VAC. MENINGOCÓCICA CONJUGADA GRUPO C

1009 | Laboratório WYETH PHARMA

Descrição

Ação Terapêutica: Vacinas

Composição


Cada 0,5 mL de dose intramuscular é formulada para conter 10 mg de oligossacarídeo meningocócico do grupo C conjugado à aproximadamente 15 mg de proteína CRM197de Corynebacterium diphtheriae. Excipientes: fosfato de alumínio (0,5 mg), cloreto de sódio (4,25 mg) e água para injeção (qs 0,5 mL). Não contém conservante.

Apresentação

Cartucho com 1 estojo contendo 1 seringa preenchida com dose única de 0,5 mL e 1 agulha.
Cartucho com 10 estojos, cada estojo contendo 1 seringa preenchida com dose única de 0,5 mL e 1 agulha.
USO PEDIÁTRICO E ADULTO
SOMENTE USO INTRAMUSCULAR

Indicações

A vacina meningocócica C (conjugada) está indicada na imunização ativa de crianças com mais de 3 meses, adolescentes e adultos para prevenção de doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do grupo C.

Dosagem

Somente para uso intramuscular
Avacina meningocócica C (conjugada) não deve ser misturada com outras vacinas ou produtos na mesma seringa.
Avacina meningocócica C (conjugada), na dose de 0,5 mL, deve ser administrada por via intramuscular, tomando-se a precaução de evitar a injeção em nervos e vasos sangüíneos, ou próximo aos mesmos. Os locais de aplicação preferenciais são a face anterolateral da coxa de lactentes e a região deltóide de crianças maiores, adolescentes e adultos. A vacina não deve ser injetada na região glútea devido ao risco potencial de lesar o nervo ciático.
A vacina não deve ser administrada por via intravenosa. Além disso, a segurança e imunogenicidade das vias intradérmica ou subcutânea não foram avaliadas.
Orientações de uso, manipulação e descarte
Após algum tempo de armazenagem, pode-se observar a formação de um sedimento branco com sobrenadante límpido. Antes da administração, a vacina deve ser agitada vigorosamente para que a suspensão branca fique homogênea, devendo ser submetida à inspeção visual quanto à presença de material particulado estranho ou descoloração antes do uso. No caso da observação dessas irregularidades, descartar a vacina.
No manuseio de seringas descartáveis é necessário manter os seguintes cuidados:
- guardar o material, ainda na embalagem original, conforme cuidados de conservação já estabelecidos na embalagem deste produto;
- lavar as mãos com água e sabão antes do manuseio;
- manusear o material em campo limpo;
- antes de abrir, verificar:
- se a embalagem está íntegra e dentro do prazo de validade; e
- se o material é apropriado ao procedimento, a fim de evitar desperdício;
- abrir cuidadosamente a embalagem, na direção do êmbolo para a agulha,
evitando a contaminação;
- usar luvas descartáveis para manuseio e aplicação do material.
Esta seringa deve ser descartada no coletor de perfuro-cortantes, segundo recomendação das regulamentações vigentes, para evitar o risco de punção acidental do dedo ou da mão. Quando não existir o recipiente apropriado, adaptar latas vazias com tampas, caixas de papelão duplamente reforçadas.
Todo o material a ser descartado deverá ser encaminhado a uma instituição de saúde, de onde será coletado por empresas especializadas que se encarregam da coleta de resíduos biológicos e destruição por incineração.
A seringa preenchida é para administração única e NUNCA deve ser reutilizada. Descarte a seringa conforme orientação do médico, enfermeira ou farmacêutico.
Conservar o medicamento sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8°C). Não congelar. Descartar a vacina em caso de congelamento. Conservar a vacina na embalagem original.
POSOLOGIA
Somente para uso intramuscular.
Imunização primária com 2 doses
Crianças até 12 meses: duas doses de 0,5 mL cada; a primeira dose não deve ser administrada antes de 3 meses de idade e o intervalo entre as doses deve ser de, no mínimo, 2 meses.
Crianças com mais de 12 meses, adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: dose única de 0,5 mL.
Dose de Reforço
Recomenda-se que uma dose de reforço seja administrada nas crianças que concluíram a série de imunização primária. A administração dessa dose deve ser aos 12 meses de idade nas crianças que receberam a série primária antes de 1 ano de vida. A necessidade de doses de reforço adicionais ainda não foi estabelecida.
Ainda não foi estabelecida a necessidade de dose de reforço em crianças que receberam uma dose da vacina quando maiores de 12 meses de idade.

