DIOVAN HCT

2562 | Laboratório NOVARTIS

Descrição

Princípio ativo: Hidroclorotiazida,Valsartana,
Ação Terapêutica: Anti-hipertensivos

Composição

Cada comprimido revestido de Diovan® HCT contém 80 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida, 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida, 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida, 320 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida ou 320 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida. Excipientes: dióxido de silício, crospovidona, hipromelose, estearato de magnésio, celulose microcristalina, macrogol, talco, dióxido de titânio, óxido férrico vermelho (somente para os comprimidos de 80/12,5 mg, 160/12,5 mg, 160/25 mg e 320/12,5 mg), óxido férrico amarelo (somente para os comprimidos de 80/12,5 mg, 160/25 mg e 320/25 mg), óxido férrico preto (somente para os comprimidos de 160/25 mg e 320/12,5 mg).

Apresentação

Diovan® HCT 80/12,5 mg ou 160/12,5 mg ou 320/12,5 mg - embalagens contendo 14 ou 28 comprimidos revestidos.
Diovan® HCT 160/25 mg ou 320/25 mg - embalagens contendo 28 comprimidos revestidos (dispostos em blíster calendário).
VIA ORAL
USO ADULTO

Indicações

Diovan® HCT é indicado para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica.
Considerando que a monoterapia inicial é eficaz em apenas 40% a 50% dos casos, pode-se considerar o uso de associações de fármacos anti-hipertensivos como terapia alternativa para os casos nos quais o efeito anti-hipertensivo da terapia com apenas uma das duas drogas não for suficiente.

Dosagem

A dose recomendada de Diovan® HCT é de 1 comprimido uma vez ao dia. Quando clinicamente apropriado pode ser usado 80 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida ou 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida ou 320 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida. Quando necessário, 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida ou 320 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida pode ser usado. O efeito anti-hipertensivo máximo manifesta-se dentro de 2 a 4 semanas.
Insuficiência renal
Não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal leve a moderada (Taxa de Filtração Glomerular (TFG) ? 30 mL/min). Devido ao componente hidroclorotiazida, Diovan® HCT é contraindicado em pacientes com anöria (vide "Contraindicações.
Insuficiência hepática
Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada.
Crianças (abaixo de 18 anos)
A segurança e a eficácia de Diovan® HCT não foram estabelecidas.
Pacientes idosos
Não é necessário ajuste de dose (vide "Farmacocinética").
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Contra-indicações

Hipersensibilidade conhecida a valsartana, hidroclorotiazida, outros derivados das sulfonamidas ou a qualquer um dos excipientes de Diovan® HCT.
Gravidez (vide "Gravidez e lactação").
Por causa da hidroclorotiazida, Diovan® HCT é contraindicado para pacientes com anúria.
Pacientes com insuficiência hepática grave, cirrose biliar e colestase.
Insuficiência renal grave (clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min). Uso concomitante de bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA's) - incluindo valsartana - ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs) com alisquireno em pacientes com diabetes tipo 2 (vide "Interações Medicamentosas").
Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez D, portanto este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Reações Adversas

