ECALTA

1107 | Laboratório PFIZER

Descrição

Princípio ativo: Anidulafungina,
Ação Terapêutica: Antifúngicos

Composição

Cada frasco-ampola de Ecalta® contém 100 mg de anidulafungina.
Excipientes: frutose, manitol, polissorbato 80, ácido tartárico, hidróxido de sódioa, ácido clorídricoa.
a = para ajuste de pH.

Apresentação

Forma farmacêutica:pó liófilo para solução para infusão intravenosa
Via de administração:SOMENTE PARA INFUSÃO INTRAVENOSA
Ecalta® 100 mg embalagem contendo 1 frasco-ampola.
USO ADULTO

Indicações

Ecalta® (anidulafungina) é indicado para o tratamento da candidíase invasiva em pacientes adultos, incluindo candidemia.

Dosagem

Ecalta® (anidulafungina) apresenta-se na forma de pó liofilizado, de cor branca a quase branca.
Ecalta® deve ser utilizado somente por infusão intravenosa.
Apenas para dose única.
Instruções para Administração
Ecalta® deve ser reconstituído em água para injeção estéril e ser subsequentemente diluído com APENAS cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%). A compatibilidade da anidulafungina reconstituída com substâncias intravenosas, aditivos ou medicamentos diferentes de cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou de glicose para infusão 50 mg/mL (5%) não foi estabelecida.
Instruções para Reconstituição
Reconstitua assepticamente cada frasco-ampola com 30 mL de água para injeção para fornecer uma concentração de 3,33 mg/mL. A solução reconstituída deve ser límpida e livre de partículas visíveis. A solução reconstituída deve ser diluída dentro de 1 hora.
Instruções para Diluição e Infusão
Transfira assepticamente o conteúdo do frasco-ampola reconstituído em uma bolsa IV (ou frasco) contendo cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%), o que levará a uma solução com concentração de 0,77 mg/mL de anidulafungina. A tabela a seguir apresenta os volumes requeridos para cada dose.

Os medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução e a embalagem permitirem. Caso material particulado ou descoloração sejam identificados, descarte a solução.
A taxa de infusão não deve exceder 1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 mL/minuto), (vide "Advertências" e "Reações Adversas").
Se a solução para infusão não for utilizada imediatamente, deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C). Não congelar. A solução para infusão deve ser administrada dentro de 24 horas.
Incompatibilidades
Ecalta® não deve ser misturado ou co-administrado com outros medicamentos ou eletrólitos, com exceção dos mencionados anteriormente (vide "Instruções para Administração", "Instruções para Reconstituição" e "Instruções para Diluição e Infusão").
Cuidados de Conservação Depois de Aberto
Ecalta® deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8°C). Não congelar.
Solução Reconstituída
Se não utilizada imediatamente, a solução reconstituída deve ser armazenada sobrefrigeração (entre 2 e 8°C) por até uma hora. Não congelar. A estabilidade química e física "em uso" da solução reconstituída de Ecalta® foi demonstrada por 1 hora a 5°C.
Solução para Infusão
A solução para infusão deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C) e deve ser administrada dentro de 24 horas. Não congelar. A estabilidade química e física "em uso" da solução para infusão de Ecalta® foi demonstrada por 24 horas a 5°C.
Do ponto de vista microbiológico, a anidulafungina deve ser utilizada imediatamente.
POSOLOGIA
Cada frasco-ampola de Ecalta® (anidulafungina) contém 100 mg de anidulafungina.
Materiais para cultura, identificação da espécie de fungo e outros testes laboratoriais relevantes (incluindo histopatologia) devem ser realizados antes do início da terapia, com o objetivo de isolar e identificar o(s) organismo(s) causador(es). A terapia pode ser instituída antes que os resultados da cultura e de outros testes laboratoriais sejam conhecidos. Entretanto, uma vez que estes resultados estejam disponíveis, a terapia antifúngica deve ser ajustada de acordo.
Candidíase Invasiva em Pacientes Adultos, Incluindo Candidemia
Uma dose única de ataque de 200 mg deve ser administrada no dia 1, seguida de 100 mg diariamente a partir de então. A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do paciente. Em geral, a terapia antifúngica deve continuar por no mínimo 14 dias após a última cultura positiva.
Ecalta® deve ser reconstituído com água para injeção para uma concentração de 3,33 mg/mL e subsequentemente diluído para uma concentração de 0,77 mg/mL, seguindo as instruções descritas no item "Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto".
É recomendado que Ecalta® seja administrado a uma taxa máxima de infusão que não exceda 1,1 mg/min (vide Advertências"; "Reações Adversas" "Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto").
Uso na Insuficiência Renal e Hepática
Não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática leve, moderada ou grave. Não é necessário ajuste de dose para pacientes com qualquer grau de insuficiência renal, incluindo aqueles submetidos à diálise. A anidulafungina pode ser administrada sem considerar o horário da hemodiálise (vide "Características Farmacológicas - Propriedades Farmacocinéticas").
Outras Populações Especiais
Não é necessário ajuste de dose para pacientes adultos com base no sexo, peso, raça, idade ou relacionado ao fato do paciente ser portador do vírus HIV.
Uso em Crianças e Adolescentes
A experiência em crianças é limitada (vide "Características Farmacológicas - Propriedades Farmacocinéticas"). Até que dados adicionais estejam disponíveis, a utilização em pacientes com idade inferior a 18 anos não é recomendada, a menos que o potencial benefício justifique o risco.
Dose Omitida
O plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se o paciente não receber uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento.
O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Contra-indicações