Contra-indicações

A vacina meningocócica C (conjugada) está contra-indicada para pacientes com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da vacina, incluindo o toxóide diftérico.
A ocorrência de reação alérgica ou anafilactóide/anafilática após a administração da vacina meningocócica C (conjugada) contra-indica o uso de doses subseqüentes.

Reações Adversas

As reações adversas relacionadas estão de acordo com as seguintes freqüências:
Muito comum: maior ou igual a 10%
Comum: maior ou igual a 1% e menor que 10%
Incomum: maior ou igual a 0,1% e menor que 1%
Rara: maior ou igual a 0,01% e menor que 0,1%
Muito rara: menor que 0,01%
Reações adversas relatadas em todas as faixas etárias
Muito comum:
eritema, edema, dor/sensibilidade no local da injeção.
Comum: febre maior ou igual a 38°C, irritabilidade.
Reações adicionais relatadas em lactentes (1° ano de vida) e crianças com baixa idade (2° ano de vida)
Muito comum:
vômitos, diarréia, sonolência, distúrbio do sono, anorexia.
Comum: choro
Reações adicionais relatadas em grupos mais velhos incluindo adultos (4-60 anos)
Muito comum:
dor de cabeça (adultos de 18 a 60 anos)
Comum: dor de cabeça (crianças entre 3,5 e 6 anos), sonolência, mialgia.
As reações adversas foram coletadas no dia da vacinação ou nos 3 dias subseqüentes. A maioria das reações foram auto-limitadas e foram resolvidas no período de acompanhamento.
Em todas as faixas etárias é muito comum ocorrerem reações no local da administração da vacina, incluindo eritema, edema e sensibilidade/dor. No entanto, normalmente, essas reações não são clinicamente significantes, sendo que eritema ou edema de, no mínimo, 3 cm e sensibilidade que compromete os movimentos por mais de 48 horas foram menos freqüentes que a incidência geral de eritema e edema quando estudados. Sensibilidade transitória no local da injeção foi relatada em 70% dos adultos durante estudos clínicos.
É comum ocorrer febre de pelo menos 38°C em lactentes e crianças de baixa idade e muito comum em crianças de mais idade, no entanto, a temperatura raramente ultrapassa os 39,1°C, sobretudo nos grupos de maior idade.
Após a vacinação em lactentes e crianças foi comum ou muito comum a ocorrência de choro, irritabilidade, sonolência, distúrbios do sono, anorexia, diarréia e vômitos. No entanto, não há evidências de que esses sintomas estejam relacionados à vacina meningocócica C (conjugada) e não às vacinas administradas concomitantemente, particularmente a DTP.
Em estudos que avaliaram o esquema posológico com 3 doses (2, 3 e 4 meses ou 2, 4 e 6 meses) em lactentes, as taxas de efeitos adversos não aumentaram com doses sucessivas, com exceção de febre superior a 38°C. Entretanto, deve-se levar em consideração que os lactentes receberam outras vacinas do esquema de imunização concomitante à vacina meningocócica C (conjugada)nesses estudos.
Outros eventos adversos comumente relatados incluem mialgia em adultos e sonolência em crianças de baixa idade. Dor de cabeça foi muito comum em adultos e comum em crianças entre 3,5 e 6 anos de idade.
Reações Adversas Observadas na Experiência Pós-Comercialização (em todas as faixas etárias)

