PRADAXA

2516 | Laboratório BOEHRINGER

Descrição

Ação Terapêutica: Antitrombóticos

Composição

Cada cápsula de 75 mg contém 75 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 86,48 mg de mesilato de etexilato de dabigatrana. Cada cápsula de 110 mg contém 110 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 126,83 mg de mesilato de etexilato de dabigatrana. Excipientes: ácido tartárico, acácia, hipromelose, dimeticona, talco, hiprolose. Componentes da cápsula: carragenina, cloreto de potássio, dióxido de titânio, corante amarelo crepúsculo, corante indigotina, hipromelose, água purificada.

Apresentação

Cápsulas: embalagens com 10 e 30 cápsulas.
USO ORAL.
USO ADULTO.

Indicações

Prevenção de eventos tromboembólicos venosos em pacientes submetidos à cirurgia eletiva de artroplastia total de quadril ou joelho.

Dosagem

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
O etexilato de dabigatrana deve ser administrado por via oral com água, com ou sem alimentos.
Armazenar o produto na embalagem original para proteger da umidade.
POSOLOGIA
Adultos:
Prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho:
o tratamento com etexilato de dabigatrana deve ser iniciado por via oral dentro de 1-4 horas do término da cirurgia com uma única cápsula (110 mg) e continuar com 2 cápsulas uma vez ao dia por um total de 10 dias. Caso a hemostasia não esteja assegurada, o início do tratamento pode ser retardado. Se o tratamento não for iniciado no dia da cirurgia, o mesmo deve ser iniciado com 2 cápsulas uma vez ao dia.
Prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do quadril:o tratamento com etexilato de dabigatrana deve ser iniciado por via oral dentro de 1-4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula (110 mg) e continuar com 2 cápsulas uma vez ao dia por um total de 28 a 35 dias. Caso a hemostasia não esteja assegurada, o início do tratamento pode ser retardado. Se o tratamento não for iniciado no dia da cirurgia, o mesmo deve ser iniciado com 2 cápsulas uma vez ao dia.
Insuficiência renal:após aplicação i.v., 85% da dose de dabigatrana no plasma é depurado pelos rins. Pacientes com insuficiência renal moderada (ClCR30-50 ml/min) parecem ter maior risco de sangramento. Em pacientes com insuficiência renal moderada a posologia deve ser reduzida para 150 mg de etexilato de dabigatrana ao dia. O clearancede creatinina pode ser estimado a partir da fórmula de Cockroft-Gault a seguir:
Clearancede creatinina (ml/min) =
Homens: (140-idade(anos)) x peso (kg) 72 x creatinina sérica (mg/100ml)
Mulheres: 0,85 x (140-idade (anos)) x peso (kg) 72 x creatinina sérica (mg/100ml)
Não há dados que apóiem o uso em pacientes com comprometimento grave do clearancede creatinina ( < 30 ml/min); não é recomendado o tratamento com etexilato de dabigatrana nesta população. A dabigatrana pode ser dialisada; em estudos clínicos não há experiência clínica para demonstrar a utilidade desta abordagem.
Idosos:a experiência clínica em pacientes idosos ( >75 anos) é limitada. Estes pacientes devem ser tratados com precaução. A dose recomendada é de 150 mg uma vez ao dia (2 cápsulas de 75 mg).
Peso:a modelagem de farmacocinética populacional mostra que pacientes com peso corpóreo de 120 kg têm cerca de 20% de redução na exposição à droga, e que pacientes com peso corpóreo de 48 kg têm 25% mais exposição à droga em comparação a pacientes com peso corpóreo médio (BISTRO II). Visto que não ocorreram diferenças em termos de eficácia e taxas de sangramento, não é necessário ajuste da dose, porém é recomendado monitoramento clínico cuidadoso.
Mudança do tratamento com etexilato de dabigatrana para anticoagulante parenteral:aguardar 24 horas após a última dose antes de mudar de etexilato de dabigatrana para anticoagulação parenteral.
Mudança de anticoagulantes parenterais para tratamento com etexilato de dabigatrana:não há dados disponíveis, portanto não se recomenda iniciar a administração de etexilato de dabigatrana antes do horário da próxima dose do anticoagulante parenteral.
Uso concomitante com amiodarona ou verapamil:a dose de etexilato de dabigatrana deve ser reduzida para 150 mg ao dia nos pacientes que administraram etexilato de dabigatrana e amiodarona ou verapamil concomitantemente.

