SERETIDE

3610 | Laboratório GLAXOSMITHKLINE

Descrição

Princípio ativo: Fluticasona,Salmeterol,
Ação Terapêutica: Antiasmáticos e broncodilatadores

Composição

Cada dose contém:
Seretide®Diskus50 mcg/100 mcg: xinafoato de salmeterol 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol), propionato de fluticasona 100 mcg, excipiente: lactose q.s.p. 1 dose
Seretide®Diskus50 mcg/250 mcg: xinafoato de salmeterol 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol), propionato de fluticasona 250 mcg, excipiente: lactose q.s.p. 1 dose
Seretide®Diskus50 mcg/500 mcg: xinafoato de salmeterol 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol), propionato de fluticasona 500 mcg, excipiente: lactose q.s.p. 1 dose
USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE).

Apresentação

Seretide®Diskusé apresentado na forma de pó para aspiração, acondicionado em um dispositivo plástico no formato de disco (Diskus) que contém um strip com 28 ou 60 doses. O dispositivo Diskus é embalado dentro de um invólucro laminado metálico.
Seretide®Diskus possui as seguintes apresentações:
Seretide®50 mcg/100 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide®50 mcg/250 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide®50 mcg/500 mcg, com 28 ou 60 doses

Indicações

Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias Seretide®é indicado para o tratamento regular das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias, incluindo asma, em adultos e crianças, quando a combinação de broncodilatador com corticosteróide por via inalatória for apropriada:
- Pacientes em tratamento de manutenção com b-agonistas de longa ação e corticosteróides por via inalatória.
- Pacientes que permaneçam sintomáticos em monoterapia com corticosteróides por via inalatória.
- Pacientes em tratamento regular com broncodilatadores que requeiram o uso de corticosteróides por via inalatória. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Seretide
®é indicado para o tratamento de manutenção de DPOC, incluindo bronquite crônica e enfisema,e foi demonstrado que reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

Dosagem

Seretide®só deve ser administrado por via inalatória.
Os pacientes devem ser alertados sobre a natureza profilática da terapia com Seretide®e sobre o fato de que ele deve ser utilizado regularmente mesmo quando estejam assintomáticos. Os pacientes devem ser reavaliados regularmente pelo médico, a fim de manter a concentração de Seretide®administrada na faixa ótima e de que ela só seja alterada sob supervisão médica.
Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
A dose deve ser ajustada à mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas. Quando o controle dos sintomas for mantido com Seretide®duas vezes ao dia, a redução da dose para a efetiva mais baixa pode ser feita com Seretide®uma vez ao dia.
Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para seu tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente em Seretide®, dependerá da gravidade da doença.
Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por Seretide®em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode resultar em melhora do controle da asma. Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por Seretide®pode permitir a redução da dose de corticosteróide e, ao mesmo tempo, a manutenção do controle da asma.
Doses recomendadas
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Uma dose de Seretide®50 mcg/100 mcg,Seretide®50 mcg/250 mcg ouSeretide®50 mcg/500 mcg, duas vezes ao dia.
Adultos a partir de 18 anos
A duplicação da dose de Seretide®, em qualquer das concentrações, em adultos, por até 14 dias, tem segurança e tolerabilidade comparáveis às da administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.
Crianças a partir de 4 anos
Uma dose de Seretide®50 mcg/100 mcgduas vezes ao dia.
Não existem dados disponíveis sobre o uso de Seretide®em crianças menores de 4 anos.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de uma inalação de Seretide®50 mcg/250 mcg ou Seretide®50 mcg/500 mcgduas vezes ao dia. Na dose 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia, foi demonstrado que Seretide®reduz a mortalidade resultante de todas as causas.
Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajustar a dose para pacientes idosos ou aqueles com disfunção renal ou hepática.
Modo de usar
Um aparelho Diskus novo contém 28 ou 60 doses, cuidadosamente medidas, na forma de pó, higienicamente protegidas. Não requer manutenção nem troca de refil.
O dispositivo Diskus é lacrado em um invólucro laminado metálico. O invólucro fornece proteção à umidade e deve ser aberto apenas quando você estiver pronto para usá-lo pela primeira vez. Uma vez aberto, o invólucro laminado deve ser descartado. O corpo do aparelho tem dois tons de lilás. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de doses localizado na parte superior do aparelho inicia a numeração marcando 60 ou 28 doses. Toda vez que a alavanca for acionada, uma dose será preparada e a numeração será automaticamente reduzida. Do 5 ao 1, a coloração dos números é vermelha para alertar sobre o término do produto.
Ao retirar seu inalador Diskus do cartucho e remover o invólucro, ele estará na posição fechada.


