IMMUCYST

4376 | Laboratório SANOFI PASTEUR

Descrição

Ação Terapêutica: Vacinas

Composição

Bacilo de Calmette - Guérin 81 mg (peso seco). Glutamato monossódico 150 mg. Diluente: Cloreto de sódio 25,5 mg. Fosfato ácido dissódico 7,5 mg. Fosfato diácido de sódio 1,7 mg. Polisorbato 80 0,75 mg. Água para injeção q.s.p. 3,0 ml. O produto reconstituído contém um mínimo de 1,8 x 108 UFC (Unidade Formadora de Colônia) por dose de 3 ml.

Apresentação

Pó liofilizado para instilação.
- Cartucho com 1 frasco-ampola contendo 81 mg de liofilizado + 1 frasco-ampola contendo 3 ml de diluente.
Via de administração:
Este medicamento só pode ser administrado por instilação intravesical.
USO ADULTO

Indicações

ImmuCyst® é indicado para uso intravesical no tratamento e profilaxia do carcinoma "in-situ" primário ou recorrente da bexiga urinária; para a profilaxia pós resseção transuretral de estágios primário ou recorrente de tumores papilares Ta e/ou T1, ou qualquer outra combinação, independente de tratamentos intravesicais realizados anteriormente.
ImmuCyst® não é indicado como agente imunizante para a prevenção de tuberculose.

Dosagem

Uma dose de ImmuCyst® consiste da instilação intravesical de 81 mg de BCG. Esta dose é preparada pela reconstituição do frasco liofilizado com diluente fornecido. Para a apresentação de 1 frasco, reconstitui-se o conteúdo liofilizado com 3 ml do diluente. O frasco de BCG reconstituído é diluído em 50 ml de solução fisiológica estéril isenta de conservantes, para um volume total de aplicação de 53 ml.
A aplicação é realizada pela inserção de um catéter uretral na bexiga em condições assépticas. A bexiga é esvaziada e os 53 ml da suspensão de ImmuCyst® são instilados vagarosamente por gravidade. Em seguida o catéter é retirado.
Durante a primeira hora após a instilação o paciente deve permanecer deitado por 15 minutos em cada uma das seguintes posições: de bruços, de costas, do lado esquerdo e do lado direito. Após este tempo o paciente pode se levantar, mas deve reter a urina por mais uma hora. Ao final de 2 horas o paciente deve eliminar a urina na posição sentada, por razões de biosegurança. Os pacientes devem ser orientados a manter hidratação adequada.
Estudos clínicos realizados com ImmuCyst® incluiram uma inoculação percutânea com cada dose intravesical, entretanto alguns estudos sugeriram que não há beneficio adicional com a administração sistêmica de BCG. Mais precisamente, o BCG só deve ser aplicado intravesicalmente. Entretanto se o médico desejar aplicar doses sistêmicas, uma porção 0,1 ml da dose de 53 ml, pode fazê-lo por via intradérmica. Se ocorrerem reações severas, como ulceração no local de aplicação ou linfadenite regional, o tratamento intradérmico deve ser interrompido.
Esquema de tratamento:
O tratamento intravesical da bexiga urinária deve ser iniciado 7 a 14 dias após a biopsia ou ressecção transuretral e consiste das fases de indução e manutenção. A fase de indução consiste de 6 aplicações semanais de ImmuCyst®. A fase de manutenção é realizada após uma pausa de 6 semanas e consiste em outra série de instilações intravesicais em dose única, ministradas novamente por 1 a 3 semanas. Estudos clínicos demonstraram que 3 instilações semanais aumentam consideravelmente o índice de resposta de 73% para 87% após 6 meses, quando comparado com nenhum tratamento adicional aos 3 meses.

Contra-indicações

ImmuCyst® não deve ser aplicado em pacientes com resseção transuretral ou cateterização traumática da bexiga (com sangramento) recentes; em pacientes recebendo tratamento imunossupressivo ou com sistema imunológico deficiente; em pacientes com tuberculose ativa; em pacientes com evidência atual ou passada de reação sistêmica ao BCG; em pacientes com febre, a menos que sua causa tenha sido determinada e avaliada e em pacientes com infecção urinária bacteriana, até sua total remissão.