Contra-indicações

- Hipersensibilidade conhecida à dabigatrana ou ao etexilato de dabigatrana ou a um dos excipientes do produto
- Pacientes com insuficiência renal grave (ClCR< 30 ml/min)
Manifestações hemorrágicas, pacientes com diáteses hemorrágicas, ou pacientes com comprometimento espontâneo ou farmacológico da hemostasia
- Lesão de órgãos em risco de sangramento significante, inclusive acidente vascular cerebral hemorrágico nos últimos 6 meses
- Pacientes com cateter implantado na medula ou epidural e durante as primeiras horas após sua remoção. Consultar advertências especiais e precauções
- Pacientes com insuficiência hepática ou doença hepática que possa ter algum impacto na sobrevida
- Tratamento concomitante com quinidina

Reações Adversas

No total 10596 pacientes foram tratados em 5 estudos controlados de prevenção de TEV, tendo tomado no mínimo uma dose da medicação. Destes, 5674 foram tratados com 150 ou 220 mg de etexilato de dabigatrana ao dia, enquanto 522 receberam doses menores que 150 mg ao dia e 1168 receberam doses superiores a 220 mg ao dia.
As reações adversas que podem ser atribuídas à dabigatrana com razoável certeza, e que ocorreram com freqüência similar com enoxaparina, são sangramento ou sinais de sangramento, como por exemplo, anemia e secreção em ferida. A definição de eventos importantes de sangramento (EIS) seguiram os critérios do ISTH (International Society on Thrombosis and Haemostasis) e as diretrizes do EMEA. De acordo com o sistema de código MedDRA, os eventos de sangramento estão distribuídos ao longo de várias Classes de Sistema Corpóreo (SOC), portanto, uma descrição resumida dos sangramentos (importante e qualquer) é dada na tabela 1 abaixo.
Apesar da rara frequência nos estudos clínicos, sagramentos importantes ou graves podem ocorrer, e independentemente da sua localização, podem levar à incapacitação, risco de vida ou mesmo desfecho fatal.
A Tabela 1 a seguir apresenta os números (%) de pacientes que apresentaram eventos de sangramento no período de tratamento dos estudos de prevenção de TEV, de acordo com a dose.

As taxas gerais de sangramento foram similares entre os grupos tratados e sem diferença significativa.
As reações adversas, classificadas por Classe de Sistema Corpóreo (SOC), relatadas por quaisquer grupos de tratamento de todos os estudos controlados de prevenção de TEV, são apresentadas na lista abaixo.
Reações adversas incomuns ( >1:1000 < 1:100)
Distúrbios do sistema hematológico e linfático:anemia
Distúrbios vasculares:hematoma, lesão hemorrágica
Distúrbios do sistema respiratório, torácico e mediastinal:epistaxe
Distúrbios Gastrintestinais:hemorragias gastrintestinal, retal e hemorroidária
Distúrbios hepatobiliares:função hepática anormal
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:hemorragia (hematoma) de pele
Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conjuntivo e ósseo:hemartrose
Distúrbios renal e urinário:hematúria
Distúrbios gerais e condições do local de administração:secreção sanguinolenta
Lesões, envenenamento e complicações de procedimentos:secreção em ferida, hematoma pós-procedimento, hemorragia pós-procedimento, anemia pós-operatória, hematoma traumático, secreção pós-procedimento
Procedimentos clínicos e cirúrgicos:drenagem de ferida
Reações adversas raras ( >1:10000 < 1:1000)
Distúrbios do sistema hematológico e linfático:trombocitopenia
Distúrbios vasculares:hemorragia
Distúrbios hepatobiliares:função hepática anormal
Distúrbios gerais e condições do local de administração:hemorragia no local da injeção, hemorragia no local do cateter
Lesões, envenenamento e complicações de procedimentos:hemorragia no local da incisão
Procedimentos clínicos e cirúrgicos:drenagem pós-procedimento
As incidências das reações adversas observadas com o etexilato de dabigatrana ocorreram na mesma extensão da enoxaparina.
Somente para a concentração de 150 mg: as freqüências de reações adversas medicamentosas apresentadas são de todos os pacientes e não só de pacientes com insuficiência renal.
Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização,efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Precauções