1. Para abrir seu aparelho Diskus, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos e ponha o polegar da outra mão na depressão existente na parte clara, móvel, conforme indicado na Figura 2. Gire a peça clara móvel com o polegar até o final do Diskus (você ouvirá um clique), de forma que o bocal fique totalmente visível.

2. Segure o Diskus com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca identificada na Figura 1B até o fim (você ouvirá outro clique), na direção indicada pela Figura 2. O Diskus está pronto para ser usado. Toda vez que essa alavanca for pressionada, uma nova dose será liberada para aspiração e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a alavanca mais de uma vez para que outras doses não sejam desperdiçadas.
3. Atenção: mantenha o Diskus distante da boca. Antes de aspirar a dose, SOPRE (ou seja, jogue o ar para fora dos pulmões) o máximo que você puder. Nunca sopre dentro do Diskus.
4. Coloque o bocal do Diskus em seus lábios. Aspire (ou seja, sugue pela boca) o mais profundamente possível (Figura 3). Nunca use o aparelho pelas narinas.

5. Retire o Diskus da boca e prenda a respiração por 10 segundos ou pelo período de tempo que lhe for confortável. Solte o ar lentamente.
6. Importante: alguns pacientes podem ter a impressão de não ter tomado a dose. Nesse caso, convém observar que cada dose aspirada é constituída por uma pequena quantidade de pó que contém lactose, substância levemente adocicada, que PODE OU NÃO ser percebida no momento do uso.
7. Para fechar o Diskus (Figura 4), coloque seu polegar na depressão da parte clara móvel e gire na direção indicada até a posição inicial (Diskus fechado, Figura 1A). Não mexa na alavanca no momento de fechar o Diskus.

OBS.:
a) Caso sejam indicadas duas inalações consecutivas, feche o Diskus e repita as etapas 1 a 7.
b) Caso perceba, após as primeiras utilizações do produto, que sai um pó pela lateral do Diskus, verifique se o tem usado corretamente. Sempre que a alavanca é acionada (passo 2), uma dose é automaticamente disponibilizada para uso. A dose, quando não aproveitada, perde-se no interior do aparelho no momento em que a alavanca é novamente acionada para preparo da próxima dose.
Lembre-se:
Mantenha o aparelho Diskus seco.
Mantenha-o fechado quando não estiver em uso.
Nunca expire dentro do aparelho Diskus.
Não empurre a alavanca desnecessariamente, pois novas doses serão desperdiçadas.

Contra-indicações

O uso de Seretide®é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.

Reações Adversas

Como Seretide®contém propionato de fluticasona e salmeterol, o tipo e a intensidade das reações adversas relacionadas a cada fármaco, individualmente, devem ser levados em consideração e estão abaixo relacionados. Não existem evidências de reações adversas adicionais relacionadas à associação dos dois fármacos.
Como em outras terapias inalatórias, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal após a dose, com conseqüente aumento imediato da dificuldade de respirar. Esse quadro deve ser tratado imediatamente com a administração de um broncodilatador de ação curta e início rápido por via inalatória. Nesses casos, o uso de Seretide®deve ser imediatamente interrompido, o paciente avaliado e, caso necessário, uma terapia alternativa deve ser instituída. Os eventos adversos associados a salmeterol ou a propionato de fluticasona estão relacionados abaixo.
salmeterol Foram relatadas reações adversas relacionadas ao tratamento com b2-agonistas, como tremor, dor de cabeça e palpitações subjetivas. Esses efeitos tendem a ser transitórios e se reduzem ao longo do tratamento. Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístole, podem ocorrer, normalmente em pacientes suscetíveis.
Houve relatos de irritação orofaríngea.
Foram comuns os relatos de cãibra, incomuns os de rashe muito raramente observou-se artralgia, hiperglicemia, reações de hipersensibilidade (incluindo reações anafiláticas como edema e angioedema), broncoespasmo e choque anafilático.
propionato de fluticasona Em alguns pacientes podem ocorrer rouquidão e candidíase na boca e na garganta. O desconforto ocasionado pode ser evitado com a lavagem da boca com água após o uso de Seretide®. A candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica, sem que haja necessidade de descontinuar o uso de Seretide®.
Houve relatos pouco freqüentes de reações de hipersensibilidade cutânea. Ocorreram ainda raros relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se muito raramente reações anafiláticas.
Possíveis efeitos sistêmicos incluem síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma (ver Precauções e Advertências).
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações de comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).
Estudos clínicos com salmeterol e propionato de fluticasona em associação
Foram incomuns os relatos de contusão.
As seguintes reações adversas foram relatadas nos ensaios clínicos: rouquidão/disfonia, irritação na garganta, dor de cabeça, candidíase na boca e na garganta, palpitações e pneumonia (em pacientes com DPOC).
salmeterol/propionato de fluticasona pós-comercialização
Houve relatos pouco freqüentes de reações cutâneas de hipersensibilidade. Ocorreram ainda raros relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se, muito raramente, reações anafiláticas.
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações no comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).

