BUSCODUO

1817 | Laboratório BOEHRINGER

Descrição

Princípio ativo: Escopolamina,Paracetamol,
Ação Terapêutica: Antiespasmódicos

Composição

Cada comprimido revestido contém 500 mg de paracetamol e 10 mg de butilbrometo de escopolamina, correspondentes a 8,4 mg de escopolamina. Excipientes: celulose microcristalina, carmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, poliacrilato, macrogol, talco, dióxido de titânio, simeticona.

Apresentação

Comprimidos revestidos: embalagens com 4, 8, 16, 20 e 120 comprimidos revestidos
USO ORAL
USO ADULTO

Indicações

BUSCODUO é indicado para tratamento sintomático de estados espástico-dolorosos e cólicas do trato gastrintestinal, das vias biliares, urinárias e do aparelho genital feminino; dismenorreia, atuando como analgésico e antiespasmódico.

Dosagem

Adultos: 1 a 2 comprimidos por via oral, três vezes ao dia.
Os comprimidos são de uso oral, não devem ser mastigados, mas ingeridos inteiros com quantidade suficiente de água.
Não ultrapassar a dose diária de 6 comprimidos.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Contra-indicações

• Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao butilbrometo de escopolamina, paracetamol ou aos outros componentes da fórmula.
• Pacientes com miastenia gravis, megacólon, glaucoma de ângulo fechado, hiperplasia da próstata, íleo paralítico e estenose pilórica.
• Insuficiência hepatocelular grave (Child-Pugh ? 9).

Reações Adversas

Reações incomuns ( >1/1.000 e < 1/100): disidrose, reação cutânea, náusea, boca seca.
Reações raras ( >1/10.000 e < 1.000): eritema, diminuição da pressão arterial, taquicardia.
Reações desconhecidas: pancitopenia, agranulocitose, trombocitopenia, leucopenia, choque e reação anafilática, dispneia, hipersensibilidade, edema angioneurótico, urticária, exantema, choque, broncoespasmo (especialmente em pacientes com asma brônquica e alergia), aumento de transaminases, retenção urinária.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Precauções

Não use outro produto que contenha Paracetamol
Para evitar a superdosagem, assegure-se de que não esteja usando nenhum outro que contenha paracetamol, um dos componentes ativos de BUSCODUO.
BUSCODUO deve ser usado com cuidado nos casos de deficiência da glicose- 6-fosfato-desidrogenase; disfunção renal; disfunção hepática, por exemplo, por abuso de álcool e hepatite; na síndrome de Gilbert e; insuficiência hepatocelular (Child-Pugh < 9). Cuidados especiais devem ser tomados em pacientes suscetíveis a obstrução renal ou intestinal, ou inclinados a taquicardia.
Nesses casos, BUSCODUO somente deverá ser administrado sob supervisão médica e, se necessário, em dose reduzida ou em intervalos prolongados entre as administrações individuais.
O hemograma e as funções renal e hepática devem ser monitoradas após uso prolongado.
O uso extensivo de analgésicos, especialmente em doses elevadas, pode induzir cefaleias que não devem ser tratadas com doses maiores da medicação.
Reações agudas e graves de hipersensibilidade (por exemplo, choque anafilático) são observadas muito raramente. O tratamento deve ser cessado ao primeiro sinal de reação de hipersensibilidade após a administração de BUSCODUO.
Pode haver lesão hepática se a dose recomendada for excedida.
A interrupção abrupta de analgésicos após uso prolongado em altas doses pode induzir sintomas de abstinência (por exemplo, cefaleia, cansaço, nervosismo) que tipicamente se resolvem dentro de alguns dias. Nova tomada de analgésicos deve depender de orientação médica, e de desaparecimento dos sintomas de abstinência.
BUSCODUO não deve ser utilizado por mais do que 3 dias, a menos que por orientação médica. Caso a dor persista ou piore, ou se surgirem novos sintomas, ou caso se apresentem rubor ou edema, o médico deve ser consultado, pois estes podem ser sinais de uma condição grave.
Por causa do potencial risco de complicações anticolinérgicas, deve haver cautela em pacientes propensos a glaucoma de ângulo fechado e suscetíveis à obstrução renal ou intestinal, ou inclinados a taquicardia.
Nesses casos, BUSCODUO somente deverá ser administrado sob supervisão médica e, se necessário, em dose reduzida ou em intervalos prolongados entre as administrações individuais.
Os comprimidos revestidos não são apropriados para crianças menores de 10 anos de idade.
Os pacientes não devem dirigir ou operar máquinas após a administração de BUSCODUO, porque pode haver um prejuízo da visão (visão turva, dificuldade de acomodação).
Deve-se evitar o uso concomitante com o álcool.
Gravidez e Lactação
Não há dados adequados sobre o uso de BUSCODUO durante a gravidez.
Ampla experiência clínica com as substâncias isoladas não demonstrou qualquer risco.
Estudos pré-clínicos realizados em coelhos e em ratos não mostraram efeitos embriotóxicos ou teratogênicos após o uso de butilbrometo de escopolamina. Portanto, devem-se observar as precauções habituais a respeito do uso de medicamentos na gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre. Dados prospectivos de superdose de paracetamol durante a gravidez não mostraram aumento dos riscos de malformações. Estudos de reprodução para investigar o uso oral não mostraram sinais sugestivos de malformações ou toxicidade para o feto. Sob condições normais de uso, o paracetamol pode ser utilizado durante a gravidez após revisão cuidadosa da razão risco - benefício.
Durante a gravidez, o paracetamol não deve ser tomado por períodos prolongados, em altas doses, ou em combinação com outros medicamentos, e sua segurança não foi confirmada nestes casos. Portanto, BUSCODUO não é recomendado durante a gravidez.
BUSCODUO está classificado na categoria de risco C na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.
Ainda não foi estabelecida a segurança do uso do butilbrometo de escopolamina durante o período de lactação. Entretanto, não foram relatados efeitos adversos para o recém-nascido. O paracetamol é liberado no leite materno, mas não parece afetar o lactente quando se usam doses terapêuticas.