Ecalta® (anidulafungina) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade a anidulafungina, a outros medicamentos da classe da equinocandina (por exemplo, a caspofungina) ou a qualquer outro componente da fórmula.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância a frutose, não devem utilizar Ecalta®.

Reações Adversas

Novecentos e vinte e nove (929) pacientes receberam anidulafungina intravenosa em estudos clínicos (672 em estudos de Fase 2/3 e 257 em estudos de Fase 1). Dos 669 pacientes dos estudos de fase 2/3 dos quais os dados de segurança estão disponíveis, quinhentos e cinco (505) receberam anidulafungina por ? 14 dias.
Três estudos (um comparativo vs fluconazol e 2 não comparativos) avaliaram a eficácia da anidulafungina (100 mg) em pacientes com candidemia e outras infecções por Candidaem tecidos profundos. Nestes três estudos, um total de 204 pacientes receberam anidulafungina, 119 por ? 14 dias. Os eventos adversos foram tipicamente leves a moderados e raramente levaram a descontinuação.
Os eventos adversos relacionados ao fármaco (MedDRA) listados a seguir, foram relatados com frequências correspondentes a comum (? 1/100, ? 1/10) e incomum (? 1/1000, < 1/100). Dentro de cada grupo de frequência, os eventos adversos são apresentados em ordem decrescente de gravidade.
Os eventos adversos relacionados à infusão foram relatados com a anidulafungina, incluindo rash, urticária, rubor, prurido, dispnéia, broncoespasmo e hipotensão (vide "Advertências").
Infecções e Infestações
Incomum: fungemia, candidíase, Clostridium colitis, candidíase oral.
Sistema Hematológico e Linfático
Comum: trombocitopenia, coagulopatia. Incomum: trombocitemia.
Sistema Imunológico
Desconhecidos: choque anafilático, reação anafilática.
Metabolismo e Nutrição
Comum: hipercalemia, hipocalemia, hipomagnesemia. Incomum: Hiperglicemia, hipercalcemia, hipernatremia.
Sistema Nervoso
Comum: convulsão, cefaléia.
Visuais
Incomum: dor nos olhos, perturbação visual, visão borrada.
Cardíacos
Incomum: fibrilação atrial, arritmia sinus, extra-sístole ventricular, bloqueio de ramo direito.
Vasculares
Comum: rubor. Incomum: trombose, hipertensão, rubor.
Gastrintestinais
Comum: diarréia. Incomum: dor abdominal superior, vômito, incontinência fecal, náusea, constipação.
Hepatobiliares
Comum: elevação da gama-glutamiltransferase, elevação da fosfatase alcalina plasmática, elevação do aspartato aminotransferase (AST), elevação da alanina aminotransferase (ALT). Incomum: anormalidade nos testes de função hepática, colestase, elevação das enzimas hepáticas, elevação das transaminases.
Pele e Tecidos Subcutâneos
Comum: rash, prurido. Incomum: urticária, prurido generalizado.
Musculoesqueléticos e nos Tecidos Conectivos
Incomum: dor nas costas.
Gerais e Condições no Local da Aplicação
Incomum: dor no local da infusão.
Alterações Laboratoriais
Comum: elevação da bilirrubina plasmática, redução na contagem de plaquetas, elevação na creatinina plasmática, prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma. Incomum: elevação da amilase plasmática, redução do magnésio plasmático, redução do potássio plasmático, eletrocardiograma anormal, elevação da lipase, elevação da contagem de plaquetas, elevação da uréia plasmática.
Doenças Respiratórias, Torácicas e do Mediastino
Desconhecido: Broncoespasmo
Na avaliação de segurança da população completa de pacientes de estudos Fase 2/3 (N = 669), os seguintes eventos adversos adicionais, todos incomuns (? 1/1000, < 1/100), foram observados: neutropenia, leucopenia, anemia, hiperuricemia, hipocalcemia, hiponatremia, hipoalbuminemia, hipofosfatemia, ansiedade, delírio, estado de confusão, alucinação auditiva, tontura, parestesia, mielinólise pontina central, disgeusia, síndrome de Guillain-Barré, tremor, alteração na percepção visual de profundidade, surdez unilateral, flebite, tromboflebite superficial, hipotensão, linfangite, dispepsia, boca seca, úlcera esofágica, necrose hepática, edema angioneurótico, hiperidrose, mialgia, monoartrite, insuficiência renal, hematúria, pirexia, calafrio, edema periférico, reação no local da injeção, elevação da creatina fosfoquinase plasmática, elevação da lactato desidrogenase plasmático, redução na contagem de linfócitos.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME AO SEU MÉDICO.