Reações Adversas

A administração de ImmuCyst® provoca uma resposta inflamatória na bexiga urinária e tem sido associada a febre transitória, hematúria, aumento na freqüência urinária e desúria. Estas reações podem indicar que o tratamento está provocando os efeitos desejáveis, entretanto, deve-se ficar alerta para a intensidade e duração dos sintomas. Sintomas de irritabilidade na bexiga são relatados por aproximadamente 50% dos pacientes que recebem ImmuCyst® e, normalmente, começam de 4 a 6 horas após a instilação e duram de 24 a 72 horas. As reações adversas irritativas ocorrem geralmente após a terceira instilação e tendem a aumentar em gravidade após cada administração. O mecanismo de ação das reações adversas irritativas não foi estudado, mas é muito consistente com um mecanismo imunológico. Não existe evidência de que a redução da dose ou a terapia com drogas antituberculose possam prevenir ou reduzir os sintomas irritativos de ImmuCyst®.
As reações adversas que ocorreram entre os pacientes que receberam ImmuCyst® durante os estudos clínicos dos Estados Unidos da América, SWOG 8216 e SWOG 8507, estão listados nas Tabelas 1 e 2.

As seguintes reações adversas foram relatadas em < 5% dos pacientes: coagulopatia, dor abdominal, envolvimento hepático, infecção sistêmica, infecção pulmonar, cardíaco (não classificado), dor de cabeça, erupções na pele, tecido na urina, infecção local, constipação, vertigem, cansaço, trombocitopenia e dores nas costelas.

As seguintes reações adversas foram relatadas em < 5% dos pacientes: anemia, artralgia/mialgia, incontinência urinária, diarréia, leucopenia, dor abdominal, envolvimento hepático, infecção sistêmica, infecção pulmonar, dor de cabeça, toxicidade renal, bexiga contraída, coagulopatia, dor abdominal, cardíaco (não classificado) e erupções na pele.
Não frequentemente são relatados prostatite granulomatosa sintomática, epidídimo-orquidite, obstrução uretral e abscesso renal associados com a administração de BCG intravesical.
Foram relatados após a administração de BCG intravesical sintomas oculares somente (incluindo uveíte, conjuntivite, irite, queratite, coreoretinite granulomatosa), ou em combinação com outros sintomas nas juntas (artrite ou artralgia), sintomas urinários e/ou erupções na pele.
O risco parece ser elevado entre pacientes que são positivos para HLA-B27.
Embora pouco comuns, foram relatados complicações infecciosas sérias de BCG intravesical. A complicação infecciosa mais séria de BCG é a sépsis disseminada, muito raramente associada com mortalidade. Além disso, infecções por BCG foram relatadas nos olhos, pulmões, fígado, ossos, medula óssea, rins, linfonodos regionais, peritônio e próstata em pacientes que receberam BCG intravesical. Algumas infecções do trato urinário masculino (orquidite/epididimite) foram submetidos à terapia múltipla com drogas antituberculose e necessitaram de orquiectomia.
Tratamento das reações adversas
A Tabela 3 resume os tratamentos recomendados para as reações adversas.

Se o paciente desenvolver febre persistente ou apresentar doença febril aguda consistente com uma infecção por BCG, as instilações com BCG devem ser descontinuadas e o paciente deve ser avaliado imediatamente e tratado para infecção por BCG e doenças infecciosas após consulta. O tratamento com dois ou mais agentes antimicobacterianos devem ser iniciados ainda durante a realização da avaliação do diagnóstico, incluindo culturas. Culturas negativas não necessariamente descartam infecção. Geralmente, a terapia antimicobacteriana envolve isoniazida (INH), rifampicina e etambutol. Na presença de uma reação sistêmica ao BCG, a inclusão temporária de corticosteróides, por exemplo prednisolona, demonstrou ser benéfico em cinco pacientes e em modelo animal e deveria ser considerado. ImmuCyst® é sensível a maior parte das drogas antituberculose comuns (isoniazida, rifampicina e etambutol). ImmuCyst®não é sensível à pirazinamida.
Eventos adversos irritativos locais agudos de ImmuCyst® podem ser acompanhados por manifestações sistêmicas consistentes como uma síndrome gripal. Eventos adversos sistêmicos de 1 a 2 dias de duração como mal estar, febre e calafrios geralmente refletem reações de hipersensibilidade. Entretanto, sintomas como febre acima de 38,5°C ou inflamação localizada aguda como epididimite, prostatite ou orquidite, persistindo por mais de 48 horas sugerem infecção ativa, devendo ser considerada uma avaliação para complicação infecciosa séria.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME SEU MÉDICO

