEROQUELfoi superior ao placebo na redução da escala total MADRS. O efeito antidepressivo de SEROQUELfoi significativo no dia 8 (semana 1) e foi mantido até o final dos estudos (semana 8). O tratamento com SEROQUEL300 ou 600 mg à noite reduziu os sintomas de depressão e de ansiedade em pacientes com depressão bipolar. Houve menos episódios de mania emergente do tratamento com cada uma das doses de SEROQUEL do que com placebo. Para o grupo de dose 300 mg, foi observada uma melhora estatisticamente significativa em relação ao placebo na redução de pensamentos suicidas medidos pelo item 10 da MADRS e melhora da qualidade de vida e da satisfação relatada para várias áreas funcionais, medidas usando o Questionário de Satisfação e Qualidade de Vida (Q-LES-Q (SF)).
A manutenção da eficácia antidepressiva foi estabelecida em dois estudos clínicos de depressão bipolar com SEROQUELem adultos. Esses estudos incluíram uma fase aguda placebo-controlada de 8 semanas seguida por uma fase contínua placebo-controlada de pelo menos 26 semanas e de até 52 semanas de duração. Os pacientes tinham que estar estáveis no término da fase aguda para serem randomizados para a fase contínua. Em ambos os estudos, SEROQUELfoi superior ao placebo, aumentando o tempo até a recorrência de qualquer evento de humor (depressão, misto ou de mania). A redução de risco dos estudos agrupados foi de 49%. O risco de um evento de humor para SEROQUEL versus placebo foi reduzido em 41% com a dose de 300 mg e em 55% com a dose de 600 mg.
Episódios de depressão maior em Transtorno Depressivo Maior (MDD) como terapia adjuvante
Nos estudos clínicos, SEROQUEL XROdemonstrou ser eficaz como terapia adjuvante para o tratamento de pacientes que preenchiam os critérios DSM-IV para transtorno depressivo maior.
Dois estudos de curta duração (6 semanas), incluiram 919 pacientes que já tinham mostrado uma resposta inadequada a pelo menos um antidepressivo e com uma pontuação média total de HAM-D de 24 na inclusão. SEROQUEL XRO, em doses de 150 mg e 300 mg, administrado como tratamento adjuvante à terapia antidepressiva em curso, demonstrou superioridade sobre o tratamento antidepressivo em monoterapia na redução dos sintomas depressivos medidos pela melhora da pontuação total (MADRS). Foi observada melhora estatisticamente significante dos sintomas do transtorno depressivo maior, medidos pela pontuação total da escala de MADRS na semana 1. SEROQUEL XROtambém demonstrou melhorar os sintomas de ansiedade medidos pela pontuação total da HAM-A.
Ideação suicida e comportamento suicida ou piora clínica
Em estudos clínicos placebo-controlados de curta duração abrangendo todas as indicações e idades, a incidência de comportamentos suicidas foi 0,8% tanto para quetiapina (76/9327) como para placebo (37/4845).
Nos estudos de pacientes com esquizofrenia, a incidência de comportamentos suicidas foi de 1,4% (3/212) para a quetiapina e 1,6% (1/62) para o placebo em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 0,8% (13/1663) para a quetiapina e 1,1% (5/463) para o placebo em pacientes ? 25 anos de idade e 1,4% (2/147) para a quetiapina e 1,3% (1/75) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos de pacientes com mania bipolar, a incidência de comportamentos suicidas foi de 0% tanto para a quetiapina (0/60) como para o placebo (0/58) em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 1,2% tanto para a quetiapina (6/496) como para o placebo (6/503) em pacientes ? 25 anos de idade e 1,0% (2/193) para a quetiapina e 0% (0/90) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos de pacientes com depressão bipolar, a incidência de comportamentos suicidas foi de 3,0% (7/233) para a quetiapina e 0% (0/120) para o placebo em pacientes com idade entre 18 e 24 anos e 1,8% tanto para a quetiapina (19/1616) como para o placebo (11/622) em pacientes ? 25 anos de idade. Não existem estudos conduzidos em pacientes < 18 anos de idade com depressão bipolar.
Nos estudos de pacientes com transtorno depressivo maior, a incidência de comportamentos suicidas foi de 2,1% (3/144) para quetiapina e 1,3% (1/75) para o placebo em pacientes com idades entre 18 e 24 anos e de 0,6% (11/1798) para a quetiapina e 0,7% (7/1054) para o placebo em pacientes ? 25 anos de idade. Não existem estudos conduzidos em pacientes < 18 anos de idade, com transtorno depressivo maior.
Cataratas / opacidade do cristalino
Em um estudo clínico para avaliar o potencial do SEROQUELversus risperidona de causar catarata no tratamento a longo prazo de pacientes com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, SEROQUELem doses de 200-800 mg/dia foi não-inferior para a taxa de eventos em 2 anos de aumento do grau de opacidade do cristalino (opalescência nuclear, e padrões subcapsular cortical e posterior do LOCS II) LOCS II (Sistema de Classificação de Opacidade do Cristalino II) em comparação com a risperidona em doses de 2 a 8 mg/dia em pacientes com pelo menos 21 meses de exposição (ver item Dados de segurança pré-clínica).

