FOLINATO DE CÁLCIO

3716 | Laboratório EUROFARMA

Descrição

Princípio ativo: Cálcio,
Ação Terapêutica: Antianêmicos

Composição

Cada mL de solução injetável contém: folinato de cálcio 10,80 mg*,excipientes qsp 1 mL. Excipientes: cloreto de sódio, hidróxido de sódio, água para injeção. *Cada 10,80 mg de folinato de cálcio equivalem a 10,0 mg de ácido folínico.

Apresentação

Folinato de cálcio solução injetável 10 mg/mL. Embalagem com 10 frascos-ampola de 30 mL.
INTRAMUSCULAR OU INTRAVENOSO
Solução injetável
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Indicações

O folinato de cálcio é indicado para reduzir a toxicidade e como antídoto após terapia com antagonistas do ácido fólico, como o metotrexato (resgate com ácido folínico, "rescue"); em casos de eliminação diminuída do metotrexato e na superdosagem acidental de antagonistas do ácido fólico.
O folinato de cálcio é também indicado no tratamento da anemia megaloblástica devido à deficiência de folatos, quando a terapia oral não é adequada.
O folinato de cálcio pode também ser utilizado em terapia combinada com 5-fluoruracila (5-FU) para aumentar a eficácia desse fármaco no tratamento paliativo de pacientes portadores de carcinoma colorretal avançado.

Dosagem

O folinato de cálcio pode ser administrado por via intravenosa ou intramuscular. O folinato de cálcio não deve ser administrado por via intratecal (fatal). No caso de via intravenosa, não se deve administrar mais que 160 mg de folinato de cálcio por minuto, devido ao conteúdo de cálcio da solução.
Quando for necessária a infusão intravenosa, o folinato de cálcio deve ser diluído em glicose 5% ou cloreto de sódio 0,9%, ambos em água para injetáveis. As soluções resultantes diluídas de folinato de cálcio em glicose 5% ou cloreto de sódio 0,9% são estáveis por 24 horas quando armazenadas entre 2-8°C. Para evitar risco de contaminação microbiana, a infusão deve ser iniciada logo após a preparação. Soluções reconstituídas para administração parenteral devem ser inspecionadas visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração desde que o recipiente assim o permita. Não utilize as soluções se elas estiverem turvas ou contiverem partículas em suspensão.
"Resgate" com ácido folínico após terapia com alta dose de metotrexato
Os esquemas posológicos com o ácido folínico variam de acordo com a dose de metotrexato administrada e se a eliminação de metotrexato está prejudicada.
Considerando-se uma dose de metotrexato de 12-15 g/m2, administrada por infusão intravenosa em 4 horas, o ácido folínico deve ser utilizado na dose de 15 mg (aproximadamente 10 mg/m2) a cada 6 horas, num total de 10 doses. A terapia de resgate geralmente se inicia 24 horas após o início da administração do metotrexato. Os níveis séricos de creatinina e metotrexato devem ser determinados pelo menos uma vez ao dia e ajustada a dose de ácido folínico.
Pacientes que apresentam eliminação diminuída inicial do metotrexato são susceptíveis ao desenvolvimento de insuficiência renal reversível. Esses pacientes também requerem contínua hidratação e alcalinização urinária, bem como monitorização cuidadosa de seu equilíbrio hídrico e eletrolítico até que os níveis de metotrexato caiam abaixo de 0,05 micromolar e a insuficiência renal tenha sido solucionada. Após a administração de metotrexato, alguns pacientes podem apresentar anormalidades significativas na sua eliminação ou na função renal. Essas anormalidades podem ou não estar associadas com significativa toxicidade clínica. No caso de se observar toxicidade clínica significativa, o uso do ácido folínico como "resgate" deve continuar por um período adicional de 24 horas (total de 14 doses em 84 horas), nos ciclos terapêuticos subseqüentes. Caso sejam observados anormalidades laboratoriais ou sinais clínicos de toxicidade, deve-se reavaliar a possibilidade de que o paciente esteja recebendo outros medicamentos que interajam com o metotrexato.