Risco hemorrágico:os tratamentos a seguir não devem ser administrados concomitantemente com etexilato de dabigatrana: heparinas não fracionadas e derivados da heparina, heparinas de baixo peso molecular, fondaparinux, desirudina, agentes trombolíticos, antagonistas do receptor GPIIb/IIIa, clopidogrel, ticlopidina, dextrano, sulfimpirazona e antagonistas da vitamina K. Deve ser notado que a heparina não fracionada pode ser administrada em doses necessárias para manter a permeabilidade de um cateter central venoso ou arterial. Foi demonstrado que doses de ácido acetilsalicílico de 75 a 325 mg aumentam o risco de sangramento quando administrados concomitantemente com etexilato de dabigatrana nas doses acima das recomendadas para prevenção de TEV. Na dose recomendada de etexilato de dabigatrana não há evidências de risco de sangramento excessivo atribuível à dabigatrana em pacientes recebendo baixas doses de ácido acetilsalicílico para prevenção de eventos cardiovasculares. No entanto as informações são limitadas e a co-administração de baixas doses de ácido acetilsalicílico e etexilato de dabigatrana deve ser acompanhada de observação clínica quanto a sangramentos.
É necessária observação estrita (em busca de sinais de sangramento ou anemia) nas seguintes situações que podem aumentar os riscos de hemorragia:
- Biópsia ou traumatismo extenso recentes
- Pacientes recebendo tratamentos com possibilidade de aumentar o risco hemorrágico. A associação de etexilato de dabigatrana com tratamentos que agem na hemostasia ou coagulação pode aumentar o risco hemorrágico (ver Interações Medicamentosas)
- Foi demonstrado que o uso de antiinflamatórios não esteróides (AINEs) administrados por curto prazo para analgesia peri-operatória não se associa com aumento do risco de sangramento quando administrados em conjunto com etexilato de dabigatrana. As evidências são limitadas com o uso regular de medicação antiinflamatória não esteróide com meia-vida menor do que 12 horas durante o tratamento com etexilato de dabigatrana, mas estas não sugerem risco adicional de sangramento
- A administração oral conjunta de um forte inibidor da P-gp (por exemplo, verapamil) e etexilato de dabigatrana pode elevar a concentração plasmática de dabigatrana, resultando em um maior risco de sangramento. Deve-se evitar iniciar tratamento com verapamil após cirurgia ortopédica de grande porte em pacientes que já são tratados com etexilato de dabigatrana. O início simultâneo do tratamento com etexilato de dabigatrana e verapamil também deve ser evitado
- Endocardite bacteriana
Anestesia raquidiana/anestesia epidural/punção lombar:o risco de hematoma raquidiano ou epidural pode estar aumentado em casos de punção traumática ou repetida ou pelo uso prolongado de cateteres epidurais pós-operatórios. Após a remoção de um cateter, deve ser observado um intervalo de pelo menos 1 hora antes da administração da primeira dose de etexilato de dabigatrana. Estes pacientes demandam observação freqüente com relação a sinais e sintomas neurológicos.
O produto contém o corante amarelo crepúsculo, que pode causar reações alérgicas.
Gravidez e lactação
Gravidez
Não há disponibilidade de dados em gestantes expostas. O risco potencial para humanos é desconhecido. Os estudos de reprodução em animais não mostraram qualquer efeito adverso na fertilidade ou desenvolvimento pós-natal dos neonatos. Mulheres com potencial reprodutivo devem evitar a gravidez durante o tratamento com etexilato de dabigatrana, ou em caso de estarem grávidas, não devem ser tratadas com etexilato de dabigatrana a menos que o benefício esperado supere os riscos.
Lactação
Não há dados clínicos disponíveis. Como precaução, o aleitamento deve ser interrompido.
O etexilato de dabigatrana está classificado na categoria de risco B na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas
Não foi investigado o efeito do etexilato de dabigatrana na capacidade de dirigir e operar máquinas.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Idosos:
a experiência clínica em pacientes idosos ( >75 anos) é limitada. Estes pacientes devem ser tratados com precaução. Os estudos farmacocinéticos em sujeitos mais idosos demonstraram um aumento da exposição à droga nos pacientes com declínio da função renal relacionado à idade.