Precauções

Antes da administração do medicamento, devem ser tomadas todas as precauções no sentido de prevenir o aparecimento de reações adversas. Isto inclui a revisão do histórico médico do paciente em relação a uma possível sensibilidade aos componentes do medicamento e estado de saúde atual.
ImmuCyst® não deve ser manuseado por pessoas com histórico de imunodeficiência.
O tratamento com ImmuCyst® pode induzir a uma sensibilidade à proteína purificada derivada da tuberculina (PPD) o que poderia interferir em futuras interpretações do teste tuberculínico no diagnóstico de infecção suspeita por micobactéria. A determinação de reatividade ao PPD deve ser conduzida antes da administração de ImmuCyst®.
Este medicamento só pode ser administrado por instilação intravesical. Deve-se tomar cuidado ao aplicar o medicamento para não introduzir contaminantes no trato genitourinário. Todo material utilizado deve ser estéril e descartável para cada paciente com o intuito de evitar a transmissão de hepatite e outras doenças infecto-contagiosas entre os indivíduos.
Após o uso descartar todo o material utilizado com os mesmos cuidados dispensados ao lixo infectante.
Este medicamento não deve ser utilizado em mulheres grávidas sem orientação médica.
ImmuCyst® não é recomendado como tratamento profilático após resseções transuretrais de estágio tumor papilar TaG1 a menos que haja grande risco de recorrência do tumor.
Durante a tomada de decisão pelo tratamento com ImmuCyst® de pacientes com pequena capacidade na bexiga, deve ser considerado o risco de contratura da bexiga.
Infecções por BCG de aneurismas e dispositivos prostéticos (incluindo enxertos arteriais, aparelhos cardíacos e juntas artificiais) foram relatadas após a instilação intravesical de BCG. O risco de infecções ectópicas por BCG não foi determinado, mas é considerado muito pequeno. Os benefícios da terapia com BCG devem ser cuidadosamente avaliados frente à possibilidade de infecção ectópica por BCG em pacientes com aneurismas arteriais ou dispositivos prostéticos de qualquer tipo.
Se ocorrer uma infecção bacteriana do trato urinário durante o tratamento com ImmuCyst®, as instilações com ImmuCyst® devem ser suspensas até a remissão total da infecção bacteriana do trato urinário por dois motivos: (1) a combinação de uma infecção do trato urinário e uma cistite induzida pelo BCG pode levar a eventos adversos mais graves no trato genitourinário e (2) o bacilo BCG é sensível a uma grande variedade de antibióticos, portanto, a administração de antimicrobianos pode diminuir a eficácia de ImmuCyst®. De maneira semelhante, pacientes sob terapia antimicrobiana por outras infecções devem ser avaliados no caso de haver diminuição da eficácia de ImmuCyst®.
Reação alérgica aguda foi relatada muito raramente após a injeção intradérmica da vacina BCG para a prevenção da tuberculose e, portanto, deve ser levada em consideração quando da administração intravesical de ImmuCyst®.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Crianças:
A segurança e a efetividade em crianças não foi estabelecida.
Pacientes Idosos:
Os pacientes idosos podem ser tratados com ImmuCyst® seguindo o mesmo esquema de aplicações de pacientes adultos.
Uso na Gravidez e Lactação:
Não foram realizados estudos de reprodução animal com ImmuCyst®. Também não se sabe se ImmuCyst® pode causar algum problema no feto quando administrado em gestantes ou se pode afetar a capacidade reprodutiva. ImmuCyst® pode ser administrado em gestantes apenas em casos de extrema necessidade. Deve-se advertir as pacientes para não engravidar durante o tratamento.
Não se sabe se ImmuCyst® pode ser excretado no leite humano. É recomendado a descontinuação da amamentação se a mãe necessitar de tratamento com ImmuCyst®, pois muitos medicamentos são excretados no leite humano e por causa do potencial de reações adversas graves de ImmuCyst® em crianças sendo amamentadas.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos comprovam a efetividade de ImmuCyst® para pacientes com câncer de bexiga nos estágios de carcinoma "in-situ" (CIS), Ta e T1, incluindo dois estudos controlados, randomizados e multicêntricos.
No primeiro, ImmuCyst® foi comparado à cloridrato de doxorubicina entre pacientes com carcinoma "in-situ" e/ou tumores papilares recorrentes. ImmuCyst® foi administrado intravesicalmente uma vez por semana durante 6 semanas, com uma única instilação adicional aos 3, 6, 12, 18 e 24 meses após o início do tratamento (total de 11 instilações). Doxorubicina foi administrada uma vez por semana durante 5 semanas, com o adicional de 11 administrações mensais. Para pacientes com CIS, a razão de resposta completa, isto é, biopsia e citologia de urina negativos, em 6 meses do início do tratamento foi de 70% com ImmuCyst® versus 34% com doxorubicina (p < 0,001). A probabilidade de ser "livre da doença", isto é, não ter evidência de câncer de bexiga, após 5 anos foi de 45% e 18, respectivamente (p < 0,001 por modelo de regressão de risco proporcional). E entre os respondedores completos, o tempo médio para o tratamento de falhas foi de 39 meses versus 5,1 meses, respectivamente. Entre os pacientes com tumores papilares (Ta e T1) sem CIS, a probabilidade de ser "livre da doença" após 5 anos foi de 37% com ImmuCyst® versus 17% com doxorubicina (p=0,015 por modelo de regressão de risco proporcional).
No segundo estudo controlado multicêntrico, dois regimes de tratamento de ImmuCyst® foram comparados entre pacientes similares ao primeiro estudo. Uma indução única de 6 semanas (total de 6 instilações) foi comparado a um regime mais intenso que consistia de: um tratamento de indução semanal durante 6 semanas, uma pausa de 6 semanas, outro tratamento semanal por 3 semanas e então uma terapia de manutenção com uma instilação semanal por 3 semanas após 6 meses do início do tratamento de indução, e então, a cada 6 meses até completar 36 meses (total de 27 instilações). Comparando os regimes sem e com manutenção, foram encontrados os seguintes resultados: entre os pacientes com CIS, a razão de resposta completa, definida como ausência de sinais de malignidade no trato urinário aos 3 e 6 meses após a primeira instilação, foi de 87% no grupo da manutenção versus 73% no grupo sem manutenção (p=0,016). O tempo de recorrência foi aumentado significativamente entre os pacientes com manutenção (p < 0,0001); no grupo com manutenção, o tempo de recorrência aumentou significativamente tanto para os pacientes com CIS (p=0,04) como para os pacientes com tumores papilares mas sem CIS (p < 0,0001). Finalmente, a sobrevivência no geral foi significativamente melhor no grupo com manutenção (p=0,04).