Contra-indicações

O folinato de cálcio é contraindicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade ao folinato de cálcio ou a qualquer componente da fórmula. O folinato de cálcio não deve ser utilizado no tratamento de anemia perniciosa ou outras anemias megaloblásticas secundárias à deficiência de vitamina B12. Pode ocorrer remissão hematológica, enquanto continuam a progredir as manifestações neurológicas.

Reações Adversas

São raras as reações adversas associadas ao ácido folínico, embora tenha sido relatada pirexia após administração parenteral, bem como sensibilização alérgica, incluindo reações anafilactóides e urticária, após administração parenteral ou oral. Relataram-se náuseas e vômitos com o uso de doses muito altas de ácido folínico. Em terapia combinada com fluoruracila, a toxicidade desse é aumentada pelo ácido folínico. As manifestações mais comuns são estomatite, diarréia e leucopenia, que podem ser doselimitantes. Em pacientes com diarréia, pode ocorrer uma rápida deterioração clínica que pode levar a óbito.

Precauções

O folinato de cálcio apenas deve ser utilizado com antagonistas do ácido fólico (como metotrexato) ou com fluoropirimidinas (como a fluoruracila) sob a supervisão de médicos experientes em quimioterapia antineoplásica.
O folinato de cálcio não deve ser administrado simultaneamente com um antagonista do ácido fólico (como o metotrexato), a fim de se reduzir ou evitar a toxicidade clínica; além disso, o efeito terapêutico do antagonista pode ser anulado. A eficácia do folinato de cálcio em antagonizar a toxicidade induzida por superdosagem acidental de metotrexato diminui à medida em que aumenta o período de tempo entre a administração desses dois fármacos. Portanto, o folinato de cálcio deve ser administrado o mais rapidamente possível após o metotrexato. A dose ótima e a duração do tratamento com folinato de cálcio devem ser determinadas através da monitoração dos níveis séricos de metotrexato. No caso de situações que levem a uma eliminação diminuída de metotrexato, o tratamento com folinato de cálcio deve ser prolongado, ou as doses aumentadas. O ácido folínico aumenta a toxicidade do 5-fluoruracila (vide "Interações Medicamentosas"). Convulsões e/ou síncope têm sido reportadas raramente em pacientes recebendo folinato de cálcio, usualmente em associação com fluoropirimidina e mais comumente com metástases no Sistema Nervoso Central.
Após a terapia com antagonistas do ácido fólico, é preferível a administração parenteral de ácido folínico à via oral, se existir a possibilidade de que o paciente vomite e não absorva o fármaco.
O folinato de cálcio não tem efeito sobre a toxicidade não hematológica do metotrexato, tal como a nefrotoxicidade resultante da ação ou da precipitação do fármaco ou seus metabólitos nos rins.
Recomendam-se cuidados especiais quando do tratamento de carcinoma colorretal em pacientes idosos ou debilitados, pois esses pacientes podem ter um risco aumentado de toxicidade grave. Pacientes tratados em conjunto com o folinato de cálcio e fluoruracila (5-FU) devem fazer hemograma completo com contagem diferencial de leucócitos e plaquetas antes de cada tratamento. Durante os dois primeiros ciclos de administração, o hemograma completo com contagem diferencial de leucócitos e plaquetas deve ser repetido semanalmente e, em seguida, uma vez a cada ciclo, para se prevenir que a contagem de leucócitos caia a um nível extremamente baixo. Testes de função hepática e eletrólitos devem ser realizados antes de cada tratamento para os primeiros três ciclos e, em seguida, imediatamente antes de cada ciclo. As doses de 5-FU devem ser modificadas da seguinte maneira, com base nos sinais de toxicidade grave: com quadro de diarréia e/ou estomatite moderada, nível mínimo de 1.000-1.900 leucócitos/mm3 e nível mínimo de 25.000-75.000 plaquetas/mm3, reduzir a dose de 5-FU em 20%; quadro grave de diarréia e/ou estomatite, com nível mínimo de leucócitos inferior a 1.000/mm3 e nível mínimo de plaquetas inferior a 25.000/mm3, reduzir a dose de 5-FU em 30%. Se não ocorrerem sinais de toxicidade, a dose de 5-FU pode ser aumentada em 10%. O tratamento deve ser suspenso até que o número de leucócitos atinja 4.000/mm3 e o de plaquetas 130.000/mm3. Se esses níveis não forem atingidos em duas semanas, o tratamento deve ser descontinuado. Os pacientes devem ser acompanhados através de exame físico antes de cada ciclo, inclusive com os exames radiológicos apropriados, sempre que necessário. O tratamento deve ser descontinuado no caso de se evidenciar progressão tumoral.
Uso durante a Gravidez
O folinato de cálcio foi administrado a um grande número de mulheres grávidas e mulheres com potencial de amamentação sem que se tenha observado qualquer aumento comprovado na freqüência de malformações ou outros efeitos nocivos diretos ou indiretos no feto. Entretanto, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Recomenda-se, portanto, que o produto seja administrado a mulheres grávidas apenas se estritamente necessário.
Uso durante a Lactação
É desconhecido se o ácido folínico é excretado no leite materno. Portanto, como regras gerais, devem-se exercer cuidados especiais quando do uso do produto por mães que estejam amamentando.