Resultados de eficácia

Em estudo da eficácia de butilbrometo de escopolamina associada a paracetamol para o alívio da dor e desconforto abdominal da Síndrome do intestino irritável, a avaliação da melhora dos sintomas pelo médico ocorreu em 81 % dos pacientes (num total de 137) pacientes em comparação com 64 % dos pacientes do grupo placebo (em um total de 142 pacientes que foram avaliados neste grupo do estudo). Esta diferença foi estatisticamente significante (p < 0.0001).
Schäfer E, Ewe K Behandlung der Colon irritable Fortschr Méd 1990; 108: 488-492.

Interação com outros medicamentos

Doses normalmente inofensivas de paracetamol podem causar lesões hepáticas se administradas concomitantemente com indutores enzimáticos, tais como alguns hipnóticos e antiepilépticos (por exemplo glutetimida, fenobarbital, fenitoína e carbamazepina), bem como a rifampicina. O mesmo se aplica ao abuso de substâncias potencialmente hepatotóxicas e de álcool.
A combinação com cloranfenicol pode prolongar a meia-vida do mesmo, podendo ocasionar um aumento de toxicidade. A relevância clínica das interações entre paracetamol e varfarina, assim como com derivados cumarínicos, ainda não pôde ser avaliada. Portanto, o uso prolongado de paracetamol em pacientes sob tratamento com anticoagulantes orais somente é aconselhável sob supervisão médica.
O uso concomitante de paracetamol e zidovudina (AZT ou retrovir), aumenta a tendência de redução de leucócitos (neutropenia). Portanto, BUSCODUO somente deve ser administrado com zidovudina sob orientação médica.
A ingestão de probenecida inibe a ligação do paracetamol ao ácido glicurônico, assim reduzindo a depuração de paracetamol aproximadamente por um fator 2. A dose de paracetamol deve, portanto, ser reduzida durante a administração concomitante de probenecida.
A colestiramina reduz a absorção de paracetamol.
A ingestão de paracetamol pode ter um impacto nas determinações laboratoriais de ácido úrico com ácido fosfotúngstico e de glicose por glicose oxidase-peroxidase.
Os efeitos anticolinérgicos de drogas como antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, quinidina, amantadina e disopiramida e outros anticolinérgicos (como o tiotrópio, ipratrópio) podem ser intensificados por BUSCODUO.
O tratamento concomitante com agonistas dopaminérgicos como metoclopramida pode resultar em diminuição dos efeitos de ambas as medicações no trato gastrintestinal.
Os efeitos taquicárdicos de agentes beta-adrenérgicos podem ser acentuados pelo uso de BUSCODUO.
Quando o esvaziamento gástrico está mais lento, como quando se usa propantelina, a taxa de absorção de paracetamol pode estar reduzida e consequentemente sua ação ser retardada. A aceleração do esvaziamento gástrico, por exemplo, pelo uso de metoclopramida, leva a um aumento da taxa de absorção de paracetamol.