As reações adversas reportadas em estudos clínicos e em achados laboratoriais ocorrendo mais frequentemente com valsartana e hidroclorotiazida versus placebo e relatos individuais pós-comercialização estão apresentados abaixo de acordo com o sistema de classe de órgãos. As reações adversas conhecidas por ocorrerem com cada componente individualmente, mas que não foram vistas em estudos clínicos, podem ocorrer durante o tratamento de valsartana/hidroclorotiazida. Reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência, a mais frequente primeiro, utilizando a seguinte convenção: muito comum ( >1/10); comum ( >1/100, < 1/10); incomum ( >1/1.000, < 1/100); rara ( >1/10.000, < 1/1.000); muito rara ( < 1/10.000), desconhecida (não pode ser estimada pelos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas estão listadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 1 Frequência das reações adversas ao medicamento com valsartana / hidroclorotiazida
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Incomum: Desidratação
Distúrbios do sistema nervoso
Muito rara: Tontura
Incomum: Parestesia
Desconhecida: Síncope
Distúrbios dos olhos
Incomum: Visão borrada
Distúrbios do ouvido e do labirinto
Incomum: Zumbido
Distúrbios vasculares
Incomum: Hipotensão
Distúrbios respiratórios torácicos e mediastínicos
Incomum: Tosse
Desconhecida: Edema pulmonar não cardiogênico
Distúrbios gastrointestinais
Muito rara: Diarréia
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo
Incomum: Mialgia
Muito rara: Artralgia
Distúrbios renais e urinários
Desconhecida: Comprometimento da função renal
Distúrbios gerais e do local de administração
Incomum: Fadiga
Laboratoriais
Desconhecida: Aumento do ácido úrico sérico, bilirrubina sérica e creatinina sérica, hipocalemia, hiponatremia, elevação da uriea sanguínea, neutropenia.
Os eventos a seguir também foram observados durante os estudos clínicos em pacientes hipertensos independente da relação causal com o medicamento do estudo: dor abdominal, dor no abdômen superior, ansiedade, artrite, astenia, dor nas costas, bronquite, bronquite aguda, dor no peito, tontura postural, dispepsia, dispneia, boca seca, epístaxe, disfunção erétil, gastroenterite, dor de cabeça, hiper-hidrose, hipoestesia, gripe, insônia, estiramento do ligamento, espasmo muscular, tensão muscular, congestão nasal, nasofaringite, náusea, dor no pescoço, edema, edema periférico, otite média, dor nas extremidades, palpitações, dor faringolaríngea, polaciúria, pirexia, sinusite, congestão sinusal, sonolência, taquicardia, infecções do trato respiratório superior, infecções do trato urinário, vertigem, infecções virais, distúrbios visuais.
Informações adicionais sobre os componentes individualmente
As reações adversas previamente reportadas com os componentes individualmente, também podem ter efeitos indesejáveis com Diovan® HCT, mesmo que não tenham sido observadas nos estudos clínicos ou durante o período póscomercialização.
Tabela 2 Frequência das reações adversas ao medicamento com valsartana
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Desconhecida: Diminuição da hemoglobina, diminuição do hematócrito, trombocitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Desconhecida: Outras reações de hipersensibilidade / reações alérgicas, incluindo doença do soro
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Desconhecida: Aumento do potássio sérico
Distúrbios do ouvido e do labirinto
Incomum: Vertigem
Dirtúrbios vasculares
Desconhecida: Vasculite
Distúrbios gastrointestinais
Incomum: Dor abdominal
Distúrbios hepatobiliares
Desconhecida: Aumento dos valores da função hepática
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Desconhecida: Angioedema, rash, prurido
Distúrbios renais e urinários
Desconhecida: Falência renal
Os eventos a seguir também foram observados durante os estudos clínicos em pacientes hipertensos independentemente de sua relação causal com o medicamento do estudo: artralgia, astenia, dor nas costas, diarreia, tontura, dor de cabeça, insônia, diminuição da libido, náusea, edema, faringite, rinite, sinusite, infecção do trato respiratório superior, infecção viral.
Tabela 3 Frequência das reações adversas com hidroclorotiazida
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Muito comum: Principalmente em altas doses, aumento dos lipídeos no sangue
Comum: Hipomagnesemia e hiperuricemia.
Rara: Hipercalcemia, hiperglicemia, glicosúria e piora do estado metabólico diabético
Muito rara: Alcalose hipoclorêmica
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Comum: Urticária e outras formas de rash
Rara: Reação de fotossensibilidade
Muito rara: Vasculite necrotizante e necrólise epidérmica tóxica, reações parecidas com lúpus eritematoso cutâneo, reativação do lúpus eritematoso cutâneo
Desconhecida: Eritema multiforme
Distúrbios gastrointestinais
Comum: Diminuição do apetite, náusea e vômitos leves
Rara: Desconforto abdominal, constipação e diarréia
Muito rara: Pancreatite
Distúrbios hepatobiliares
Rara: Colestase ou icterícia
Distúrbios vasculares
Comum: Hipotensão ortostática, que pode ser agravada pelo álcool, anestésicos ou sedativos
Distúrbios cardíacos
Rara: Arritmia
Distúrbios do sistema nervoso
Rara: Comprometimento visual, particularmente nas primeiras semanas de tratamento
Desconhecida: Glaucoma agudo de ângulo fechado
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Rara: Trombocitopenia, algumas vezes com púrpura
Muito rara:Leucopenia, agranulocitose, falência da medula ósssea e anemia hemolítica
Desconhecida: Anemia aplástica
Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas
Comum: Impotência
Distúrbios do sistema imunológico
Muito rara: Reações de hipersensibilidade - dificuldade respiratória incluindo pneumonite e edema pulmonar
Distúrbios renais e urinários
Desconhecida: Falência renal aguda, distúrbios renais
Distúrbios gerais e condições no local de administração
Desconhecida: Pirexia, astenia
Distúrbios musculoesqueléticos e dos tecidos conectivos
Desconhecida: Espasmo muscular
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Precauções