Resultados de eficácia

Associação com 5-FU em câncer colorretal:
Em estudo clínico controlado, foram avaliados diversas estratégias para ressaltar a atividade citotóxica do 5-FU no Câncer Colorretal. Um total de 429(quatrocentos e vinte e nove) pacientes, com câncer colorretal avançado, foram randomizados para receber os seguintes esquemas terapêuticos:
- 5-FU em monoterapia (n= 70). 5-FU, na dose de 500mg/m2/dia, por 5(cinco) dias consecutivos. Ciclos a cada 5(cinco) semanas;
- 5-FU e ácido folínico em altas doses (n= 69). 5-FU, na dose de 370mg/m2/dia, associado ao ácido folínico na dose de 200mg/m2/dia, por 5(cinco) dias consecutivos. Ciclos repetidos nas semanas 4, 8 e após, a cada 5(cinco) semanas.
- 5-FU e ácido folínico em baixa dose (n=73). 5-FU, na dose de 370mg/m2/dia, associado ao ácido folínico na dose de 20mg/m2/dia, por 5(cinco) dias consecutivos. Ciclos repetidos nas semanas 4 e 8, e após, a cada 5(cinco) semanas.
- 5-FU e metotrexato em altas doses, com resgate oral de ácido folínico (n=72). Metotrexato na dose de 200mg/m2 em 4 horas e 5-FU 900mg/m2, 7 horas após o início da infusão do metotrexato. O resgate com ácido folínico (14mg/m2/dose) realizado a cada 6 horas por 8 doses, iniciando 24 horas após a infusão do metotrexato. Ciclos repetidos nas semanas 3 e 6, e após a cada 4 semanas.
- 5-FU e metotrexato em baixas doses (n=72). 5-FU, 700mg/m2/dia nos D1 e D8 após cada infusão do metotrexato; e metotrexato 40mg/m2/dia nos D1 e D8. Ciclos repetidos a cada 28 dias.
- 5-FU e cisplatina (n=73). 5-FU na dose de 325 mg/m2/dia, por 5 dias consecutivos, e cisplatina na dose de 20mg/m2/dia, por 5 dias consecutivos. Ciclos repetidos a cada 5 semanas.
Mais de 95% dos pacientes apresentaram progressão, e 88% dos pacientes faleceram. O tempo médio de seguimento dos pacientes vivos foi de 21 meses (14 a 41 meses). Ambos esquemas terapêuticos com ácido folínico em altas ou baixas doses apresentaram significante vantagem na sobrevida (12,2 e 12 meses respectivamente) quando comparados ao uso de 5-FU em monoterapia (7,7meses). Os demais tratamentos não apresentaram vantagem na sobrevida quando comparados ao 5-FU em monoterapia (p>0.21). Dos 229 pacientes com doença mensurável, a taxa de resposta tumoral objetiva foi mais expressiva com o 5-FU em associação com o ácido folínico em baixas doses (46%), seguido pela combinação do 5-FU com ácido folínico em altas doses (26%) e 5-FU com metotrexato, em baixas doses (26%). O tempo médio de progressão da doença foi de 8(oito) meses para todos os regimes terapêuticos utilizados, nos pacientes respondedores.
Sessenta e sete porcento dos pacientes tratados com 5-FU em monoterapia apresentaram ao menos uma toxicidade grau 3, e os pacientes tratados com 5-FU combinado com ácido folínico, em altas e baixas doses, 57 e 56% respectivamente.
Biochemical Modulation of Fluorouracil: Evidence of Significant Improvement of Survival and Quality of Life in Patients with Advanced Colorectal Carcinoma. Poon et al, JCO 1989, 7(10) 1407-18.
Intoxicação com Metotrexato (MTX):
Para avaliar a eficácia do ácido folínico em altas doses, como terapia isolada, na intoxicação por metotrexato, foram avaliados 13(treze) pacientes, no período de 1988 a 1996. Os pacientes com osteossarcoma (9/13) receberam MTX nas doses de 8 a 12g/m2 com infusão, em 4(quatro) horas. Os pacientes com linfoma de SNC (3/13) receberam MTX na dose de 3,5g/m2 com infusão, em 4(quatro) horas. Um paciente com linfoma de Burkitt (1/13) recebeu MTX na dose de 6,7g/m2 com infusão contínua em 24(vinte e quatro) horas. A média de concentração de MTX em 24(vinte e quatro) horas foi de 164 mmol/L, 16,3 mmol/L em 48(quarenta e oito) horas e 6,2 mmol/L em 72(setenta e duas) horas. O nível de MTX permaneceu acima de 0,1mmol/L em média 11 ± 3 dias. Todos os pacientes receberam tratamento de suporte com hidratação e bicarbonato de sódio. A administração