Houve relatos espontâneos muito raros de hipotonia (inclusive episódio hipotônico-hiporresponsivo [EHH]) com relação temporal com a administração da vacina meningocócica C (conjugada). Na maioria dos casos, a vacina meningocócica C (conjugada)foi administrada concomitantemente com outras vacinas, em sua maioria vacinas com o componente pertussis.
Houve relatos espontâneos muito raros de petéquias e/ou púrpura após a comercialização da vacina meningocócica C (conjugada). Uma vez que a vacina meningocócica C (conjugada) pode não proteger 100% dos casos de doença meningocócica do grupo C ou patologias causadas por outros microrganismos além da Neisseria meningitidis do grupo C, indivíduos que apresentarem petéquias e/ou púrpura após a vacinação devem ser cuidadosamente avaliados para afastar a possibilidade de uma doença infecciosa ou outras causas não relacionadas com a vacinação.
Assim como ocorre com outras vacinas pediátricas, houve relatos espontâneos de apnéia com associação temporal com a administração da vacina meningocócica C (conjugada). Na maioria dos casos, a vacina meningocócica C (conjugada)foi administrada concomitantemente a outras vacinas, incluindo DTP (tríplice bacteriana), IPV (poliomielite inativada), OPV (poliomielite oral), Hib (Haemophilus influenzae tipo b), DTP-Hib (tríplice bacteriana + Haemophilus influenzae) e/ou DTPa-VHB (tríplice bacteriana acelular + hepatite B). Além disso, na maioria dos relatos estavam presentes condições médicas preexistentes, como história de apnéia, infecção, prematuridade e/ou convulsões.

Precauções

A vacina meningocócica C (conjugada) confere proteção exclusivamente contra Neisseria meningitidisdo grupo C. Ela não protege contra outros grupos de Neisseria meningitidisou outros patógenos causadores de meningite ou septicemia.
Como qualquer outra injeção intramuscular, a vacina meningocócica C (conjugada) deve ser administrada com cuidado em indivíduos com trombocitopenia ou qualquer distúrbio de coagulação ou em pessoas que estejam recebendo terapia anticoagulante.
Assim como em todas as vacinas pediátricas injetáveis, o risco potencial de apnéia deve ser considerado na administração da série de imunização primária em lactentes prematuros. A necessidade de monitorização durante pelo menos 48 horas após a vacinação deve ser considerada para lactentes prematuros, nascidos com menos de 30 semanas de gestação, que continuarem hospitalizados durante o período recomendando para a vacinação.
Como o benefício da vacinação é grande no grupo de lactentes prematuros, a vacinação não deve ser suspensa ou atrasada.
Gravidez - categoria de risco C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista
Ainda não se estabeleceu a segurança da vacina em mulheres grávidas. A administração da vacina meningocócica C (conjugada) não é recomendada durante a gestação. Não há dados de estudos clínicos com o uso desta vacina em mulheres grávidas.
Lactação
A segurança durante a lactação não foi estabelecida. Não se sabe se os antígenos da vacina ou anticorpos são excretados no leite materno.
Precauções
Da mesma forma que com todas as vacinas injetáveis, deve-se ter à disposição imediata supervisão e tratamento clínico adequados caso ocorra um evento anafilactóide/anafilático raro após a administração da vacina (verReações Adversas).
Doenças de menor importância, como uma infecção leve do trato respiratório com ou sem febre baixa, em geral não constituem contra-indicações à vacinação. A decisão de administrar ou atrasar a vacinação devido à doença febril atual ou recente depende em grande parte da gravidade dos sintomas e da etiologia. Deve-se adiar a administração da vacina meningocócica C (conjugada) em pacientes com doença febril aguda intensa.
A vacina meningocócica C (conjugada) pode não proteger 100% das pessoas que a recebem.
A imunização com a vacina meningocócica C (conjugada)não substitui a vacinação de rotina contra difteria.
Apesar de não haver evidências de que a vacina cause meningite meningocócica C, foram relatados sintomas de meningismo, como dor/rigidez de nuca ou fotofobia. Portanto, deve-se permanecer alerta quanto à possibilidade de meningite ocasionalmente concomitante.
Indivíduos com comprometimento da resposta imune decorrente de terapia imunossupressora, defeitos genéticos, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou outras causas, podem apresentar resposta anticórpica reduzida à imunização ativa. Os indivíduos com deficiências de complemento e os com asplenia funcional ou anatômica podem apresentar uma resposta imunológica às vacinas meningocócicas conjugadas do grupo C. As implicações para o grau real de proteção contra infecção são desconhecidas.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Gravidez:
Ainda não se estabeleceu a segurança da vacina em mulheres grávidas. A administração da vacina meningocócica C (conjugada) não é recomendada durante a gestação. Não há dados de estudos clínicos com o uso desta vacina em mulheres grávidas.
Lactação:A segurança durante a lactação não foi estabelecida. Não se sabe se os antígenos da vacina ou anticorpos são excretados no leite materno.
Uso pediátrico:A segurança e a efetividade da vacina meningocócica C (conjugada) em crianças abaixo de 2 meses de idade ainda não foram estabelecidas.
Uso geriátrico:Não foram conduzidos estudos em adultos com 65 anos ou mais.
Efeitos sobre atividades que requerem concentração e desempenho:Tontura e sonolência foram relatadas com a vacina meningocócica C (conjugada) em estudos clínicos e relatos pós-comercialização em adultos e crianças.