Alterações dos eletrólitos séricos
O uso concomitante com diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal que contenham potássio ou outros medicamentos que aumentem o nível sérico de potássio (heparina, etc.) deve ser realizada com cautela.
Tem sido relatada a ocorrência de hipocalemia em pacientes sob tratamento com diuréticos tiazídicos. Portanto, recomenda-se monitorização frequente do potássio sérico.
O tratamento com diuréticos tiazídicos tem sido associado à hiponatremia e alcalose hipoclorêmica. Os tiazídicos aumentam a excreção urinária de magnésio, o que pode resultar em hipomagnesemia.
Pacientes com depleção de sódio e/ou de volume.
Em pacientes com depleção grave de sódio e/ou hipovolemia, como nos que estejam recebendo altas doses de diuréticos, pode ocorrer, em casos raros, hipotensão sintomática após o início da terapia com Diovan® HCT. A depleção de sódio e/ou a hipovolemia devem ser corrigidas antes do início do tratamento com valsartana + hidroclorotiazida. Se ocorrer hipotensão, manter o paciente em posição supina e, se necessário, administrar infusão de solução salina fisiológica por via intravenosa. O tratamento com Diovan® HCT pode ser reintroduzido assim que a pressão arterial estiver estabilizada.
Pacientes com estenose arterial renal
DIOVAN® HCT deve ser utilizado com cautela para tratar a hipertensão em pacientes com estenose de artéria renal unilateral ou bilateral ou estenose em rim único, uma vez que a ureia e a creatinina séricas podem aumentar nestes pacientes.
Pacientes com insuficiência renal
Nenhum ajuste de dose è necessário em pacientes com insuficiência renal leve a moderada (TFG ?30 mL/minO uso de bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs) - incluindo valsartana - ou inibidores da ECA juntamente com alisquireno deve ser evitado em pacientes com disfunção renal grave (TFG < 30 mL/min) (vide "Interações Medicamentosas").
Pacientes com Insuficiência hepática
Em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada não é necessário ajuste de dose.
Angioedema
Angioedema, incluindo inchaço da laringe e glote, causando a obstrução da via aérea e/ou inchaço da face, lábios, faringe e/ou língua foi reportado em pacientes tratados com valsartana; alguns destes pacientes apresentaram angioedema previamente com outros medicamentos incluindo inibidores da ECA. Diovan® HCT deverá ser descontinuado imediatamente em pacientes que desenvolverem angioedema, e Diovan® HCT não deverá ser administrado novamente.
Lúpus eritematoso sistêmico
Tem sido relatado que os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, exacerbam ou ativam o lúpus eritematoso sistêmico.
Outros distúrbios metabólicos
Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem alterar a tolerância à glicose e podem elevar os níveis séricos do colesterol e dos triglicérides.
Como outros diuréticos, a hidroclorotiazida pode elevar os níveis séricos de ácido úrico devido ao clearance (depuração) reduzido de ácido úrico e pode causar ou exacerbar a hiperuricemia e precipitar a gota em pacientes susceptíveis.
Os diuréticos tiazídicos diminuem a excreção urinária de cálcio e podem causar leve elevação de cálcio sérico na ausência de distúrbios conhecidos do metabolismo de cálcio. Uma vez que a hidroclorotiazida pode elevar as concentrações séricas de cálcio, esta deve ser utilizada com cautela em pacientes com hipercalcemia. Hipercalcemia marcada não responsiva â retirada de tiazídicos ou ? 12 mg/dLpode ser evidência de um processo hipercalcêmico subjacente independente de tiazídicos.
Alterações patológicas na glândula da paratireoide de pacientes com hipercalcemia e hipofosfatemia foram observadas em alguns pacientes sob terapia prolongada com tiazídicos. Se ocorrer hipercalcemia, esclarecimentos diagnósticos serão necessários.
Geral
Reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida são mais prováveis em pacientes com alergia e asma.
Glaucoma agudo de ângulo fechado