Precauções

Reações Anafiláticas
Reações anafiláticas, incluindo choque, foram relatadas com o uso da anidulafungina. Se estas reações ocorrerem, o uso de anidulafungina deve ser descontinuado e deve ser administrado tratamento adequado. (vide "Reações Adversas).
Foram relatados eventos adversos relacionados com a infusão de anidulafungina, incluindo rash, urticária, rubor, prurido, dispnéia, broncoespasmo e hipotensão. Os eventos adversos relacionados com a infusão são infreqüentes quando a taxa de infusão da anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto.
Eventos Hepáticos
Anormalidades laboratoriais nos testes de função hepática foram observadas em indivíduos saudáveis e em pacientes tratados com a anidulafungina. Em alguns pacientes que apresentavam patologias de base graves, que recebiam múltiplas medicações concomitantes a anidulafungina, ocorreram anormalidades hepáticas clinicamente significativas. Casos isolados de disfunção hepática, hepatite ou piora na insuficiência hepática foram relatados, não tendo sido estabelecida uma relação causal com a anidulafungina. Pacientes que desenvolveram anormalidades nos testes de função hepática durante o tratamento com a anidulafungina devem ter esses testes monitorados, e em casos de piora da função hepática devem ser ponderados os riscos e os benefícios de manter o tratamento.
Atenção: Ecalta® contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em diabéticos.
Uso durante a Gravidez
Os estudos em animais não demonstraram toxicidade reprodutiva seletiva (vide "Características Farmacológicas - Dados de Segurança Pré-clínica"). Não existem dados adequados ou bem controlados com relação à utilização da anidulafungina em mulheres grávidas. Portanto, a anidulafungina só deve ser utilizada durante a gravidez se o benefício potencial à mãe superar o risco potencial ao feto.
Ecalta® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação
Os estudos em animais demonstraram a excreção da anidulafungina no leite materno. Não se sabe se anidulafungina é excretada no leite materno humano. A decisão em continuar/descontinuar a amamentação ou de continuar/descontinuar o tratamento com a anidulafungina deve ser realizada considerando o benefício da amamentação à criança e o benefício da anidulafungina à mãe.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Não foram realizados estudos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas.
Precauções
Vide "Advertências".
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Vide "Posologia" e "Características Farmacológicas - Propriedades Farmacocinéticas".