Precauções

O controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias deve ser acompanhado por um programa continuado e a resposta do paciente deve ser monitorada clinicamente pelos testes de função pulmonar.
Seretide®não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos. Nesta circunstância é necessário utilizar um broncodilatador de curta duração (salbutamol, por exemplo). Os pacientes devem ser avisados para manter sua medicação de alívio sempre disponível.
O aumento do uso de b2-agonista de curta duração indica a deterioração do controle da asma e o paciente deve ser reavaliado pelo médico. A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é potencialmente perigosa. Quando a dose usual de Seretide®torna-se ineficaz no controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias, o paciente deve ser reavaliado pelo médico. Deve-se considerar o aumento da dose do corticosteróide inalado.
Para pacientes com asma ou DPOC, quando a exacerbação está associada a infecções deve-se levar em consideração a administração de doses maiores de corticosteróides (p. ex., por via oral) e de antibióticos.
O tratamento com Seretide®não deve ser suspenso abruptamente em pacientes asmáticos, devido ao risco de exacerbação. A terapia deve ser reduzida sob supervisão médica. Para pacientes com DPOC, o término do tratamento pode estar associado a descompensação sintomática e deve ser supervisionado pelo médico.
Em estudos em pacientes com DPOC utilizando Seretide®houve relatos de pneumonia (ver Reações Adversas). Os médicos devem estar alertas para a possibilidade de desenvolvimento de pneumonia em pacientes com DPOC, visto que as características clínicas das pneumonias e das exacerbações freqüentemente se sobrepõem.
Como toda e qualquer medicação que contenha corticosteróides, Seretide®deve ser administrado com cautela a portadores de tuberculose pulmonar ou quiescente e também a portadores de tireotoxicose.
Efeitos cardiovasculares, como o aumento da pressão sangüínea sistólica e da freqüência cardíaca, podem ocasionalmente ser observados com todas as drogas simpatomiméticas, especialmente em doses mais altas que a recomendada. Por esse motivo, Seretide®deve ser utilizado com cautela em pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes.
Pode ocorrer uma diminuição passageira do potássio sérico com drogas simpatomiméticas em doses mais altas que a recomendada. Portanto, Seretide®deve ser usado com cautela em pacientes predispostos a baixos níveis séricos de potássio.
Efeitos sistêmicos podem ocorrer com quaisquer corticosteróides inalatórios, especialmente quando altas doses são prescritas por longos períodos. É menos provável que esses efeitos ocorram do que com corticosteróides orais (ver Superdosagem). Alguns efeitos sistêmicos prováveis incluem síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo no crescimento de crianças e de adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma. Portanto, é importante que em pacientes com doença obstrutiva reversível das vias respiratórias seja mantida a dose efetiva mais baixa de corticosteróides inalatórios.
É recomendável que a altura da criança que recebe tratamento prolongado com corticosteróides inalatórios seja monitorada regularmente.
É necessário sempre ter em mente a possibilidade de deficiência da resposta adrenal em situações clínicas eletivas e de emergência, que provavelmente produzirão estresse. Nessas situações, o tratamento apropriado com corticosteróides deve ser considerado (ver Superdosagem).
Certos indivíduos podem apresentar maior susceptibilidade aos efeitos do corticosteróide inalatório que a maioria dos pacientes.
Devido à possibilidade de redução da resposta adrenal, a transferência do tratamento com esteróides orais para o tratamento com propionato de fluticasona inalatório exige cuidados especiais, e os pacientes precisam ter a função adrenocortical monitorada regularmente.
Após a introdução do propionato de fluticasona inalatório, a retirada da terapia sistêmica deve ser gradual e os pacientes devem ser incentivados a carregar um cartão de alerta indicando a possibilidade de terapia adicional com esteróides em tempos de crise.
Houve relatos muito raros de aumento dos níveis sangüíneos de glicose (ver Reações Adversas); assim, isso deve ser considerado na prescrição para pacientes com história de diabetesmellitus.
Houve relatos de interações clínicas significativas em pacientes sob uso de propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos corticóides sistêmicos, incluindo síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício ultrapasse o risco dos efeitos corticóides sistêmicos (ver Interações Medicamentosas).
Um grande estudo clínico americano, o SMART, que comparou a segurança do xinafoato de salmeterol isolado com a de placebo adicionado à terapia usual, mostrou um aumento significativo das mortes relacionadas à asma entre os pacientes que receberam xinafoato de salmeterol. Dados desse estudo sugeriram que afro-americanos podem apresentar um risco maior de eventos respiratórios graves ou morte com o uso de xinafoato de salmeterol, em comparação a placebo. Não se sabe se isso é devido a fatores farmacogenéticos ou a outros fatores. O estudo SMART não foi planejado para determinar se o uso concomitante de corticosteróides inalados altera o risco de mortes relacionadas à asma.
Foi observado em um estudo de interação medicamentosa que o uso concomitante de cetoconazol sistêmico aumenta a exposição a salmeterol. Isso pode levar a um prolongamento do intervalo QTc. É necessário ter cautela quando fortes inibidores do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol) são co-administrados com salmeterol (ver Interações Medicamentosase Propriedades Farmacocinéticas).
Gravidez e lactação
Seretide®
só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o feto.
Não existem estudos suficientes sobre o uso de xinafoato de salmeterol e de propionato de fluticasona na gravidez e na lactação.
Estudos de reprodução animal têm demonstrado somente efeitos característicos da exposição sistêmica a glicocorticóides e agonistas b2-adrenérgicos, tanto com as drogas administradas individualmente quanto com as utilizadas em associação.