A hidroclorotiazida, uma sulfonamida, foi associada com uma reação idiossincrática resultando em miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado transitório. Os sintomas incluem início agudo da redução da acuidade visual ou dor ocular e tipicamente ocorrem dentro de horas a semanas após o início da terapia. Se não tratado, o glaucoma agudo de ângulo fechado pode levar a perda permanente da visão.
O tratamento primário é descontinuar a hidroclorotiazida o mais rápido possível. Tratamento médico ou cirúrgico imediatos podem precisar ser considerados se a pressão intraocular permanecer descontrolada. Fatores de risco para desenvolver o glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir histórico de alergia a sulfonamida ou a penicilina.
Pacientes com falência cardíaca/ pós infarto do miocárdio
Em pacientes nos quais a função renal pode depender da atividade do sistema da renina-angiotensina-aldosterona (por ex.: pacientes com falência cardíaca congestiva grave), o tratamento com inibidores da enzima conversora de angiotensina ou antagonista dos receptores de angiotensina foi associado com oligúria e/ou azotemia progressiva, e em casos raros com falência renal aguda e/ou morte. Na avaliação de pacientes com falência renal ou pós infarto do miocárdio deve ser sempre incluída a avaliação da função renal.
Duplo Bloqueio do Sistema Renina-Angiotensina (SRA)
É necessário precaução na coadministração de BRAs, incluindo valsartana, com outros agentes inibidores da SRA como IECAs ou alisquireno (vide "Interações Medicamentosas").
Gravidez e lactação
Mulheres com potencial para engravidar
Assim como para qualquer medicamento que age diretamente no SRAA, o Diovan® HCT não deverá ser utilizado em mulheres que estão planejando engravidar. Os profissionais de saúde prescrevendo qualquer agente que atue no SRAA devem orientar as mulheres com potencial para engravidar sobre os potenciais riscos destes agentes durante a gravidez.
Gravidez
Assim como para qualquer medicamento que age diretamente no SRAA, o Diovan® HCT não deverá ser utilizado em mulheres grávidas (vide item "Contraindicações"). Devido ao mecanismo de ação dos antagonistas de angiotensina II, o risco para o feto não deve ser excluído. Em exposição do útero aos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) (uma classe específica de medicamentos que agem no sistema renina-angiotensina-aldosterona - SRAA), administrados às gestantes durante o segundo e terceiro trimestres da gestação, houve lesões e morte de feto em desenvolvimento. Além disso, nos dados retrospectivos, o uso de inibidores da ECA no primeiro trimestre foi associado a um risco potencial de anomalias congênitas. Houve relatos de aborto espontâneo, oligodrâmnio e disfunção renal no recém-nascido quando a mulher grávida tomou a valsartana inadvertidamente. Os médicos que prescrevem qualquer agente que atue no SRAA devem aconselhar as mulheres com potencial de engravidar sobre o risco potencial destes agentes durante a gravidez.
A exposição intrauterina a diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, está associada com icterícia ou trombocitopenia fetal ou neonatal, e pode estar associada com outras reações adversas que ocorreram em adultos. Se ocorrer gravidez durante o tratamento, Diovan® HCT deve ser descontinuado assim que possível (vide "Dados de segurança pré-clínica").
Lactação
Não se sabe se a valsartana é excretada no leite humano. A valsartana foi excretada no leite de ratas lactantes. A hidroclorotiazida atravessa a placenta e é excretada no leite humano. Portanto, não se recomenda o uso de Diovan® HCT em lactantes.
Fertilidade
Não há nenhuma informação sobre os efeitos de valsartana ou hidroclorotiazida na fertilidade humana. Estudos em ratos não demonstraram efeito de valsartana ou hidroclorotiazida na fertilidade (vide "Dados de segurança pré-clínica").
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Assim como com outros agentes anti-hipertensivos, recomenda-se cautela ao se operar máquinas e/ou dirigir veículos.
Este medicamento pode causar dopping.