do ácido folínico em altas doses foi iniciada nas primeiras 24(vinte e quatro) horas, após a detecção do primeiro nível tóxico de MTX em 9(nove) pacientes, nas primeiras 48(quarenta e oito) horas, em 3(três) pacientes e em 72(setenta e duas) horas, em 1(um) paciente. O ácido folínico foi administrado de modo contínuo, ou intermitente, com doses variando de 240 mg a 8g diariamente. Sinais de toxicidade, como neutropenia significativa (neutrófilos < 1.000/m/L) ocorreram em 8(oito) pacientes, com duração de 1(um) a 5(cinco) dias. Trombocitopenia (plaquetas < 100.000/m/L) ocorreu em 7(sete) pacientes, com duração de 5(cinco) a 10(dez) dias. Outras manifestações tóxicas, como mucosite em vários graus, diarreia, e neutropenia febril ocorreram, mas todos os pacientes se recuperaram. Reafirmando que o ácido folínico, em altas doses, pode ser utilizado como terapêutica isolada no tratamento da intoxicação por MTX.
High-dose Leucovorin as Sole Therapy for Methotrexate Toxicity. Flombaum and Meyers. JCO 1999,17 (5): 1589-94.
Associação com sulfadiazina e pirimetamina no tratamento da toxoplasmose congênita:
Cinquenta e cinco pacientes, com diagnóstico de toxoplasmose congênita, realizado mediante o programa Danish de screening neonatal para toxoplasmose, baseado na detecção de anticorpos IgM e/ou IgA específicos para toxoplasma, em gotas de sangue de 3mm coletadas, nos cartões de fenilcetonúria. Foram avaliadas 48(quarenta e oito) crianças infectadas no período de janeiro de 1999 a 2003. As crianças infectadas com toxoplasma receberam 3(três) meses contínuos de tratamento com 50- 100mg/kg/dia de sulfadiazina e 1mg/kg/dia de pirimetamina, após dose de ataque de 2mg/kg e ácido folínico 7,5 mg administrados duas vezes na semana. O tratamento foi iniciado nos primeiros 2(dois) meses de vida (média de 32(trinta e dois) dias). Sete das 48(quarenta e oito) crianças (14,6%) experimentaram mudança na dose, ou suspensão do tratamento devido a reações adversas (6(seis) por neutropenia e 1(um) por hiperbilirrubinemia).
Três crianças não completaram o tratamento devido à neutropenia, sendo mantido o ácido folínico até a recuperação hematológica. Uma criança apresentou neutropenia (neutrófilos de 0.56x109/L) após 10(dez) semanas de tratamento. Três crianças completaram o tratamento às custas de redução da dose, aumento na dose de acido folínico, ou pausa temporária do tratamento. Das 3(três) crianças, uma completou o tratamento sem ajuste de dose, apesar do ganho ponderal.
Vinte e nove crianças foram monitorizadas em relação ao número de neutrófilos, durante o tratamento. Quatro das 29(vinte e nove) crianças (13,8%) apresentaram neutropenia abaixo 0.5x109/L. Duas destas crianças já eram neutropênicas antes do início do tratamento.
Três das 48(quarenta e oito) crianças receberam prednisolona em algum momento do tratamento, devido à suspeita de hidrocefalia, ou coriorretinite ativa. Os valores de hemoglobina estavam disponíveis em 34(trinta e quatro) pacientes, não apresentando anemia durante o tratamento. Trinta e seis pacientes tiveram suas plaquetas avaliadas e não ocorreram casos de plaquetopenia durante o tratamento. Destas 36(trinta e seis) crianças, 19(dezenove) (52,8%) apresentaram plaquetose em algum momento.
Sete crianças foram submetidas à dosagem repetida dos níveis de pirimetamina e sulfadiazina. Todas as crianças apresentaram níveis de pirimetamina entre 0,5mg/mL e 5mg/mL e entre 10mg/mL e 100mg/mL para sulfadiazina. A criança que apresentou o nível mais baixo de pirimetamina, demonstrou coriorretinite bilateral durante o tratamento.
Este foi bem tolerado, Neutropenia abaixo de 0.5x109/L foi encontrada em apenas 4/29 pacientes (13,8%). Nenhuma criança apresentou anemia, ou plaquetopenia.
Treatment of infants with congenital toxoplamosis: tolerability and plasma concentratuins of sulfadiazine and pyrimethamine. European Journal of Pediatrics.