Interação com outros medicamentos

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO
O uso concomitante de b-bloqueadores seletivos e não-seletivos deve ser evitado, a menos que existam razões suficientes para associar esses medicamentos.
Sob circunstâncias normais, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto clearancesistêmico mediado pelo CYP3A4 no intestino e no fígado, baixas concentrações plasmáticas de propionato de fluticasona são atingidas após a inalação da dose. Desse modo, interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas por propionato de fluticasona são improváveis.
Um estudo de interações medicamentosas em indivíduos sadios mostrou que ritonavir (um inibidor altamente potente do CYP3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas de propionato de fluticasona, o que resulta em reduções marcantes das concentrações séricas de cortisol. Durante o uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes em tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos sistêmicos do corticosteróide, incluindo síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais sistêmicos do corticosteróide.
Estudos demonstraram que outros inibidores do CYP3A4 produzem aumentos insignificantes (eritromicina) e pequenos (cetoconazol) da exposição sistêmica a propionato de fluticasona, sem reduções marcantes nas concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao co-administrar inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol), porque existe potencial de aumento da exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A co-administração de cetoconazol com salmeterol resultou em aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vez a Cmáxe 15 vezes a ASC), o que pode levar a um prolongamento do intervalo QTc (ver Precauções e Advertênciase Propriedades Farmacocinéticas).