Resultados de eficácia

A administração de valsartana a pacientes com hipertensão reduz a pressão arterial, sem afetar a frequência cardíaca. Na maioria dos pacientes, após a administração de uma dose única oral, o início da atividade anti-hipertensiva ocorre dentro de 2 horas e o pico de redução da pressão arterial é atingido em 4 a 6 horas. O efeito anti-hipertensivo persiste por 24 horas após a administração. Durante administrações repetidas, a redução máxima da pressão arterial com qualquer dose é geralmente atingida em 2 a 4 semanas e se mantém durante a terapia em longo prazo. Em associação com hidroclorotiazida, obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.
Referências Bibliográficas
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2. A multiple dose, randomized, double-blind, placebo controlled, multifactorial, parallel trial comparing the combination therapy of valsartan (80 mg or 160 mg), and hydrochlorothiazide (12.5 mg or 25 mg) valsartan monotherapy (80 mg or 160 mg), hydrochlorothiazide monotherapy (12.5 mg or 25 mg) and placebo in hypertensive patients age 18-80 years. Clinical Trial Report Protocol 301. Ciba-Geigy Corporation, Summit, 23-Aug-96. Volume 22, page 001.[2]
3. A double-blind, randomized, active controlled, parallel design trial comparing the efficacy of the combination of hydrochlorothiazide 12.5 mg or 25 mg plus valsartan 80 mg once daily to valsartan 160 mg once daily in hypertensive patients inadequately controlled with valsartan 80 mg once daily. Clinical Trial Report Protocol 19. Ciba-Geigy Ltd., Basel, Switzerland, 02-Nov-95. (incl. Amendment No. 1, 02-Nov-95). Volume 20, page 185. [3]
4. A double-blind, randomized, active-controlled, parallel group trial comparing the combinations of valsartan 160 mg plus hydrochlorothiazide 12.5 mg and valsartan 160 mg plus hydrochlorothiazide 25 mg to valsartan 160 mg in patients with mild to moderate hypertension not adequately controlled with valsartan 160 mg. Clinical Study Report Protocol CVAH631 0201. Novartis Pharma AG. Basel, Switzerland. 07 Jun 01. [36]
5. A randomized, double-blind, multicenter, placebo-controlled, parallel group study to evaluate the efficacy and safety of valsartan (320 mg) and hydrochlorothiazide (12.5 and 25 mg) combined and alone, valsartan 160 mg and valsartan 160 mg / hydrochlorothiazide 12.5 mg in hypertensive patients -Clinical Study Report Protocol CVAH631C2301. 12 Apr 05. [38]
6. Integrated Summary of Safety for Valsartan/HCTZ (CGP 63170). Ciba-Geigy Corporation, Summit, USA. 25-Feb-97 (dados em arquivo). [25]
7. Expert Report on the Clinical Documentation Diovan®, oral capsules 80 mg and 160 mg (valsartan CGP 48933). Ciba-Geigy Ltd., Basel, Switzerland. 14-May-96 (dados em arquivo). [27]
8. A double-blind, randomized, multi-center active-controlled, parallel-group study comparing the combination of valsartan 320 mg/hydrochlorothiazide 12.5 mg and valsartan 320 mg/hydrochlorothiazide 25 mg to valsartan 320 mg in mild to moderate hypertensive patients not adequately controlled with valsartan 320 mg -Clinical Study Report (2302) CVAH631C2302. Novartis Pharma AG. Basel, Switzerland. 23 Sep 05 (dados em arquivo). [43]