Resultados de eficácia

Candidemia e Outras Formas de Candidíase Invasiva
A segurança e a eficácia da anidulafungina foram avaliadas em um estudo pivotal Fase 3, randomizado, duplo-cego, multicêntrico e multinacional de pacientes com candidemia e/ou outras formas de candidíase invasiva, associados com sinais clínicos de infecção. Os pacientes foram randomizados para receber anidulafungina uma vez ao dia por via intravenosa (dose de ataque de 200 mg seguida de 100 mg de dose de manutenção) ou fluconazol por via intravenosa (dose de ataque de 800 mg seguido de 400 mg de dose de manutenção). Os pacientes foram estratificados pelo escore APACHE II (? 20 e >20) e pela presença ou ausência de neutropenia. Os pacientes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida, ou àqueles com infecções decorrentes da C. krusei, foram excluídos do estudo. O tratamento foi administrado por no mínimo 14 e no máximo 42 dias. Foi permitida a troca para fluconazol oral após um mínimo de 10 dias de terapia intravenosa aos pacientes de ambos os braços do estudo, desde que eles fossem capazes de tolerar a medicação oral, estivessem sem febre por no mínimo 24 horas e o resultado da cultura de sangue mais recente fosse negativa para as espécies de Candida.
Os pacientes que receberam pelo menos uma dose da medicação do estudo e que apresentaram cultura positiva para espécies de Candidaem amostra normalmente estéril antes da inclusão no estudo (população com intenção de tratamento modificada [MITT]) foram incluídos na análise primária da resposta global ao final da terapia intravenosa. Uma resposta global bem sucedida exigia melhora clínica e erradicação microbiológica. Os pacientes foram acompanhados por seis semanas após o final de todo tratamento.
Duzentos e cinquenta e seis pacientes (com idade de 16 a 91 anos) foram randomizados para tratamento e receberam no mínimo uma dose da medicação do estudo. Duzentos e quarenta e cinco pacientes (127 recebendo anidulafungina e 118 recebendo fluconazol) atenderam aos critérios de inclusão na população MITT. Destes, 219 pacientes (116 recebendo anidulafungina [91,3%] e 103 recebendo fluconazol [87,3%]) apresentaram apenas candidemia; 5,5% dos pacientes no braço recebendo anidulafungina e 9,3% dos pacientes no braço recebendo fluconazol apresentaram infecções em outros locais normalmente estéreis; finalmente, 3,1% dos pacientes no braço da anidulafungina e 3,4% dos pacientes no braço do fluconazol apresentaram ambas as condições (candidemia e infecções em outros locais normalmente estéreis). As espécies mais frequentemente isoladas em materiais coletados imediatamente antes do início do tratamento foram C. albicans(63,8% no grupo recebendo anidulafungina e 59,3% no grupo recebendo fluconazol), seguido pela C. glabrata(15,7%, 25,4%), C. parapsilosis(10,2%, 13,6%) e C. tropicalis(11,8%, 9,3%). A maioria dos pacientes (97%) era não neutropênica (ANC >500) e 81% apresentaram escores de APACHE II menores ou iguais a 20.
Ao final da terapia intravenosa, a anidulafungina foi superior ao fluconazol no tratamento de pacientes com candidemia e/ou outras formas de candidíase invasiva. No braço de tratamento da anidulafungina, 96 pacientes (75,6%) apresentaram sucesso global versus71 pacientes (60,2%) no braço de tratamento com fluconazol. A diferença na taxa de sucesso global entre os grupos de tratamento (taxa de sucesso global da anidulafungina menos a taxa de sucesso global do fluconazol) foi de 15,4% (IC 95%: 3,9; 27,0).
Ecalta® não foi estudado em pacientes portadores de endocardite, osteomielite e meningite causados por Cândida, e não foi estudado em número suficiente de pacientes neutropênicos a fim de determinar sua eficácia neste grupo.