Superdose

As informações disponíveis sobre superdosagem de Seretide®, salmeterol e/ou propionato de fluticasona são fornecidas abaixo.
Os sinais e sintomas esperados após superdosagem com salmeterol são aqueles típicos de estimulação excessiva b2-adrenérgica: tremor, dor de cabeça, taquicardia, aumento da pressão sangüínea sistólica e hipocalemia. Os antídotos preferenciais são os b-bloqueadores cardiosseletivos, que devem ser usados com cautela por pacientes com histórico de broncoespasmo. Se a terapia com Seretide®tiver de ser interrompida devido a superdosagem do componente b-agonista, deve ser considerada a manutenção do tratamento com corticosteróides.
A inalação aguda de propionato de fluticasona em doses muito acima das aprovadas pode levar à supressão temporária do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal. Em geral, isso não exige medidas de emergência, porque a função adrenal normal geralmente é recuperada em alguns dias.
Se doses mais altas do que as aprovadas de Seretide®continuarem a ser administradas durante períodos prolongados, é possível que ocorra uma significativa supressão adrenocortical. Houve relatos muito raros de crise adrenal aguda, que ocorreu principalmente em crianças expostas a doses mais altas do que as aprovadas e após administração durante períodos prolongados (vários meses ou anos); as características observadas foram hipoglicemia associada com diminuição de consciência e/ou convulsões. As situações que potencialmente podem desencadear uma crise adrenal aguda são exposição a trauma, cirurgia, infecção ou qualquer redução rápida da dose inalada do componente propionato de fluticasona.
Não é recomendado que os pacientes recebam doses de Seretide®mais altas do que as aprovadas. É importante reavaliar o tratamento regularmente e ajustar a dose para a mais baixa aprovada na qual o controle eficaz da doença seja mantido (ver Posologia).