Cuidado de armazenamento

Mantenha em temperatura ambiente (15 °C a 30 °C). Protegido da luz e umidade.
O prazo de validade do produto é de 24 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original
.
Os comprimidos revestidos são redondos, levemente arredondado, oblongos, de cor branca e odor quase imperceptível.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Superdose

Em razão da superdose de paracetamol, pessoas idosas, crianças pequenas, pacientes com problemas hepáticos, com consumo crônico de álcool ou desnutrição crônica, assim como pacientes com coadministração de medicações indutoras enzimáticas, possuem um maior risco de intoxicação, inclusive com óbito.
Sintomas
butilbrometo de escopolamina
Não se observaram sintomas graves de intoxicação por superdose aguda de butilbrometo de escopolamina no homem. No caso de uma superdose foram observados sintomas relativos a efeitos anticolinérgicos como retenção urinária, sensação de boca seca, pele avermelhada, taquicardia, inibição da motilidade gastrintestinal e distúrbios visuais transitórios.
paracetamol
A ingestão de altas doses de paracetamol pode causar sintomas de toxicidade com um período de latência de 24-48 horas. Pode desenvolver-se uma disfunção hepática devido à necrose das células hepáticas, e pode ocorrer também coma hepático, podendo ser fatal.
Independentemente dessas ocorrências, descreveram-se lesões renais devidas à necrose dos túbulos. Os sintomas de intoxicação por paracetamol desenvolvem-se em várias etapas. A primeira delas, primeiro dia, consiste em sintomas como náuseas, vômitos, sudorese, sonolência e uma sensação geral de mal-estar. Após uma melhora temporária subjetiva, ocorre no 3° ou 4° dia um aumento considerável nos valores de transaminase, icterícia, desordens na coagulação, hipoglicemia e risco de coma hepático.
Uma única dose de paracetamol de aproximadamente 6 g ou mais em adultos ou 140 mg/kg em crianças causa necrose hepatocelular. Isto pode levar a uma necrose completa e irreversível e subsequentemente a insuficiência hepatocelular, acidose metabólica e encefalopatia, que por sua vez progride para coma e óbito. Foram observadas elevações concomitantes das transaminases hepáticas (AST, ALT), da desidrogenase láctica e da bilirrubina, e aumento do tempo de protrombina, com ocorrência 12-48 horas após a ingestão. Os sintomas clínicos de dano hepático aparecem normalmente após 2 dias, e atingem seu máximo após 4-6 dias.
Insuficiência renal aguda com necrose tubular pode se desenvolver mesmo na ausência de lesão hepática.
Outros sintomas não hepáticos como anormalidades miocárdicas e pancreatite também foram descritas em pacientes com superdose de paracetamol.
Tratamento
No caso de superdose oral, promover lavagem gástrica com carvão medicinal, dentro de 6 horas.
butilbrometo de escopolamina
Caso necessário, devem ser administradas drogas parassimpaticomiméticas com, por exemplo, neostigmina 0,5-2,5 mg IM ou IV. Deve ser solicitada orientação oftalmológica urgente em caso de glaucoma, deve-se administrar pilocarpina local. As complicações cardiovasculares devem ser tratadas segundo princípios terapêuticos usuais. Em caso de paralisia respiratória, devem ser considerados intubação e respiração artificial. Pode ser necessária cateterização na retenção urinária. Além disto, devem ser utilizadas medidas apropriadas de suporte conforme necessário.
paracetamol
O metabólito citotóxico do paracetamol pode ser fixado com doadores do grupo SH administrados por via IV, tais como acetilcisteína, se possível nas primeiras 8 a 12 horas após a intoxicação.
Embora a N-acetilcisteína seja mais eficaz se iniciada neste período, também pode oferecer algum grau de proteção se administrada após 48 horas da ingestão; neste caso, pode ser usada por mais tempo. A concentração plasmática de paracetamol pode ser diminuída por diálise. Recomenda-se a determinação da concentração plasmática de paracetamol. Outras medidas dependerão da gravidade, natureza e evolução dos sintomas clínicos da intoxicação por paracetamol e devem seguir os protocolos de terapia intensiva.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais

MS-1.0367.0096
Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica.
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 24/08/2010.

Indicado para o tratamento de:

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