Interação com outros medicamentos

O ácido folínico pode aumentar a toxicidade das fluoropirimidinas, como a do 5-fluoruracila (5-FU). Foram relatadas mortes devido a enterocolite grave, diarréia e desidratação em pacientes idosos recebendo fluoruracila e ácido folínico. Em alguns pacientes relatou-se a ocorrência de granulocitopenia e febre concomitantemente. Quando os dois produtos são administrados em conjunto no tratamento paliativo do carcinoma colorretal avançado, a dose de fluoruracila deve ser menor do que aquela usualmente administrada. Embora a toxicidade observada em pacientes tratados com a combinação de ácido folínico seguida da administração de fluoruracila seja quantitativamente semelhante àquela observada em pacientes tratados apenas com 5-FU, a toxicidade gastrintestinal (em especial estomatite e diarréia) é observada com maior freqüência e pode ser até mais grave e mais prolongada, em pacientes tratados com a combinação. A terapia combinada ácido folínico/5-FU não deve ser iniciada ou continuada em pacientes que apresentem sintomas de toxicidade gastrintestinal de qualquer gravidade, até que esses sintomas desapareçam completamente.
Pacientes com diarréia devem ser monitorados cuidadosamente, uma vez que pode ocorrer rapidamente deterioração clínica que pode, inclusive, levar à morte. Pacientes idosos e/ou debilitados apresentam riscos maiores de toxicidade gastrintestinal. No caso de administração intratecal de metotrexato como terapia local concomitantemente com ácido folínico, a presença do metabólitotetraidrofolato, que se difunde rapidamente no líquido cefalorraquidiano, pode reduzir o efeito antineoplásico do metotrexato.
O uso de altas doses de ácido fólico pode antagonizar os efeitos antiepilépticos do fenobarbital, fenitoína e da primidona e aumentar a freqüência de convulsões em crianças susceptíveis.
Incompatibilidades
Pode ocorrer formação de precipitado quando o produto é administrado imediatamente depois ou na mesma infusão de droperidol injetável. Existe incompatibilidade também com foscarnete injetável.