Informação técnica

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Estudos clínicos com salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico com salmeterol (SMART) realizado nos Estados Unidos comparou, no que diz respeito à segurança, salmeterol com placebo, adicionados à terapia usual. Não houve diferenças significativas no objetivo primário, ou seja, na combinação entre mortes relacionadas a problemas respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou um aumento significativo do número de mortes relacionadas à asma em pacientes que recebiam salmeterol (13 mortes em 13.176 pacientes tratados por 28 semanas com salmeterol, versus3 mortes em 13.179 pacientes tratados com placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso concomitante de corticosteróides inalatórios. Entretanto, análises post-hocmostraram não haver diferença significativa entre os grupos de tratamento no que se refere a mortes relacionadas à asma nos pacientes que usavam corticosteróides inalatórios desde o início(4/6.127 com salmeterol versus3/6.138 com placebo). O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam corticosteróides inalatórios foi de 9/7.049 com salmeterol, versus 0/7.041 com placebo. Outra metanálise, de 42 estudos clínicos, que envolveu 8.030 pacientes tratados com Seretide®e 7.925 tratados com propionato de fluticasona, não demonstrou diferença estatística significativa entre salmeterol combinado a propionato de fluticasona e propionato de fluticasona isolado com relação a eventos respiratórios graves ou hospitalizações relacionadas à asma.
Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona
Asma
Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (GOAL, de Gaining Optimal Asthma ControL, ou Adquirindo o Controle Ideal da Asma), em 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a segurança de Seretide®com relação a um corticosteróide inalatório em monoterapia, na obtenção de níveis predefinidos de controle da asma. A dose usada foi aumentada a cada 12 semanas até que o **"controle total" (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos sete das últimas oito semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que:
- 71% dos pacientes tratados com Seretide®atingiram o status de asma *"bem controlada", de acordo com os critérios definidos pela Iniciativa Global pela Asma (GINA, de Global INitiative for Asthma), em comparação a 59% dos tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia;
- 41% dos pacientes tratados com Seretide®atingiram o **"controle total", definido no estudo como a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos pacientes tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia.
Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com Seretide®em comparação ao corticosteróide inalatório em monoterapia, da mesma forma que com uma dose mais baixa do corticosteróide inalatório presente em Seretide®com relação à monoterapia. O estudo GOAL também mostrou que:
- a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide®em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório;
- a obtenção do status de asma "bem controlada" ou "totalmente controlada" melhorou a qualidade de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma, após o tratamento com Seretide®, conforme medido por um questionário específico de qualidade de vida, em comparação a 8% na avaliação inicial. *Asma bem controlada: sintomas ocasionais, uso de b2-agonista de curta duração por dois dias ou menos ou até quatro vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal menor que 80% do previsto não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
**Controle total da asma: ausência de sintomas, não-uso de b2-agonista de curta duração, pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, percentual de dias sem sintomas e redução do uso de medicação de resgate com dose 60% mais baixa do corticosteróide inalatório com Seretide®, em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o controle da inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem broncoalveolar, foi mantido.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide®melhora significativamente os sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação à utilização dos componentes individuais em monoterapia e de placebo. Os resultados do estudo GOAL mostram que as melhoras observadas com Seretide®, nesses objetivos finais de avaliação, são mantidas durante pelo menos 12 meses.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Pacientes com DPOC sintomáticos, em que se obteve mais de 10% de melhora do VEF1após o uso de b2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de seis meses, demonstraram que o uso regular de Seretide®50 mcg/250 mcg e de Seretide®50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos, que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1após o uso de b2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso regular de Seretide®50 mcg/500 mcgmelhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após um período de 12 meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com corticosteróides orais também foram reduzidos significativamente. Houve ainda melhora significativa das condições de saúde.
Seretide®50 mcg/500 mcgfoi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde, como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.
Mecanismo de ação
Seretide®
é uma associação de salmeterol com propionato de fluticasona, os quais possuem diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege dos sintomas e o propionato de fluticasona melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide®oferece comodidade posológica a pacientes em tratamento com b-agonistas e corticosteróides por via inalatória. O mecanismo de ação de cada droga está descrito abaixo.
salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo de ação longa (12 horas) dos receptores b2-adrenérgicos; apresenta uma longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade farmacológica de salmeterol proporciona uma proteção mais efetiva contra a broncoconstrição induzida pela histamina, com relação à proteção obtida com o uso dos agonistas b2-adrenérgicos de curta duração convencionais, e produz uma broncodilatação de duração mais longa (de pelo menos 12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que salmeterol é um inibidor potente e de ação duradoura da liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, tais como histamina, leucotrienos e prostaglandinas D2.
No ser humano, salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, sendo essa última persistente por até 30 horas após dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam que salmeterol possui uma atividade adicional não-broncodilatadora cujo significado clínico não está claro. Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos corticosteróides.
propionato de fluticasona
Quando inalado nas doses recomendadas, propionato de fluticasona apresenta potente ação antiinflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteróides são administrados por via sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se administram as doses mais altas recomendadas para crianças e adultos. Após a transferência de outros esteróides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente, mesmo com o uso intermitente de esteróides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso de propionato de fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém na normalidade durante o tratamento crônico, como medido por aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por um tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver Precauções e advertências).
PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol com propionato de fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo de interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado em 15 indivíduos sadios, a co-administração de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia, inalado) com o inibidor do CYP3A4 cetoconazol (400 mg uma vez por dia, via oral) durante sete dias resultou em aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vezes a Cmáx e 15 vezes a ASC). Não houve aumento de acumulação de salmeterol durante a administração repetida. Em três sujeitos de pesquisa foi retirada a co-administração de salmeterol com cetoconazol devido a prolongamento do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos 12 sujeitos de pesquisa restantes, a co-administração de salmeterol com cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio ou a duração do QTc (ver Precauções e Advertências e Interações Medicamentosas).
salmeterol O salmeterol atua localmente nos pulmões; por isso os níveis plasmáticos não contribuem para o efeito terapêutico. Além disso, existem apenas dados limitados sobre a farmacocinética de salmeterol, devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática - já que esta é muito baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) - encontrada após a inalação. Após a inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftóico pode ser detectado na circulação sistêmica, atingindo, no estado de equilíbrio, concentrações de aproximadamente 100 ng/ml. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores do que os níveis no estado de equilíbrio observados em estudos de toxicidade. No tratamento regular de longa duração (de mais de 12 meses) nenhum efeito maléfico foi observado em pacientes com obstrução das vias aéreas.
Um estudo in vitrodemonstrou que salmeterol é intensamente metabolizado ao a-hidroxissalmeterol (oxidação alifática) pelo CYP3A4. Um estudo com salmeterol e eritromicina em voluntários sadios não demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacocinéticos de salmeterol com doses de eritromicina de 500 mg três vezes ao dia.
No entanto, em um estudo de interação salmeterol-cetoconazol observou-se como resultado um aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (ver Precauções e Advertências, e Interações Medicamentosas).
propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta de propionato de fluticasona após a administração com cada um dos inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação entre esses dados. Em indivíduos adultos e sadios a biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona Diskus foi estimada em 7,8% e do propionato de fluticasona Spray em 10,9% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Spray em 5,3% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Diskus em 5,5%. Em pacientes com asma ou DPOC, foi observado um pequeno grau de exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica de propionato de fluticasona ocorre, principalmente, através dos pulmões, sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é mínima, devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Existe um aumento linear na exposição sistêmica quando se eleva a dose usada por via inalatória. A distribuição de propionato de fluticasona é caracterizada por alto clearanceplasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição no estado de equilíbrio (aproximadamente 300 L) e meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.
O propionato de fluticasona é removido rapidamente da circulação sistêmica, principalmente como metabólito ácido carboxílico inativo, pela enzima CYP3A4, do citocromo P450.
O clearancerenal de propionato de fluticasona é desprezível ( < 0,2%) e o de seu metabólito inativo, de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao co-administrar inibidores do CYP3A4, uma vez que existe um potencial de exposição sistêmica aumentada a propionato de fluticasona.