Interação com outros medicamentos

Os estudos pré-clínicos in vitroe in vivoe os estudos clínicos demonstraram que a anidulafungina não é um substrato, indutor ou inibidor clinicamente relevante das isoenzimas do citocromo P450. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A anidulafungina apresenta clearance renal insignificante ( < 1%). São esperadas interações mínimas com medicações concomitantes (vide "Características Farmacológicas - Propriedades Farmacocinéticas").
Os estudos in vitrodemonstraram que a anidulafungina não é metabolizada pelo citocromo P450 humano ou por hepatócitos humanos isolados e, a anidulafungina não inibe significativamente as atividades das isoformas do CYP (1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 3A) humano em concentrações clinicamente relevantes.
Nenhuma interação fármaco-fármaco clinicamente relevante foi observada com os seguintes fármacos ao serem administrados concomitantemente com a anidulafungina:
- ciclosporina (substrato do CYP3A4): em um estudo com 12 indivíduos adultos saudáveis que receberam 100 mg/dia de anidulafungina após uma dose de ataque isolada de 200 mg e em combinação com 1,25 mg/kg de ciclosporina oral duas vezes ao dia, o pico de concentração plasmática (Cmax) no estado de equilíbrio (steady state) da anidulafungina não foi significativamente alterado pela ciclosporina; a área sob a curva tempo-concentração (AUC) no estado de equilíbrio foi aumentada em 22%. Um estudo in vitrodemonstrou que a anidulafungina não apresenta efeito no metabolismo da ciclosporina. Os eventos adversos observados neste estudo foram consistentes com àqueles observados em outros estudos
onde a anidulafungina foi administrada isoladamente. Não é necessário ajuste de dose de ambos os fármacos quando eles são co-administrados.
-voriconazol (inibidor e substrato do CYP2C19, CYP2C9 e CYP3A4): em um estudo com 17 indivíduos saudáveis que receberam 100 mg/dia de anidulafungina isolada seguido da dose de ataque de 200 mg; uma dose de 200 mg de voriconazol oral duas vezes ao dia,seguido no primeiro dia de 400 mg duas vezes ao dia como dose de ataque e; ambas em combinação. A Cmaxe a AUC no estado de equilíbrio da anidulafungina e do voriconazol não foram significativamente alteradas pela coadministração. Não é necessário ajuste de dose de ambas as medicações quando co-administradas.
-tacrolimo (substrato do CYP3A4): em um estudo com 35 indivíduos saudáveis que receberam dose única oral de 5 mg de tacrolimo isoladamente, 100 mg/dia de anidulafungina isoladamente após dose de ataque de 200 mg e ambos os fármacos em combinação, a Cmaxe a AUC no estado de equilíbrio da anidulafungina e do tacrolimo não foram significativamente alteradas pela co-administração. Não é necessário ajuste de dose de ambas as medicações quando co-administradas.
- anfotericina B lipossomal: a farmacocinética da anidulafungina foi avaliada em 27 pacientes (100 mg/dia de anidulafungina) que receberam concomitantemente a anfotericina B lipossomal (doses de até 5 mg/kg/dia). A análise farmacocinética da população demonstrou que, a farmacocinética da anidulafungina não foi significativamente alterada pela co-administração com a anfotericina B quando comparado com os dados de pacientes que não receberam tratamento com a anfotericina B. Não é necessário ajuste de dose da anidulafungina.
- rifampicina (potente indutor do CYP450): a farmacocinética da anidulafungina (50 ou 75 mg/dia de anidulafungina) foi avaliada em 27 pacientes que receberam concomitantemente rifampicina (doses de até 600 mg/dia). A análise farmacocinética da população demonstrou que quando comparado com os dados de pacientes que não receberam a rifampicina, a farmacocinética da anidulafungina não foi significativamente alterada pela co-administração com a rifampicina. Não é necessário ajuste de dose da anidulafungina.

Cuidado de armazenamento

Ecalta® (anidulafungina) deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8°C). Não congelar.
Solução Reconstituída
Se não utilizada imediatamente, a solução reconstituída deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C) por até uma hora. Não congelar. A estabilidade química e física "em uso" da solução reconstituída de Ecalta® foi demonstrada por 1 hora a 5°C.
Solução para Infusão
A solução para infusão deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C) e deve ser administrada dentro de 24 horas. Não congelar. A estabilidade química e física "em uso" da solução para infusão de Ecalta® foi demonstrada por 24 horas a 5°C.
Do ponto de vista microbiológico, Ecalta® deve ser utilizado imediatamente. O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.

Superdose

Assim como com qualquer superdosagem, medidas de suporte gerais devem ser utilizadas quando necessário.
Durante os estudos clínicos uma dose única de 400 mg de anidulafungina foi inadvertidamente administrada como dose de ataque. Nenhum evento adverso clínico foi relatado. Em um estudo com 10 indivíduos saudáveis que receberam uma dose de ataque de 260 mg seguido de 130 mg diariamente, a anidulafungina foi bem tolerada sem apresentar toxicidade dose limitante; 3 dos 10 indivíduos apresentaram elevação de transaminase (? 3 x LSN - Limite Superior da Normalidade) assintomática e transitória.
A anidulafungina não é dialisável.

Dizeres legais

MS - 1.0216.0219
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Indicado para o tratamento de:

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