Cuidado de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15° C e 30° C). Proteger da luz.
Quando reconstituído em água bacteriostática (contendo álcool benzílico), o medicamento poderá ser utilizado em até 7(sete) dias. Caso o produto seja reconstituído com água para injetáveis, recomenda-se utilização imediata e descarte da porção não utilizada.
O prazo de validade do medicamento encontra-se impresso na embalagem externa.
Lote, data de fabricação e validade: vide embalagem externa.

Superdose

Superdosagem de antagonistas do ácido fólico ou eliminação diminuída do Metotrexato
Quando se suspeita de superdosagem de metotrexato, a dose de ácido folínico deve ser igual ou maior que a dose de metotrexato e deve ser administrada dentro de uma hora após a administração do metotrexato. Se houver eliminação diminuída do metotrexato, a terapia com ácido folínico deve ser iniciada dentro de 24 horas após a administração do metotrexato.
No caso de superdosagem com metotrexato, o ácido folínico deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular na dose de 10 mg/m2 a cada 6 horas, até que os níveis séricos de metotrexato estejam abaixo de 10-8 M.
Se, após 24 horas, os níveis de creatinina aumentarem 50% acima da linha de base, ou se os níveis de metotrexato forem maiores que 5 x 10-8 M, ou ainda, se após 48 horas seu nível for maior que 9 x 10-7 M, a dose de ácido folínico deve ser aumentada para 100 mg/m2 a cada 3 horas por via intravenosa até que os níveis de metotrexato sejam inferiores a 10-8 M. Recomenda-se monitorar diariamente os níveis séricos de creatinina e metotrexato, para ajustar a dose do ácido folínico e, adicionalmente, alcalinizar a urina (pH igual ou superior a 7,0) e aumentar sua eliminação (por hidratação). Situações onde esse procedimento é apropriado incluem pacientes com eliminação retardada ou diminuída de metotrexato.
Anemia megaloblástica devido à deficiência de ácido fólico
A dose máxima recomendada de ácido folínico é de 1,0 mg ao dia.
Carcinoma colorretal avançado
O ácido folínico deve ser administrado na dose de 200 mg/m2 em injeção lenta, durante pelo menos 3 minutos, seguido da injeção venosa de fluoruracila na dose de 370 mg/m2. O tratamento deve ser repetido diariamente por 5 dias e esses ciclos devem ser repetidos a intervalos de 4 semanas (28 dias) por duas vezes. Repetir a cada 4 a 5 semanas (28 a 35 dias) de intervalo, desde que o paciente tenha se recuperado completamente dos efeitos tóxicos do tratamento anterior. Em tratamentos subseqüentes, a dose de fluoruracila deve ser ajustada com base na tolerância do paciente ao tratamento anterior (vide "Advertências e Precauções"). As doses de ácido folínico não devem ser ajustadas pela toxicidade.
Embora existam outros esquemas terapêuticos eficazes utilizando ácido folínico + fluoruracila no tratamento do carcinoma colorretal avançado, ainda é necessária pesquisa clínica adicional para confirmar a segurança e eficácia desses esquemas alternativos. No tratamento com folinato de cálcio a dose deverá ser ajustada ou a terapêutica prolongada de acordo com as recomendações da tabela abaixo.
Recomendação de dose e administração de ácido folínico:

Instruções de Uso da Ampola
Após a abertura da ampola, conecte diretamente o bico da seringa à extremidade aberta da ampola. Aspire o volume necessário da solução e finalmente conecte a agulha na seringa.
Conservação
O folinato de cálcio deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8°C), protegido da luz. Não congelar. As soluções de ácido folínico são estáveis em glicose a 5% infusão intravenosa e em cloreto de sódio 0,9% infusão intravenosa por 24 horas, quando armazenadas a temperaturas entre 2 e 8°C. O medicamento é de uso único e qualquer solução não utilizada deve ser devidamente descartada.
SUPERDOSAGEM
O ácido folínico é um intermediário do metabolismo do ácido fólico e pode, por isso, ser considerado como uma substância de ocorrência natural. Altas doses têm sido administradas sem nenhuma reação adversa aparente. O que sugere que a administração deste fármaco é relativamente segura. Sinais de dosagem excessiva, se ocorrerem, devem ser tratados sintomaticamente.
Doses excessivas de ácido folínico podem anular o efeito quimioterápico dos antagonistas do ácido fólico.

Informação técnica

Propriedades Farmacodinâmicas
O ácido folínico é o derivado 5-formil do ácido tetraidrofólico (THF), a forma ativa do ácido fólico. O ácido folínico participa como co-fator em muitas reações metabólicas, incluindo a síntese de purina e pirimidina e a conversão de aminoácidos. O ácido folínico é utilizado em terapia citotóxica como um antídoto para os antagonistas do ácido fólico (tais como o metotrexato) que bloqueiam a conversão do ácido fólico para tetraidrofolato por ligação à enzima diidrofolato-redutase. O folinato de cálcio é uma solução estéril, isotônica, sem conservantes.
Propriedades Farmacocinéticas
Após sua administração, o ácido folínico entra no "pool" orgânico geral de folatos reduzidos.
Foi relatado que, após administração intravenosa e intramuscular, os picos séricos de folatos reduzidos totais são atingidos em média dentro de 10 e 52 minutos, respectivamente. Os picos séricos de 5-formil-THF são atingidos em 10 e 28 minutos, respectivamente. A redução nos níveis do fármaco inalterado coincide com o aparecimento do metabólito ativo 5-metil-THF, a principal forma circulante do fármaco. Os níveis séricos máximos são observados 1,5 e 2,8 horas após a administração intravenosa e intramuscular, respectivamente. A meia-vida terminal para os folatos reduzidos totais é de 6,2 horas. O folinato se concentra no líquido cerebrospinal, embora a distribuição ocorra em todos os tecidos orgânicos. Os folatos são excretados na urina.

Farmacocinética

Propriedades Farmacodinâmicas
O ácido folínico é o derivado 5-formil do ácido tetraidrofólico (THF), a forma ativa do ácido fólico. O ácido folínico participa como co-fator em muitas reações metabólicas, incluindo a síntese de purina e pirimidina e a conversão de aminoácidos. O ácido folínico é utilizado em terapia citotóxica como um antídoto para os antagonistas do ácido fólico (tais como o metotrexato) que bloqueiam a conversão do ácido fólico para tetraidrofolato por ligação à enzima diidrofolato-redutase. O folinato de cálcio é uma solução estéril, isotônica, sem conservantes.
Propriedades Farmacocinéticas
Após sua administração, o ácido folínico entra no "pool" orgânico geral de folatos reduzidos.
Foi relatado que, após administração intravenosa e intramuscular, os picos séricos de folatos reduzidos totais são atingidos em média dentro de 10 e 52 minutos, respectivamente. Os picos séricos de 5-formil-THF são atingidos em 10 e 28 minutos, respectivamente. A redução nos níveis do fármaco inalterado coincide com o aparecimento do metabólito ativo 5-metil-THF, a principal forma circulante do fármaco. Os níveis séricos máximos são observados 1,5 e 2,8 horas após a administração intravenosa e intramuscular, respectivamente. A meia-vida terminal para os folatos reduzidos totais é de 6,2 horas. O folinato se concentra no líquido cerebrospinal, embora a distribuição ocorra em todos os tecidos orgânicos. Os folatos são excretados na urina.

Dizeres legais

MS - 1.0043.1031
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
FOLINATO DE CÁLCIO (GENÉRICO)EUROFARMA50 mgcálcioAntídoto. Antianêmico.
Publicidade

iVademecum © 2016 - 2019.

Politica de Privacidade
Disponible en Google Play