Farmacocinética

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Estudos clínicos com salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico com salmeterol (SMART) realizado nos Estados Unidos comparou, no que diz respeito à segurança, salmeterol com placebo, adicionados à terapia usual. Não houve diferenças significativas no objetivo primário, ou seja, na combinação entre mortes relacionadas a problemas respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou um aumento significativo do número de mortes relacionadas à asma em pacientes que recebiam salmeterol (13 mortes em 13.176 pacientes tratados por 28 semanas com salmeterol, versus3 mortes em 13.179 pacientes tratados com placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso concomitante de corticosteróides inalatórios. Entretanto, análises post-hocmostraram não haver diferença significativa entre os grupos de tratamento no que se refere a mortes relacionadas à asma nos pacientes que usavam corticosteróides inalatórios desde o início(4/6.127 com salmeterol versus3/6.138 com placebo). O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam corticosteróides inalatórios foi de 9/7.049 com salmeterol, versus 0/7.041 com placebo. Outra metanálise, de 42 estudos clínicos, que envolveu 8.030 pacientes tratados com Seretide®e 7.925 tratados com propionato de fluticasona, não demonstrou diferença estatística significativa entre salmeterol combinado a propionato de fluticasona e propionato de fluticasona isolado com relação a eventos respiratórios graves ou hospitalizações relacionadas à asma.
Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona
Asma
Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (GOAL, de Gaining Optimal Asthma ControL, ou Adquirindo o Controle Ideal da Asma), em 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a segurança de Seretide®com relação a um corticosteróide inalatório em monoterapia, na obtenção de níveis predefinidos de controle da asma. A dose usada foi aumentada a cada 12 semanas até que o **"controle total" (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos sete das últimas oito semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que:
- 71% dos pacientes tratados com Seretide®atingiram o status de asma *"bem controlada", de acordo com os critérios definidos pela Iniciativa Global pela Asma (GINA, de Global INitiative for Asthma), em comparação a 59% dos tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia;
- 41% dos pacientes tratados com Seretide®atingiram o **"controle total", definido no estudo como a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos pacientes tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia.
Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com Seretide®em comparação ao corticosteróide inalatório em monoterapia, da mesma forma que com uma dose mais baixa do corticosteróide inalatório presente em Seretide®com relação à monoterapia. O estudo GOAL também mostrou que:
- a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide®em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório;
- a obtenção do status de asma "bem controlada" ou "totalmente controlada" melhorou a qualidade de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma, após o tratamento com Seretide®, conforme medido por um questionário específico de qualidade de vida, em comparação a 8% na avaliação inicial. *Asma bem controlada: sintomas ocasionais, uso de b2-agonista de curta duração por dois dias ou menos ou até quatro vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal menor que 80% do previsto não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
**Controle total da asma: ausência de sintomas, não-uso de b2-agonista de curta duração, pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, percentual de dias sem sintomas e redução do uso de medicação de resgate com dose 60% mais baixa do corticosteróide inalatório com Seretide®, em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o controle da inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem broncoalveolar, foi mantido.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide®melhora significativamente os sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação à utilização dos componentes individuais em monoterapia e de placebo. Os resultados do estudo GOAL mostram que as melhoras observadas com Seretide®, nesses objetivos finais de avaliação, são mantidas durante pelo menos 12 meses.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Pacientes com DPOC sintomáticos, em que se obteve mais de 10% de melhora do VEF1após o uso de b2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de seis meses, demonstraram que o uso regular de Seretide®50 mcg/250 mcg e de Seretide®50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos, que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1após o uso de b2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso regular de Seretide®50 mcg/500 mcgmelhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após um período de 12 meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com corticosteróides orais também foram reduzidos significativamente. Houve ainda melhora significativa das condições de saúde.
Seretide®50 mcg/500 mcgfoi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde, como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.
Mecanismo de ação
Seretide®
é uma associação de salmeterol com propionato de fluticasona, os quais possuem diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege dos sintomas e o propionato de fluticasona melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide®oferece comodidade posológica a pacientes em tratamento com b-agonistas e corticosteróides por via inalatória. O mecanismo de ação de cada droga está descrito abaixo.
salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo de ação longa (12 horas) dos receptores b2-adrenérgicos; apresenta uma longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade farmacológica de salmeterol proporciona uma proteção mais efetiva contra a broncoconstrição induzida pela histamina, com relação à proteção obtida com o uso dos agonistas b2-adrenérgicos de curta duração convencionais, e produz uma broncodilatação de duração mais longa (de pelo menos 12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que salmeterol é um inibidor potente e de ação duradoura da liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, tais como histamina, leucotrienos e prostaglandinas D2.
No ser humano, salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, sendo essa última persistente por até 30 horas após dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam que salmeterol possui uma atividade adicional não-broncodilatadora cujo significado clínico não está claro. Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos corticosteróides.
propionato de fluticasona
Quando inalado nas doses recomendadas, propionato de fluticasona apresenta potente ação antiinflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteróides são administrados por via sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se administram as doses mais altas recomendadas para crianças e adultos. Após a transferência de outros esteróides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente, mesmo com o uso intermitente de esteróides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso de propionato de fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém na normalidade durante o tratamento crônico, como medido por aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por um tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver Precauções e advertências).
PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol com propionato de fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo de interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado em 15 indivíduos sadios, a co-administração de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia, inalado) com o inibidor do CYP3A4 cetoconazol (400 mg uma vez por dia, via oral) durante sete dias resultou em aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vezes a Cmáx e 15 vezes a ASC). Não houve aumento de acumulação de salmeterol durante a administração repetida. Em três sujeitos de pesquisa foi retirada a co-administração de salmeterol com cetoconazol devido a prolongamento do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos 12 sujeitos de pesquisa restantes, a co-administração de salmeterol com cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio ou a duração do QTc (ver Precauções e Advertências e Interações Medicamentosas).
salmeterol O salmeterol atua localmente nos pulmões; por isso os níveis plasmáticos não contribuem para o efeito terapêutico. Além disso, existem apenas dados limitados sobre a farmacocinética de salmeterol, devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática - já que esta é muito baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) - encontrada após a inalação. Após a inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftóico pode ser detectado na circulação sistêmica, atingindo, no estado de equilíbrio, concentrações de aproximadamente 100 ng/ml. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores do que os níveis no estado de equilíbrio observados em estudos de toxicidade. No tratamento regular de longa duração (de mais de 12 meses) nenhum efeito maléfico foi observado em pacientes com obstrução das vias aéreas.
Um estudo in vitrodemonstrou que salmeterol é intensamente metabolizado ao a-hidroxissalmeterol (oxidação alifática) pelo CYP3A4. Um estudo com salmeterol e eritromicina em voluntários sadios não demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacocinéticos de salmeterol com doses de eritromicina de 500 mg três vezes ao dia.
No entanto, em um estudo de interação salmeterol-cetoconazol observou-se como resultado um aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (ver Precauções e Advertências, e Interações Medicamentosas).
propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta de propionato de fluticasona após a administração com cada um dos inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação entre esses dados. Em indivíduos adultos e sadios a biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona Diskus foi estimada em 7,8% e do propionato de fluticasona Spray em 10,9% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Spray em 5,3% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Diskus em 5,5%. Em pacientes com asma ou DPOC, foi observado um pequeno grau de exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica de propionato de fluticasona ocorre, principalmente, através dos pulmões, sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é mínima, devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Existe um aumento linear na exposição sistêmica quando se eleva a dose usada por via inalatória. A distribuição de propionato de fluticasona é caracterizada por alto clearanceplasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição no estado de equilíbrio (aproximadamente 300 L) e meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.
O propionato de fluticasona é removido rapidamente da circulação sistêmica, principalmente como metabólito ácido carboxílico inativo, pela enzima CYP3A4, do citocromo P450.
O clearancerenal de propionato de fluticasona é desprezível ( < 0,2%) e o de seu metabólito inativo, de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao co-administrar inibidores do CYP3A4, uma vez que existe um potencial de exposição sistêmica aumentada a propionato de fluticasona.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS: 1.0107.0230

Indicado para o tratamento de:

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