Resultados de eficácia

Imunogenicidade
- Série Primária de Duas Doses em Lactentes
Duas doses em lactentes forneceram títulos de anticorpo bactericida sérico (SBA) ? 1:8 em 98% - 99,5% das crianças, como mostra a tabela a seguir. O esquema de duas doses sensibilizou para uma resposta de memória quando uma dose de reforço foi administrada aos 12 meses de idade.

- Dose de Reforço
Das 64 crianças vacinadas com uma dose de reforço de 0,5 mL de vacina meningocócica C (conjugada) em estudo de Fase 2 nos EUA, 49 crianças foram avaliadas para anticorpos bactericidas séricos um mês após a dose de reforço única. 100% (49/49) das crianças analisadas desenvolveram títulos de SBA de no mínimo 1/8 e 96% demonstraram aumento de quatro vezes das GMTs pós-vacinação em comparação aos níveis pré-vacinação.
As estimativas da eficácia da vacina provenientes do programa de imunização de rotina do Reino Unido demonstraram a necessidade de uma dose de reforço após o término da série primária. No momento, os números são muito pequenos para fazer uma recomendação de uma dose de reforço adicional para crianças que receberam dose de sensibilização única. A eficácia em todos os outros grupos etários (até 18 anos) sensibilizados com uma dose única continua sendo até o momento de cerca de 90% ou mais, em até ou mais de um ano após a vacinação. (3)
Um título bactericida ? 1:8 é considerado um correlato de proteção de curto prazo, com base na eficácia estimada a partir da farmacovigilância pós-comercialização.
- Evidências de Sensibilização com a Vacina Conjugada
Dezessete crianças de um estudo de Fase 2 no Reino Unido receberam uma dose de desafio de um quinto do volume utilizado em adultos de uma vacina meningocócica polissacarídica do Grupo C já aprovada, um ano após a primeira dose da série primária. 94% (16/17) das crianças responderam com títulos de SBA ?1/8 e 88% demonstraram um aumento de quatro vezes das GMTs pós-vacinação em relação aos níveis pré-vacinação.
Após uma dose de desafio com 10 mg do polissacarídeo meningocócico não conjugado do Grupo C cerca de quatro anos após uma série primária aos 2, 3 e 4 meses com a vacina meningocócica C (conjugada), 21/22 crianças responderam com títulos de SBA ?1/8. Dessas, 3/22 ainda apresentavam esse título antes da sensibilização. (4)
- Imunogenicidade da Dose Primária Única em Crianças (maiores de 1 ano de idade)
Setenta e cinco crianças com 13 meses de idade receberam uma dose única de 0,5 mL da vacina meningocócica C (conjugada) em um estudo no Reino Unido. 91% (68/75) desenvolveram títulos de SBA ?1/8 e 89% demonstraram aumento de quatro vezes em relação às GMTs pré-vacinação.
- Imunogenicidade da Dose Primária Única em Adultos
Em um estudo duplo-cego e randomizado (n = 30), voluntários adultos saudáveis entre 18 e 60 anos receberam uma dose única de 0,5 mL da vacina meningocócica C (conjugada) (n = 15) ou da vacina meningocócica polissacarídica já registrada (n = 15). 100% dos indivíduos (15/15) do grupo que recebeu vacina meningocócica C (conjugada) atingiram títulos de SBA ?1/8 e aumento de 4 vezes das GMTs pósvacinação em comparação aos níveis pré-vacinação. No grupo que recebeu a vacina meningocócica polissacarídica, todos os indivíduos atingiram títulos de SBA ?1/8, ao passo que apenas 87% dos indivíduos (13/15) demonstraram aumento de quatro vezes das GMTs pós-vacinação.
- Avaliação da Tolerância Imunológica em Adultos Jovens que Receberam Previamente a Vacina Polissacarídica
Em um estudo aberto e parcialmente randomizado (N de indivíduos admitidos = 242; analisados para imunogenicidade, n = 217), universitários entre 18 e 25 anos, que haviam recebido a vacina meningocócica polissacarídica 6 meses antes, receberam a vacina meningocócica C (conjugada) (n = 83) ou a vacina meningocócica polissacarídica (n = 85) e foram comparados aos controles não-randomizados que receberam a vacina meningocócica C (conjugada) pela primeira vez (n = 49). Títulos de SBA ?1/8 foram atingidos por 99% dos indivíduos (82/83) que receberam a vacina meningocócica C (conjugada) depois da vacina meningocócica polissacarídica, enquanto 93% (79/85) atingiram os mesmos níveis quando receberam a segunda dose da vacina meningocócica polissacarídica. 100% (49/49) dos indivíduos que nunca haviam recebido a vacina atingiram títulos de SBA ?1/8.