Interação com outros medicamentos

- valsartana - hidroclorotiazida
As seguintes interações medicamentosas podem ocorrer devido aos dois componentes (valsartana e/ou hidroclorotiazida) de Diovan® HCT:
lítio
Foram relatados aumentos reversíveis nas concentrações séricas de lítio e toxicidade durante a administração concomitante de lítio e inibidores da ECA, antagonistas do receptor de angiotensina II ou tiazidas. Uma vez que o clearance (depuração) renal do lítio é reduzido pelas tiazidas, o risco de toxicidade por lítio pode, presumivelmente, ser aumentado ainda mais com o Diovan® HCT. Portanto, recomenda-se monitoração cuidadosa das concentrações séricas de lítio durante o uso concomitante.
-valsartana
As seguintes potenciais interações medicamentosas podem ocorrer devido ao componente valsartana de Diovan® HCT:
Duplo bloqueio do Sistema Renina-Angiotensina (SRA) com BRAs, IECAs ou alisquireno
O uso concomitante de bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs), incluindo valsartana, com outros medicamentos que agem no SRA é associado com o aumento da incidência de hipotensão, hipercalemia e alterações na função renal em comparação com a monoterapia. É recomendado o monitoramento da pressão arterial, função renal e eletrólitos em pacientes em tratamento com Diovan® HCT e outros inibidores do SRA(vide "Advertências e Precauções").
O uso concomitante de BRAs, incluindo valsartana, ou IECAs com alisquireno deve ser evitado em pacientes com insuficiência renal grave (TFG < 30 mL/min) (vide "Advertências e Precauções").
O uso concomitante de BRAs incluindo valsartana, ou IECAs com alisquireno é contraindicado em pacientes com diabetes tipo 2 (vide "Contraindicações").
potássio
O uso concomitante de Diovan® HCT com suplementos de potássio, diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal que contenham potássio ou outros medicamentos que possam alterar os níveis de potássio (heparina, etc.) deve ser feito com cautela e os níveis de potássio devem ser frequentemente monitorados.
Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) incluindo Inibidores seletivos da ciclo-oxigenase-2 (Inibidores da COX-2)
Quando antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com AINEs, a atenuação dos efeitos antihipertensivos pode ocorrer. Além do mais, em pacientes idosos com hipovolemia (incluindo aqueles sob terapia diurética) ou que tenham a função renal comprometida, o uso concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um aumento do risco de piora da função renal. Portanto, o monitoramento da função renal é recomendado quando do início ou alteração do tratamento dos pacientes tomando valsartana que estejam tomando AINEs concomitantemente.
Transportadores
Os resultados de um estudo in vitro com tecido de fígado humano indicaram que a valsartana é um substrato do transportador de captação hepático OATP1B1 e do transportador de efluxo hepático MRP2. A coadministração de inibidores dos transportadores de captação (rifampicina, ciclosporina) ou dos transportadores de efluxo (ritonavir) podem aumentar a exposição sistêmica à valsartana.
Durante monoterapia com valsartana, não foram observadas interações de significância clínica com os seguintes fármacos: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, anlodipino e glibenclamida.
hidroclorotiazida
As seguintes interações medicamentosas potenciais podem ocorrer em função do componente tiazídico de Diovan® HCT:
Outros medicamentos anti-hipertensivos
Os diuréticos tiazídicos potencializam a ação dos anti-hipertensivos e de outros medicamentos anti-hipertensivos (por ex.: guanetidina, metildopa, betabloqueadores, vasodilatadores, bloqueadores dos canais de cálcio, inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) e inibidores diretos da renina (IDR)).
Relaxantes musculoesqueléticos
Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, potencializam a ação de relaxantes musculoesqueléticos tais como derivados do curare.
Medicamentos que afetam os níveis séricos de potássio
O efeito hipocalêmico dos diuréticos pode ser aumentado pela administração concomitante de diuréticos depletores de potássio, corticosteroides, ACTH, anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, derivados do ácido salicílico ou antiarrítmicos (vide "Advertências e Precauções").
Medicamentos que afetam os níveis séricos de sódio
O efeito hiponatrêmico dos diuréticos pode ser intensificado pela administração concomitante de medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos, etc. Recomenda-se cautela para a administração a longo prazo destes medicamentos (vide "Advertências e Precauções").
Agentes antidiabéticos
Os diuréticos tiazídicos podem alterar a tolerância à glicose. Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou de antidiabéticos orais.
Glicosídeos digitálicos
A hipocalemia ou a hipomagnesemia induzidas por diuréticos tiazídicos podem ocorrer como efeito indesejado, o que favorece a incidência de arritmia cardíaca induzida por digitálicos (vide "Advertências e Precauções").
AINEs e Inibidores seletivos da COX-2
A administração concomitante de anti-inflamatórios não-esteroidais (por exemplo, derivados do ácido salicílico, indometacina) pode enfraquecer a atividade diurética e anti-hipertensiva do componente tiazídico de Diovan® HCT. A hipovolemia concomitante pode induzir insuficiência renal aguda.
alopurinol
A coadministração de diuréticos tiazídicos (incluindo a hidroclorotiazida) pode aumentar a incidência de reações de hipersensibilidade ao alopurinol.
amantadina
A coadministração de diuréticos tiazídicos (incluindo a hidroclorotiazida) pode aumentar o risco de efeitos adversos causados pela amantadina.
Agentes antineoplásicos (por ex.: ciclofosfamida, metotrexato)
A coadministração de diuréticos tiazídicos pode reduzir a excreção renal de agente citotóxicos e elevar seus efeitos mielossupressores.
Agentes anticolinérgicos
A biodisponibilidade dos diuréticos tiazídicos pode ser aumentada por agentes anticolinérgicos (por exemplo, atropina, biperideno), aparentemente em função do decréscimo da motilidade gastrintestinal e da taxa de esvaziamento gástrico. No entanto, os medicamentos procinéticos, como a cisaprida, podem reduzir a biodisponibilidade dos diuréticos do tipo tiazídicos.
Resinas de trocas iônicas
A absorção dos diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, é reduzida pela colestiramina ou colestipol. No entanto, o escalonamento da dose de hidroclorotiazida e resina provavelmente minimizariam a interação, desde que a hidroclorotiazida tenha sido administrada no mínimo 4 horas antes ou de 4 a 6 horas depois da administração de resinas.
Vitamina D
A administração de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com vitamina D ou sais de cálcio pode potencializar o aumento do cálcio sérico.
ciclosporina
O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e complicações da gota.
Sais de cálcio
A administração concomitante de diuréticos do tipo tiazídicos pode levar a hipercalcemia devido ao aumento da reabsorção tubular de cálcio.
diazóxido
Diuréticos tiazídicos podem aumentar o efeito hiperglicêmico do diazóxido.
Pacientes recebendo hidroclorotiazida concomitantemente com carbamazepina podem desenvolver hiponatremia.
Estes pacientes devem, portanto, ser aconselhados sobre a possibilidade de reações hiponatrêmicas e devem ser monitorados adequadamente.
metildopa
Tem sido relatada na literatura a ocorrência de anemia hemolítica quando do uso concomitante de hidroclorotiazida e metildopa.
A absorção dos diuréticos tiazídicos é diminuída pela colestiramina.
Álcool, barbitúricos ou narcóticos
A administração concomitante de diuréticos tiazídicos com álcool, barbitúricos ou narcóticos pode potencializar a hipotensão ortostática.
Aminas pressoras
A hidroclorotiazida pode reduzir a resposta às aminas pressoras, como a noradrenalina. A significância clínica deste efeito é incerto e insuficiente para excluir seu uso.