Crianças: o etexilato de dabigatrana não foi investigado em pacientes < 18 anos de idade. Não é recomendado o tratamento com etexilato de dabigatrana em crianças.
Insuficiência hepática:foram excluídos dos estudos clínicos os pacientes portadores de insuficiência hepática moderada e grave (classificação B e C de Child-Pugh) ou com doença hepática com expectativa de ter um impacto na sobrevida ou com elevação de enzimas hepáticas >2 LSN. Portanto, o uso de etexilato de dabigatrana não é recomendado nesta população.
Insuficiência renal:os estudos farmacocinéticos demonstraram um aumento da exposição à medicação em pacientes com redução da função renal, incluindo o declínio da função renal relacionado à idade. Recomenda-se a redução da dose para 150 mg ao dia para pacientes com comprometimento renal moderado (30-50 ml/min). O etexilato de dabigatrana é contra-indicado em casos de insuficiência renal grave (CLCR< 30 ml/min).
O uso de etexilato de dabigatrana deve ser descontinuado em pacientes que desenvolverem insuficiência renal aguda.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos em profilaxia de TEV após cirurgia de artroplastia de grande porte:
Em dois grandes estudos randomizados, em grupos paralelos, duplo-cegos, confirmatórios de dose, pacientes submetidos à cirurgia eletiva ortopédica de grande porte (um para cirurgia de artroplastia total de joelho e um de artroplastia total do quadril) receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana dentro de 1-4 horas da cirurgia, seguidos por 150 ou 220 mg ao dia a partir de então, tendo sido garantida a hemostasia, ou enoxaparina 40 mg no dia anterior à cirurgia e a partir de então diariamente.
No estudo RE-MODEL (artroplastia do joelho) o tratamento foi por 6-10 dias e no estudo RE-NOVATE (artroplastia de quadril) por 28-35 dias. Foram tratados no total, 2076 pacientes (joelho) e 3494 (quadril) respectivamente.
Os resultados do estudo em joelho (RE-MODEL) com relação ao parâmetro primário, tromboembolismo venoso (TEV) inclusive sintomático, mais mortalidade por todas as causas mostrou que o efeito antitrombótico de ambas as doses de etexilato de dabigatrana foram estatisticamente não inferiores ao da enoxaparina.
Semelhantemente, TEV totais, inclusive assintomáticos, e mortalidade por todas as causas constituíram o parâmetro para o estudo em quadril (RE-NOVATE). Novamente o etexilato de dabigatrana em ambas as doses diárias foi estatisticamente não inferior à enoxaparina 40 mg ao dia.
Além disso, em um terceiro estudo randomizado, grupo paralelo, duplo-cego (RE-MOBILIZE), pacientes submetidos à cirurgia eletiva total do joelho receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana 6-12 horas após a cirurgia, seguido de 150 mg e 220 mg diários. A duração do tratamento foi de 12 a 15 dias. No total, 2615 pacientes foram randomizados e 2596 foram tratados. A dosagem do comparador enoxaparina foi de 30 mg duas vezes ao dia de acordo com a bula norte americana. No estudo RE-MOBILIZE não foi estabelecida a não-inferioridade. Não houve diferenças estatísticas no sangramento entre os comparadores.
Outro estudo randomizado, de fase II, grupo paralelo, duplo-cego, controlado por placebo, avaliou pacientes japoneses, onde foram administrados 110 mg, 150 mg e 220 mg de etexilato de dabigatrana no dia seguinte após a cirurgia eletiva de substituição total da articulação do joelho. O estudo japonês mostrou uma clara relação dose-resposta para a eficácia de etexilato de dabigatrana e um perfil de sangramento típico do placebo.
Nos estudos RE-MODEL e RENOVATE, a randomização foi pré-operatória e no RE-MOBILIZE e no estudo japonês controlado por placebo, foi pós-operatória. Isto deve ser considerado especialmente na avaliação da segurança destes estudos. Por este motivo, os estudos estão agrupados na Tabela 1 (vide Reações Adversas) conforme a randomização, antes e após a cirurgia.
Os dados para o parâmetro de TEV importante e mortalidade relacionada ao TEV e sangramentos considerados importantes são apresentados na Tabela 2 abaixo.