- Farmacovigilância pós-comercilização após uma campanha de imunização no Reino Unido (5)
O programa de farmacovigilância pós-comercialização realizado pelo Serviço de Saúde Pública do Reino Unido analisou a eficácia em crianças e jovens de 15 - 17 anos, após a introdução da vacina meningocócica C (conjugada) seguida de duas outras vacinas meningocócicas conjugadas do grupo C no Reino Unido. Após 16 meses do início do programa de imunização com a vacina meningocócica C (conjugada), estimativas de eficácia preliminar sugerem que a eficácia a curto prazo da vacina meningocócica C (conjugada) foi de 88% para crianças (IC 95%: 67% - 95%) e 96% para jovens de 15 a 17 anos de idade (IC 95%: 85% - 99%).
A farmacovigilância contínua revelou que a eficácia das vacinas meningocócicas C (conjugada) combinadas no intervalo entre 1 e 4 anos após a vacinação primária de crianças havia diminuído em comparação ao intervalo até 1 ano após a vacinação planejada, levando à recomendação de uma dose de reforço após a vacinação de rotina em crianças. As evidências de diminuição da eficácia em crianças (1 a 2 anos de idade) sensibilizadas com uma dose única foram inconclusivas e a eficácia em todos os outros grupos etários (até 18 anos) sensibilizados com uma dose única continuou sendo de cerca de 90% ou superior em até um ano ou mais após a vacinação.
- Estudos clínicos com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada)e avacina meningocócica C (conjugada)
A administração concomitante da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada)e da vacina meningocócica C (conjugada) em 2 e 6 meses de idade em diferentes locais de aplicação resultou numa resposta imune similar à administração das duas vacinas sozinhas. Neste estudo clínico de série primária de três doses, o grupo que recebeu administração concomitante foi comparado ao grupo que recebeu três doses da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) ou ao grupo que recebeu duas doses da vacina meningocócica C (conjugada). (Todas as crianças também receberam série primária de três doses das vacinas DTPa-HBV-IPV/Hib). Não houve diferença estatisticamente significativa na proporção de crianças que apresentaram uma resposta imune sorotipo-específico ? 0.35 mcg/mL para cada sorotipo do pneumococo entre o grupo de administração concomitante e o grupo que recebeu as vacinas separadamente. Do mesmo modo, não houve diferença estatisticamente significativa na porcentagem de crianças com títulos de soro anti-MnC com atividade bactericida ? 1:8 (99,6% do grupo administração concomitante versus 98,0% do grupo administração separada) ou ? 1:128 (91,5% do grupo administração concomitante versus 84,6% do grupo administração separada).Todas as crianças receberam um reforço com a(s) respectiva(s) vacina(s) recebida(s) na série primária.
Referências:
1 - Richmond P et al. Meningococcal serogroup C conjugate vaccine is immunogenic in infancy and prime for memory. J Infect Dis 1999;179:1569-72
2 - Tejedor JC et al. Immunogenicity and reactogenicity of a three- dose primary vaccination course with a combined diphtheria-tetanus-acellular pertussis-hepatitis b-inactivated polio-Haemophilus influenzaetype b vaccine coadministered with a meningococcal C conjugate vaccine. The Pediatric Infectious Disease Journal 2004;23(12):1109-1115
3 - TrotterCL et al. Effectiveness of meningococcal serogroup C conjugate vaccine 4 years after introduction. Lancet 2004;364-7
4 - Borrow R et al. Antibody persistence and immunological memory at age 4 years after meningococcal group C conjugate vaccination in children in the United Kingdon. JID. 2002;186(9):1353-7
5 - Miller E et al. Planning, registration, and implementation of an immunization campaing against meningococcal serogroup C desease in the UK: a success story. Vaccine 20(2002):S58-S67