Cuidado de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C) e proteger da umidade.
Comprimidos fabricados em Novartis Farma S.p.A., Torre Annunziata (NA), Itália
Comprimidos de 80/12,5 mg, 160/12,5 mg, 320/12,5 mg e 320/25 mg: o prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação.
Comprimidos de 160/25 mg: o prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.
Comprimidos fabricados em Novartis Pharma Stein AG, Stein, Suíça
Comprimidos de 80/12,5 mg: o prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
O comprimido revestido de DIOVAN HCT que contém 80 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida é laranja claro, ovaloide e levemente convexo.
O comprimido revestido de DIOVAN HCT que contém 160 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida é vermelho escuro, ovaloide e levemente convexo.
O comprimido revestido de DIOVAN HCT que contém 160 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida é laranja amarronzado, ovaloide e levemente convexo.
O comprimido revestido de DIOVAN HCT que contém 320 mg de valsartana e 12,5 mg de hidroclorotiazida é rosa, ovaloide.
O comprimido revestido de DIOVAN HCT que contém 320 mg de valsartana e 25 mg de hidroclorotiazida é amarelo, ovaloide.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Superdose

A superdose com a valsartana pode resultar em acentuada hipotensão que pode levar a uma depressão do nível de consciência, colapso do sistema circulatório e/ou choque. Se a ingestão foi recente, deve-se induzir vômito, do contrário, o tratamento usual seria a infusão intravenosa de solução salina fisiológica.
A valsartana não pode ser removida por hemodiálise, por sua forte ligação com as proteínas plasmáticas; porém, o clearance (depuração) da hidroclorotiazida será atingido pela diálise.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais

MS - 1.0068.0097
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa, 10/09/2013.

Indicado para o tratamento de:

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