Interação com outros medicamentos

O uso concomitante de etexilato de dabigatrana com tratamentos que agem na hemostasia ou coagulação, inclusive com antagonistas da vitamina K, pode aumentar acentuadamente o risco de sangramento. Consultar precauções especiais e advertências.
O etexilato de dabigatrana e a dabigatrana não são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 e não têm efeitos in vitronas enzimas humanas do citocromo P450. Portanto não se esperam interações medicamentosas relacionadas com uso de etexilato de dabigatrana e dabigatrana.
- amiodarona: quando o etexilato de dabigatrana foi co-administrado com uma dose oral única de 600 mg de amiodarona, a extensão e taxa de absorção de amiodarona e seu metabólito ativo DEA permaneceram essencialmente inalteradas. A AUC e Cmaxde dabigatrana aumentaram respectivamente em cerca de 60% e 50%.
- verapamil: quando etexilato de dabigatrana foi co-administrado com verapamil oral, a Cmaxe AUC da dabigatrana foram aumentadas dependendo do momento da administração e da formulação da verapamil. A maior elevação da exposição à dabigatrana foi observada com a primeira dose de uma formulação de liberação imediata de verapamil administrada uma hora antes da ingestão do etexilato de dabigatrana (aumento de Cmaxem cerca de 180% e AUC em cerca de 150%). O efeito foi progressivamente diminuído com a administração de uma formulação de liberação prolongada (aumento de Cmaxem cerca de 90% e AUC em cerca de 70%) ou administração de doses múltiplas de verapamil (aumento de Cmaxem cerca de 60% e AUC em cerca de 50%). Isto pode ser explicado pela indução da P-gp no intestino com o uso crônico de verapamil. Não houve interação significativa observada quando verapamil foi administrado 2 horas após o etexilato de dabigatrana (aumento da Cmaxem cerca de 10% e AUC em cerca de 20%), o que é explicado pela completa absorção da dabigatrana após 2 horas (vide item Posologia). Não há dados disponíveis para a aplicação parenteral de verapamil; com base no mecanismo de interação, não se espera nenhuma interação significativa.
- claritromicina: nenhuma interação farmacocinética clinicamente relevante foi observada quando se administrou 500 mg de claritromicina 2 vezes ao dia junto com etexilato de dabigatrana (aumento da Cmaxem cerca de 19% e AUC em cerca de 15%).
- atorvastatina:quando se co-administrou etexilato de dabigatrana com atorvastatina, a exposição à atorvastatina, metabólitos de atorvastatina e à dabigatrana permaneceram inalterados, indicando ausência de interação.
- diclofenaco:quando se co-administrou etexilato de dabigatrana com diclofenaco, a farmacocinética de ambas as drogas permaneceu inalterada, indicando ausência de interação entre as mesmas. A administração concomitante de AINEs por curto prazo para analgesia peri-operatória não se associou com aumento do risco de sangramento. A experiência é limitada com relação à segurança de etexilato de dabigatrana quando associado ao tratamento prolongado ou regular com AINEs, assim recomenda-se observação quanto a sinais de sangramento (consultar Precauções e Advertências).
- digoxina:quando se administrou concomitantemente etexilato de dabigatrana e digoxina, não se observou qualquer interação farmacocinética.
- pantoprazol:quando se administrou concomitantemente etexilato de dabigatrana e pantoprazol, foi observada uma diminuição na AUC de concentração x tempo de aproximadamente 30%. Quando se administrou concomitantemente pantoprazol e outros inibidores da bomba de prótons com etexilato de dabigatrana em estudos clínicos, não se observaram efeitos sobre o sangramento ou eficácia.
- ranitidina:a administração de ranitidina juntamente com etexilato de dabigatrana não teve qualquer efeito relevante na extensão da absorção de dabigatrana.

Cuidado de armazenamento

Manter o medicamento em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Armazenar na embalagem original para proteger da umidade.

Superdose

Não existe um antídoto para o etexilato de dabigatrana ou dabigatrana. Doses de etexilato de dabigatrana superiores às recomendadas expõem o paciente a maior risco de sangramento. Na eventualidade de complicações hemorrágicas, o tratamento deve ser descontinuado e a origem do sangramento investigada. Visto que a dabigatrana é excretada predominantemente por via renal, deve ser mantida diurese adequada. Deve ser considerado o início de tratamento adequado, isto é, hemostasia cirúrgica ou transfusão de plasma fresco congelado.
A dabigatrana pode ser dialisada; nos estudos clínicos não há experiência clínica que demonstre a utilidade desta abordagem.

Dizeres legais

MS-1.0367.0160
Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
Venda sob prescrição médica.

Indicado para o tratamento de:

Publicidade

iVademecum © 2016 - 2019.

Politica de Privacidade
Disponible en Google Play