Interação com outros medicamentos

A vacina meningocócica C (conjugada) pode ser administrada simultaneamente às vacinas OPV (poliomielite oral), IPV (poliomielite inativada), VHB (hepatite B), DTP-Hib (tríplice bacteriana + Haemophilus inflluenzae tipo b), DTPa (tríplice bacteriana acelular), DT (dupla tipo infantil),vacina pneumocócica 7-valente (conjugada), Td (dupla tipo adulto) e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em diferentes sítios de aplicação, caso coincida com o esquema de vacinação da criança.
Dados que confirmam a administração concomitante da vacina meningocócica C (conjugada) e da tríplice bacteriana acelular (DTPa) ou da IPV são provenientes de um estudo que utilizou uma vacina conjugada pneumocócica 9-valente combinada experimental que contém o mesmo antígeno meningocócico conjugado do grupo C da vacina meningocócica C (conjugada)e de um estudo de administração concomitante com uma vacina pediátrica combinada (DTPa-VHB-IPV/Hib).
Em vários estudos com vacinas diferentes, a administração concomitante da vacina meningocócica C (conjugada) com combinações contendo componentes da pertussis acelular (com ou sem vírus da pólio inativado, antígeno da superfície de hepatite B ou conjugados Hib) demonstrou resultar em médias geométricas de título de SBA mais baixas que em comparação à administração separada ou à administração concomitante às vacinas pertussis de células inteiras. As proporções que atingiram títulos de SBA de no mínimo 1:8 ou 1:128 não foram alteradas. No momento, não são conhecidas as implicações potenciais dessas observações para a duração da proteção.
Vacinas injetáveis diferentes devem ser administradas em diferentes locais.
Os dados sobre a administração concomitante da vacina meningocócica C (conjugada) com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) não demonstraram qualquer interferência clinicamente relevante na resposta dos anticorpos a cada um dos antígenos individuais quando administradas como série primária de vacinações (ver Resultados de Eficácia).

Cuidado de armazenamento

Conservar o medicamento sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8°C). Não congelar. Descartar a vacina em caso de congelamento. Conservar a vacina na embalagem original.

Superdose

Foi relatada a ocorrência de superdosagem com a vacina meningocócica C (conjugada), incluindo a administração de doses mais elevadas do que as recomendadas e casos de doses subseqüentes da vacina administradas em intervalos de tempo mais curtos do que os recomendados. A maioria dos indivíduos permaneceu assintomática. Em geral, os eventos adversos relatados com a superdosagem também foram reportados com a administração de doses únicas da vacina meningocócica C (conjugada).

Dizeres legais

Registro MS - 1.2110. 0126
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Indicado para o tratamento de:

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