Desogestrel + Etinilestradiol

 

Terapias de Ação

Anticoncepcional.
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Propriedades

A combinação desogestrel/etinilestradiol age mediante supressão gonadotrófica. O principal mecanismo de ação é a inibição da ovulação; embora outras alterações possam contribuir com o efeito anticoncepcional, por exemplo, mudanças nas características do muco cervical (interferem na penetração do esperma ao útero) e alterações endometriais que reduzem a probabilidade de implantação. O desogestrel age através do seu metabólito ativo, o 3-ceto-desogestrel, e combina uma atividade progestacional com mínima atividade androgênica. A combinação desogestrel/etinilestradiol não provoca aumento dos níveis séricos de testosterona.

Indicações

Inibição da ovulação. Regulação do ciclo menstrual.

Dosagem

Os intervalos de tomada da associação não podem diferir em mais de 24 horas do tempo de tomada teórico. Regime de 21 dias: um comprimido diário durante 21 dias consecutivos, começando no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Intercalar 7 dias de descanso entre cada série. Emprego do desogestrel/etinilestradiol pós-parto: pode ser iniciado um mês após o parto em mulheres que decidiram não amamentar. Se for necessário começar antes, devem ser utilizadas medidas anticoncepcionais adicionais durante os primeiros 14 dias de administração.

Reações Adversas

Pode produzir: amenorreia pós-medicação, mudanças no fluxo menstrual, infertilidade temporária após a suspensão do tratamento, edema, melasma, (que pode persistir), mudanças mamárias (aumento, secreção), icterícia colestática, migrânea, exantema alérgico, depressão mental, tolerância induzida a carboidratos, aumento ou diminuição do peso, infecções vaginais (por exemplo, candidíase), intolerância digestiva e algumas moléstias na córnea das pacientes que usam lentes de contato. Foram observados transtornos gastrintestinais, com diarreias ou vômitos, até 4 horas após a tomada dos comprimidos. Se ocorrer hemorragia por supressão e ao mesmo tempo não for apresentada nenhuma das circunstâncias mencionadas, a gravidez é improvável e pode-se continuar o uso de anticoncepcionais orais. Mas se ocorreu algumas dessas circunstâncias, a tomada de comprimidos deve ser interrompida e excluída a probabilidade de gravidez antes de continuar o tratamento.

Precauções e Advertências

As mulheres que apresentam patologias varicosas graves devem receber a associação levando em consideração os benefícios e os possíveis riscos que este tipo de hormônio expõe (tromboflebite profunda, flebotrombose, se a paciente é submetida a uma operação cirúrgica maior). Se durante o tratamento ocorrer algum sintoma de tromboembolismo, deve-se interromper o tratamento imediatamente. O uso de preparados com estrógenos e progestágenos pode, em alguns casos, influir no resultado de certas provas de laboratório: a) hepatograma: se ocorrer alguma anomalia é aconselhável interromper o tratamento e repetir o exame; b) funcionamento tireoideano: provoca diminuição na T3 livre por incremento da proteína ligadora de tirotrofina; c) podem diminuir os níveis de folatos séricos; d) colesterol HDL, LDL e colesterol total podem ser modificados (aumento ou diminuição). Durante o tratamento prolongado, é recomendável efetuar controles médicos periódicos. Alguns informes sobre patologia do figado e vias biliares indicam maior incidência de colelitíase, icterícia colestática e, mesmo em casos muito raros, adenomas das células hepáticas em pacientes que receberam preparados que contêm estrógenos. Os estudos de fotossensibilidade cutânea designam uma maior predisposição a fenômenos deste tipo em pacientes que referem antecedentes de cloasma da gravidez ou também em tratamentos prolongados com progestágenos. Deve-se realizar um seguimento de todas as pacientes nas quais foi administrado desogestrel/etinilestradiol se apresentarem alguns dos seguintes estados: insuficiência cardíaca latente ou manifesta, transtornos lipídicos, disfunção renal, epilepsia, migrânea (ou antecedentes destes estados), hipertensão arterial (a administração será interrompida quando ocorrer um aumento da tensão arterial), hemoglobinopatias (por exemplo, anemia das células falciformes). Diabete: os estrógenos e os progestágenos podem diminuir a tolerância à glicose e aumentar a necessidade de insulina. Os estrógenos em doses elevadas podem acelerar o fechamento da epífise e provocar crescimento estrutural incompleto. Patologias ginecológicas estrógeno-dependentes (fibromiomas uterinos e endometriose).

Interações

Podem ocorrer hemorragias irregulares e confiabilidade reduzida (aumento do risco de gravidez) quando for utilizado em associação com certos fármacos como rifampicina, barbitúricos, antiepilépticos e antibióticos.

Contra-indicações

Os anticoncepcionais orais encontram-se contraindicados em mulheres que apresentem as seguintes condições: gravidez diagnosticada ou suspeita, lactação, transtornos cardiovasculares e cerebrovasculares (tromboflebite e processos tromboembólicos ou antecedentes destes estados patológicos), hipertensão arterial grave, transtornos hepáticos graves, icterícia colestática, antecedentes de icterícia da gravidez ou pelo uso de estrógenos/progestágenos, síndrome de Rotor e síndrome de Dubin-Johnson. Carcinoma de endométrio ou outras neoplasias estrógenodependentes suspeitas ou conhecidas. Hiperplasia do endométrio, hemorragia genital sem diagnosticar, hemoglobinopatias (por exemplo, anemia de células falciformes), porfiria, hiperlipoproteinemia, especialmente em presença de outros fatores de risco que predisponham a transtornos cardiovasculares, antecedentes de prurido grave, herpes gestacional ou alterações otoscleróticas durante gravidez prévia ou administração de estrógenos/progestágenos. Seu uso não está contraindicado em pacientes com antecedentes de hepatite cujas funções hepáticas sejam normais.

Superdosagem

Náuseas, hemorragia por supressão.
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Interações de Desogestrel + Etinilestradiol

Informação não disponível

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