Interação com outros medicamentos

Devido aos efeitos primários da quetiapina sobre o SNC, SEROQUEL XROdeve ser usado com cuidado em combinação com outros fármacos de ação central e com álcool.
O uso de quetiapina concomitante com outros fármacos conhecidos por causarem desequilíbrio eletrolítico ou por aumentar o intervalo QT deve ser feito com cautela (ver item Advertências e Precauções).
A farmacocinética do lítio não foi alterada quando co-administrado com quetiapina.
As farmacocinéticas de valproato de sódio e da quetiapina não foram alteradas de forma clinicamente relevantes quando co-administrados.
A farmacocinética da quetiapina não foi alterada de forma significativa após a co-administração com os antipsicóticos risperidona ou haloperidol. Entretanto, a co-administração de quetiapina com tioridazina causou elevação da depuração da quetiapina.
A quetiapina não induziu os sistemas enzimáticos hepáticos envolvidos no metabolismo da antipirina. Entretanto, em um estudo de múltiplas doses em pacientes para avaliar a farmacocinética da quetiapina administrada antes e durante tratamento com carbamazepina (um conhecido indutor de enzima hepática), a co-administração de carbamazepina aumentou significativamente a depuração da quetiapina. Este aumento da depuração reduziu a exposição sistêmica da quetiapina (medida pela AUC) para uma média de 13% da exposição durante administração da quetiapina em monoterapia; embora um maior efeito tenha sido observado em alguns pacientes. Como consequência desta interação, diminuição da concentração plasmática de quetiapina pode ocorrer e, consequentemente, um aumento da dose de SEROQUEL XROdeve ser considerado em cada paciente, dependendo da resposta clínica. A segurança de doses acima de 800 mg/dia não foi estabelecida nos estudos clínicos.
Tratamentos contínuos em altas doses devem ser considerados somente como resultado de considerações cuidadosas da avaliação do risco/benefício para cada paciente. A co-administração deSEROQUEL XROe outro indutor de enzima microssomal, fenitoína, também causou aumentos da depuração da quetiapina. Doses elevadas de SEROQUEL XROpodem ser necessárias para manter o controle dos sintomas psicóticos em pacientes que estejam recebendo concomitantemente SEROQUEL XROe fenitoína ou outros indutores de enzimas hepáticas (por exemplo: barbituratos, rifampicina, etc.). Pode ser necessária a redução de dose de SEROQUEL XROse a fenitoína, a carbamazepina ou outro indutor de enzimas hepáticas forem retirados e substituídos por um agente não indutor (por exemplo: valproato de sódio).
A CYP3A4 é a principal enzima responsável pelo metabolismo da quetiapina mediado pelo citocromo P450. A farmacocinética da quetiapina não foi alterada após co-administração com cimetidina, um conhecido inibidor da enzima P450. A farmacocinética da quetiapina não foi significativamente alterada após co-administração com os antidepressivos imipramina (um conhecido inibidor da CYP2D6) ou fluoxetina (um conhecido inibidor da CYP3A4 e da CYP2D6). Em estudos de múltiplas doses em voluntários sadios para avaliar a farmacocinética da quetiapina administrada antes e durante o tratamento com cetoconazol, a co-administração do cetoconazol resultou em aumento da Cmáx e da AUC médias da quetiapina de 235% e 522%, respectivamente, correspondendo a uma diminuição da depuração oral média de 84%. A meia-vida média da quetiapina aumentou de 2,6 para 6,8 horas. Devido ao potencial para uma interação de magnitude semelhante em uso clínico, a dose de SEROQUEL XROdeve ser reduzida durante o uso concomitante de quetiapina e potentes inibidores da CYP3A4 (como antifúngicos azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease).
Houve relatos de resultados falso-positivos em ensaios imunoenzimáticos para metadona eantidepressivos tricíclicos em pacientes que tenham tomado quetiapina. É recomendado que imunoensaios de varredura de resultados questionáveis sejam confirmados por técnica cromatográfica apropriada.

Cuidado de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
SEROQUEL XROtem validade de 24 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
SEROQUEL XRO
é apresentado da seguinte maneira:
SEROQUEL XRO50 mg: comprimidos oblongos, biconvexos e de cor pêssego.
SEROQUEL XRO200 mg: comprimidos oblongos, biconvexos e de cor amarela.
SEROQUEL XRO300 mg: comprimidos oblongos, biconvexos e de cor amarela clara.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Superdose

Em estudos clínicos, sobrevida foi relatada em superdoses agudas de até 30 g de quetiapina. A maioria dos pacientes com superdosagem não apresentou eventos adversos ou recuperou-se completamente dos eventos adversos relatados. Morte foi relatada em um estudo clínico seguido de superdosagem de 13,6 g de quetiapina sozinha.
Na experiência pós-comercialização, foram relatados casos raros de superdosagem com o uso de quetiapina, resultando em morte ou coma.
Na experiência pós-comercialização, foram relatados casos de prolongamento do intervalo QT com superdose.
Pacientes com doença cardiovascular grave pré-existente podem ter o risco aumentado dos efeitos da superdosagem (ver item Advertências).
Em geral, os sinais e sintomas relatados foram resultantes da exacerbação dos efeitos farmacológicos conhecidos da quetiapina, isto é, sonolência e sedação, taquicardia e hipotensão.
Tratamento da superdose
Não há antídoto específico para a quetiapina. Em casos de intoxicação grave, a possibilidade do envolvimento de múltiplos fármacos deve ser considerada e recomenda-se procedimentos de terapia intensiva, incluindo estabelecimento e manutenção de vias aéreas desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação adequadas, e monitoração e suporte do sistema cardiovascular.
Os casos de hipotensão refratária a superdose de quetiapina devem ser tratados com medidas adequadas, tais como fluidos intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos (adrenalina e dopamina devem ser evitadas, uma vez que a estimulação beta pode piorar a hipotensão devido ao bloqueio alfa induzido pela quetiapina).
Supervisão médica e monitoração cuidadosa devem ser mantidas até a recuperação do paciente.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais

MS - 1.1618.0232
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Essa bula foi aprovada em 05/03/2012.

Indicado para o tratamento de:

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