Interação com outros medicamentos

O uso concomitante de ImmuCyst® com medicamentos depressores da medula óssea, imunossupressores ou durante o tratamento radioterápico não é indicado porque a resposta imunológica pode estar prejudicada e também porque pode aumentar o risco de disseminação sistêmica do BCG.

Cuidado de armazenamento

O produto ImmuCyst® e o diluente devem ser armazenados entre +2°C e +8°C e protegidos da luz.
O produto, tanto liofilizado como reconstituído, não pode ser exposto à luz solar direta ou indireta.
Restringir a exposição à luz artificial ao mínimo necessário.
"Não remover as rolhas de borracha dos frascos."
"Manusear o produto como potencialmente infectante."
Reconstituir e diluir imediatamente antes do uso, utilizando técnica asséptica em fluxo laminar. Utilizar luvas e outros equipamentos de proteção individual. ImmuCyst® só pode ser diluído com o diluente fornecido para garantir a dispersão adequada dos microrganismos.
Aplicar um chumaço de algodão estéril umedecido com anti-séptico à superfície da tampa de borracha dos frascos de diluente e de ImmuCyst®. Com auxilio de uma seringa de 5 ml e agulha estéril, aspirar para dentro da seringa 0,9 ml de ar. Furar o centro da rolha do frasco de diluente com a agulha, inverter o frasco e injetar vagarosamente o ar contido na seringa. Aspirar 3 ml do diluente mantendo a ponta da agulha submersa no líquido. Retirar a agulha do frasco.
Usando a mesma seringa e agulha furar a rolha do frasco contendo o liofilizado. Segurar o frasco na posição vertical e puxar o êmbolo da seringa de modo a criar um vácuo suave no frasco.Soltar o êmbolo e permitir que o vácuo empurre o diluente da seringa para dentro do frasco. Após a passagem de todo diluente retire a agulha do frasco.
Misturar o frasco suavemente até a formação de uma suspensão finamente dispersa. Em seguida, diluir o material reconstituído adicionando-o a 50 ml de solução fisiológica estéril isenta de conservantes.
O produto deve ser aplicado de preferência logo após sua reconstituição. Se isto não for possível, utilizá-lo em até 2 horas. Evitar a exposição do produto à luz solar direta ou indireta. A exposição à luz artificial deve se restringir ao mínimo necessário.
Após o uso todos os equipamentos devem ser esterilizados e/ou descartados adequadamente como materiais infectantes.
Armazenagem
O produto ImmuCyst® e o diluente devem ser armazenados entre +2°C e +8°C e protegidos da luz.
O produto, tanto liofilizado como reconstituído, não pode ser exposto à luz solar direta ou indireta.
Restringir a exposição à luz artificial ao mínimo necessário.
Prazo de validade:
Desde que mantido sob refrigeração entre +2°C e +8°C e protegido da luz, o prazo de validade de ImmuCyst® é de 2 anos.
Verifique na embalagem externa a data de validade do produto. O produto não deve ser utilizado com o prazo de validade vencido, pois pode não produzir os efeitos desejados.
N° do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Cartucho.

Superdose

Não documentada.

Dizeres legais

MS - 1.1300.1073
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
USO RESTRITO A HOSPITAIS.

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